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O ano nem passou da metade e cá estou eu brincando de profeta; Hoje, este Trinta aqui do Escolhendo Livros quer nomear o que ele acha ser os cinco romances mais instigantes que ele "bateu por aí", por acaso, nas livrarias, sites e tumblrs da vida. Não prometo para vocês, caros leitores, uma lista sem alguma parcialidade, pois isso seria fisicamente impossível. Mas como sou um menino muito dedicado, cof cof,  tentarei ao máximo me focar em gêneros, nacionalidades e autores diferentes para deixar todo mundo feliz. E não tenham medo de discordar! O que quero abrir aqui é uma discussão tanto para criticar as minhas escolhas como para indicar possíveis outras obras que tem tudo para bombar nesse ano pós-apocalíptico.



O título responsável por (finalmente!) tirar Cinquenta Tons de Cinza do topo das vendas merece seu posto no pódio. Garota Exemplar (Título Original: Gone Girl)  foi lançado lá fora em 2012, mas chegou em terras tupiniquins apenas este ano. Composto por um suspense voraz cheio de reviravoltas, a autora Gillian Flynn relata os fatos acontecidos no quinto aniversário de casamento do casal Nick e Amy Dunne quando Amy simplesmente desaparece sem deixar vestígios de sua mansão no Mississipi River. Como o marido perfeito, Nick desata a procurar por sua esposa, encontrando pistas não apenas dos motivos de seu desaparecimento, mas de segredos que nunca deveriam ser descobertos. Para os cinéfilos, não precisa nem esperar muito! A produtora da atriz Reese Witherspoon já está trabalhando no screenplay da obra!. Mas se Reese se prestará a fazer o papel principal, aí é outra história...

                                                           

Quem nunca ouviu falar de O Iluminado? Pois é, sempre quando penso nessa obra-prima de Stephen King, me lembro da cara de louco de Jack Nicholson na versão para os cinemas de Stanley Kubrick. Pois para quem ainda não teve a chance de se informar sobre o assunto, o mestre do terror já escreveu e tem a data para o lançamento da sequência de The Shining firmada: 24 de Setembro de 2013. Doctor Sleep continuará a história de um agora envelhecido Dan Torrance que terá que salvar uma garotinha de doze anos muito especial das garras de uma equipe de paranormais. A grande surpresa dessa história é que a temática "vampiros" será abordada... Mais. Uma. Vez. Será que O Iluminado combina mesmo com os filhos da noite?


Ganhador do prêmio Debut Novel, listado na National Bestseller Prize e nomeado para o Russian Booker. Este é Petroleum Venus, um livro russo tragicômico repleto de temáticas variadas como síndrome de down, paternidade e o misticismo de uma obra de arte.  Este livro debut do autor Alexander Snegirev conta a história do arquiteto Fyodor, pai de um menino com síndrome de down que apenas lhe dá dor de cabeça. Na verdade, o garoto é uma vergonha para Fyodor, que detesta a dependência quase absoluta da criança consigo. Mas assim que um acidente de carro acontece e uma pintura místeriosa aparece em sua vida, a visão de Fyodor sobre o relacionamento com o seu filho dá uma volta de 360 graus. Um must read para qualquer pessoa que se interesse por um drama inteligente e cheio de simbologias. No Brasil, Petroleum Venus ainda está sem previsão de lançamento, infelizmente.

                                                          

Apesar da série ter sido lançada de 2009 para 2010, o livro "1Q84" apenas foi chamar a minha atenção recentemente em uma visita à Saraiva (que finalmente decidiu deixar o livro "mais exposto" devido a essa febre distópica no mundo editorial). O romance já vinha atraindo uma legião de fãs tanto nipônicos quanto ocidentais desde 2011, quando em 25 de Outubro, as livrarias americanas tiveram que ficar abertas até a meia-noite para atender todos os clientes. O autor Haruki Murakami faz uma alusão ao romance 1984 de George Orwell ao contar as histórias entrelaçadas de uma assassina que descobre um universo alternativo escondido em uma escada de incêndio (Cuma?) e a de um professor de matemática que precisa reescrever a história de uma menina de 17 anos. O que uma coisa tem haver com a outra? Onde está a alusão à Orwell nisso? Tsc, tsc. Assim o mistério perde a graça, pô!

Chegando no Brasil só agora, O Teorema Katherine é o novo livro do nerdfighter John Green lançado aqui no país. Não é preciso nem explicar o motivo de eu já ver o livro com bons olhos, não é? Tem Green no meio eu já fico curioso! E como a história de An Abundance of Katharine é um tanto absurda, o romance acaba chamando ainda mais atenção: Colin Singleton gosta de Katherines. Não Kat, Catarina, Carolina, nada disso. Ka-the-ri-ne. No total, já foram onze namoros, todos com garotas do mesmo nome, fato que o inspirou a criar o Teorema Katherine: Uma série de cálculos bizarros e totalmente insanos de como o seu namoro irá terminar antes mesmo dele ter começado. Só o enredo em si já me dá vontade de comprar o ebook. (Falando nisso, porque eu ainda não comprei!?) Wishlist approved!

 Gostaram da listinha? Críticas? Recomendações? Cortes? Xingamentos? Pode meter o pau, eu deixo. (Não.)




Para desenvolver um livro astuto sobre um tema complexo como a vida de alguém com uma doença terminal, é necessário muito mais do que dedicação e tato, mas também uma entrega emocional ao assunto. Como já vimos nas partes anteriores, o nosso querido John Green não pulou nenhuma dessas etapas para construir esse sucesso chamado A Culpa É Das Estrelas. Merecido, vocês não acham? E o que mais ajudou o autor a desenvolver esse conto de perseverança e altruísmo? Finalizando essa maravilhosa entrevista do Goodreads, o Escolhendo Livros traz mais uma vez para você as palavras do nerdfighter mais famoso do mundo!

                                       Se você não leu ainda a primeira parte, clique aqui. 
                 Mas se é a segunda parte que ficou faltando para você, o clique é bem aqui.
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GR
: Você já disse que o relacionamento de Hazel com o autor fictício de "Uma Aflição Imperial" Peter Van Houten é bem similar com a sua com o Infinite Jest. Me conte mais sobre sua experiência com esse livro.



JG:  Eu li quando eu era um calouro na universidade. Li duas vezes naquele ano. 


GR: Duas? A maioria das pessoas estão mentindo quando dizem que leram a coisa inteira uma vez!



JG: A linguagem é tão nova, vivaz e clara que eu nunca o achei um peso. Como jovens leitores, nós ficamos muito mais confortáveis não sabendo exatamente o que diabos está acontecendo. Isso foi muito importante para mim e teve horas que eu me senti como se estivesse lendo uma escritura, profecia, não apenas uma boa ficção mas algo tremendamente relevante pra minha vida de minuto a minuto. Isso ainda é profundamente relevante, não apenas por ser como eu penso sobre ficção mas também como eu me relaciono com o mundo todas as manhãs. 

Sua ideia de que a obrigação central do ser humano é ser observador e responder aquilo que ele vê empaticamente e compassivamente, o que é está no centro de todos os seus trabalhos na verdade, essa ideia é um dos princípios da minha vida.  

GR: O universo apenas quer ser notado. 

JG: Certo. 

GR: Foi importante para você conservar um fio de esperança nessa história? 

JG: Eu acho que todas as histórias verdadeiras são histórias repletas de esperança. Eu não acho que há espaço para narcisismo entre os seres humanos, eu acho é que é errado. Desculpe, eu quis dizer niilismo. Eu acho que é um erro. Eu não vejo qual o ponto do niilismo.. Assim como os niilistas não devem ver o ponto em nada. 


GR: Vamos falar sobre as suas influências. Para mim, o mundo de John Green passa um sentimento parecido com o de um Holden Caulfield lendo um artigo da Sassy Magazine, mas isso tudo é de um bom tempo atrás. Como você mantém os seus personagens tão contemporâneos?

JG: Eu sou interessado nas culturas da Internet. Sou interessado no que os adolescentes que controlam a cultura da Internet são interessados. Eu sigo suas tendências - Eles vão pro tumblr, eu vou pro tumblr. O que realmente me absorve é o quanto eles são envolvidos em utilizar convenções e ferramentas da internet que nós adultos associamos com o desapego e o desligamento para fins inteligentes. Como pegar GIFs animados do Honey Boo Boo e fazê-los falar sobre macroecon e quotar John Maynard Keynes. São coisas sutís que nós associamos com distrações, mas na verdade são revitalizadoras.  

GR: Você tem algum ritual para escrever? Alguma coisa que você faz para te colocar no clima? 

JG: A única coisa que eu faço é que eu mudo o meu teclado a cada livro.  Normalmente eu faço uma boa pesquisa de campo para comprar um novo. Eu sou muito afficionado pela sensação física de pressionar as teclas. Tem que ter o molejo certo. Eu tendo a achar as teclas embutidas muito insatisfatórias, elas são discretas e não fazem muita coisa - Eu quero me sentir como se estivesse dactilografando.

GR: O que você está lendo no momento?

JG: Eu realmente estou tentando acabar com Wolf Hall da Hilary Mantel. Eu estive o lendo já por algumas semanas, é realmente bom, mas tão longo! 

GR: E que vlogs você tem visto?

JG: Bem, eu tenho trabalho em vídeos educacionais com o Youtube agora,  então boa parte dele são educacionais. Eu vejo Minute Physics, eu gosto bastante de  Vi Hart. Também vejo CGP Grey  ele faz essas animações bizarras que explicam como as coisas funcionam. 

GR: Além de Infinite Jest, tem algum outro livro que realmente influenciou você? 

JG: Ao crescer em Orlando, eu tive um relacionamento bem forte com Zora Neale Hurston e Their Eyes Were Watching God. Eu acho que nós tivemos que a ler para a escola na quinta série e eu realmente gostei e procurei ainda mais por coisas do gênero. 

GR: Uma pergunta que segue a mesma linha da usuária do Goodreads Maddison: "Qual é o livro que você pode ler de novo e de novo e nunca se cansar?" 


JGGatsby. Eu não me canso dele nunca. 



GR: Pergunta final: O que você irá fazer quando o seu filho crescer e se apaixonar por uma pixie dream girl maníaca? 

JG: Ha! Eu o farei pegar em Looking for Alaska e contarei para ele que essa ideia de um ser humano que é mais do que um ser humano é uma ideia errada e que no fim não ajuda nem a ele e nem a pessoa que ele tanto imagina. Esse pensamento tem sido inserido tão forte na cultura americana, e como alguém que escreve sobre pessoas jovens se apaixonando, eu sinto como se eu não pudesse ignorar isso. Mas eu tento esclarecer que a vida funciona melhor quando nós pensamos em pessoas como pessoas.    
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Gostou da entrevista? E isso não é nada! Fique ligado que sempre traremos matérias exclusivas especialmente para os nossos queridos leitores!



Bom dia, gente bonita!

Como vão vocês? Bem, eu espero. Eu também estou, apesar dos pesares; apesar de acordar cedo todos os dias e ter que trabalhar e estudar e fazer trabalhos e resenhas mil e dar aulas e corrigir provas e todas essas coisas e tudo e tal. Tatu do bem graçazadeus. Como sempre, estou sumido, pra não perder o costume. Mas hoje voltei, como sempre, e vim falar de coisa boa, que não é Top Therm: vim falar de vídeo game.

Vamos falar de histórias de vídeo game que são dignas de um livro. Na verdade eu tinha duas histórias em mente, pra fazer virar livro, mas aí eu descobri que uma das histórias meio que já tem um livro a respeito (embora estudos mostrem que são livros sobre o próprio jogo, não algo baseado no enredo e tal (não sei se deu pra entender)). De qualquer forma, creio que eu ainda deva escrever algo sobre esse outro jogo que já tem um livro, porque eu quero. Quanto ao que eu vou falar hoje, já me certifiquei de que não tem nenhum livro escrito a respeito, então vamos embarcar nesta incrível aventura -n.

Quem é gamer e curte jogos RPG (dá um Google aí) CERTAMENTE já jogou, ou pelo menos conhece ao menos Um jogo da saga Final Fantasy. Não entendo muito de história dos games, mas Final Fantasy foi um dos primeiros estouros do gênero para vídeo game. O surgimento do estilo role-playing game data de 1975, mas o sucesso veio em 1986, com o jogo Dragon Quest. Só em 87 foi lançado o primeiro Final Fantasy, que foi tipo um milestone na história dos RPG, pois, junto com Dragon Quest¸ Final Fantasyserviu como molde para grande parte dos jogos RPG que surgiriam.


Em outras palavras, podemos dizer que Final Fantasy é a Madonna dos jogos de RPG. E, como todo mundo sabe, podem chamar a Madonna de velha e ultrapassada, mas ela está aí até hoje. Da mesma forma é o Final Fantasy: (pelo menos pra mim) já não tem mais o que ser inventado, mas os jogos ainda continuam sendo produzidos. Então hoje eu vou falar do jogo que, pra mim, é o Ray of Light da saga: Final Fantasy X.



Pra quem não sabe, Ray of Light é um dos álbuns mais bem criticados da Madonna (e meu preferido). Da mesma forma, FFX foi um dos jogos da saga mais aclamados pela crítica videogueimística (e também é meu preferido, hehe), tendo nota média 9/10 nas reviews mundiais. Pra um jogo ter nota 9 em uma review, é porque ele é muito. foda. Sim, meus amiguinhos. Agora, depois e todo esse hyping que eu fiz, vamos finalmente à história, né?


O protagonista da história é um jovem loiro e imaturo de 17 anos chamado Tidus. Tidus é um famoso jogador de um jogo muito louco que acontece debaixo da água (Blitzball) sem a ajuda de aparelhos respiratórios e ninguém morre afogado. Até onde eu sei os personagens são humanos, mas Tidus parece ter a capacidade de respirar por guelras né, porque vamos combinar. Um belo dia, ele está lá jogando com a equipe dele quando uma força misteriosa começa a simplesmente sugar a cidade de Zanarkand. Isso, um monstro GIGANTESCO surge, soltando outros monstros mil por todos os lados, e a cidade começa a ser sugada, como se um buraco negro tivesse sido aberto.

Eventos à parte, puff: Tidus é sugado pelo buraco, desmaia e acorda em meio a ruínas. Depois de encontrar abrigo, uma trupe da pesada o encontra e meio que o sequestra, levando-o para um navio. Essa trupe é de uma sub-raça chamada Al Bhed, liderada por uma segunda personagem chamada Rikku. Conversando com Rikku, Tidus conta sua história, fala que é de Zanarkand e Rikku diz: “Mas Zanarkand não existe há mais de mil anos”.


Ou seja: Tidus está mil anos fora de seu tempo. É uma longa história, percebam. Vou tentar ser mais conciso: Tidus e Rikku ficam amigos, o navio Al Bhed naufraga após ser atacado pela mesma força que sugou Zanarkand e Tidus é acordado no meio do mar por uma bolada de Blitzball. Ele está em uma ilha tropical chamada Besaid. Lá ele conhece seus novos amigos, futuros companheiros de jornada. Entre eles está Yuna, uma jovem summoner (espécie de sacerdotisa que invoca espíritos antropomórficos chamados aeons). Yuna e seus guardiões estão prestes a iniciar uma jornada para destruir Sin, que é o grande monstro responsável pala matança em Spira (mundo no qual se passa o jogo). Acreditam que, destruindo Sin, a paz voltará e reinar no mundo. O problema é que Sin renasce, e cada vez que ele renasce um summoner diferente (junto com seus guardiões) é responsável por destruí-lo. E chegou a vez de Yuna.

Auron, Rikku, Wakka, Tidus, Yuna, Kimahri e Lulu (diva)

A história gira em torno disso: Yuna tem que destruir Sin, mesmo que isso custe sua própria vida. E seus guardiões, que são os personagens jogáveis (Tidus se torna um guardião também), estão com ela pro que der e vier. O charme e um dos grandes x da questão do jogo é que, no intervalo em que a história se passa, Tidus e Yuna se apaixonam, mas essa paixão é praticamente impossível, pois Yuna tem uma difícil peregrinação (é assim que eles chamam no jogo) a cumprir e as origens de Tidus são obscuras.

É um jogo emocionante. Dá pra rir e pra chorar. Todos os personagens são muito carismáticos. Embora a dublagem do jogo seja bem amadora (FFX foi o primeiro jogo da saga FF dublado e para PS2), as vozes escolhidas dão muita emoção aos personagens e à história de modo geral. Transformando isso em livro, eu apostaria em um tipo de romance épico, desses tipo Tristão e Isolda, Romeu e Julieta, sei lá, e até acho que estão demorando pra fazer isso, porque o cenário da história é bem inusitado (umas ilhas com aspecto asiático e tal, bem bonitas) e a história em si é pura, pois, por mais que Yuna seja a mocinha, ela é uma mocinha TÃO cativante que a gente não enjoa: os personagens que precisam conquistar conquistam e os que precisam fazer a gente sentir raiva conseguem. Daria um romance misturado com épico com existencialismo com humanismo e muitos ismos que, combinados em um livro, seriam best seller total.

E chega, já falei demais. Quem tem um PS2, paciência (os diálogos do jogo são muito grandes e não dá pra cortar) e gosta de RPG simplesmente não pode passar pela Terra sem jogar Final Fantasy X. Fim. Mês que vem eu acho que volto, ou com o outro jogo ou com um vídeo ou com um texto mesmo. Aguardem. Um beijo.



Pense em Manhattan. Todas as luzes, lojas, ruas e multidões que perambulam a nossa mente logo quando imaginamos a cidade, mesmo se nunca tivermos posto os pés lá (Com certeza o meu caso). Agora pense no mistério. Fadas dançando pelas árvores do Central Park, lobisomens escondidos nos becos do Chinatown, vampiros curtindo a madrugada festeira do Upper East Side... Um delírio improvável, mas totalmente possível neste universo mágico criado por Cassandra Clare. Dessa vez, queridos leitores do EL, vos apresento a história do Submundo, uma realidade alternativa existente neste surpreendente livro debut chamado Cidade dos Ossos.  


                               
                                                                                   Gifs: jacemorgenstern
Para enxergarmos todas esses criaturas sobrenaturais escondidas ~casualmente~ pela cidade, precisamos ter a Visão, um dom que Clarissa Fray descobre ter da pior forma possível: Sendo testemunha de um assassinato no meio da boate Pandemônio (Pra você ver o nível da balada). Encucada por ninguém perceber tamanho crime acontecendo a olho nu, Clary persegue o grupo de jovens tatuados que cometeram o crime - Claro, porque essa é a coisa mais lógica e segura  a se fazer neste tipo de situação, cof cof - até que o loiro encapuzado que aparentemente lidera o grupo  percebe que eles tem audiência. Uma mundana consegue os ver. E é a partir daí que Clary descobre que aqueles são os ditos Caçadores de Sombras - ou Nephilim - nome dado aos guerreiros metade anjos metade humanos responsáveis pela caça aos demônios perdidos pelo mundo. 

                            
                                                                                    Gifs: jacemorgenstern
Fazia tempo que eu não lia um young adult tão estimulante e, com muitas aspas na palavra, tão "complexo".  A história pode parecer bagunçada nas primeiras duzentas páginas, mas logo descobrimos que sua construção cronológica é excepcionalmente convincente. Esta trama é construída através de uma guerra arcaica existente entre anjos, demônios e semi-humanos; uma batalha cheia de intrigas e filosofias divergentes. De um lado temos a Clave, formada por Caçadores de Sombras que tentam fechar Acordos de paz entre as criaturas do Submundo (vampiros, lobisomens, fadas e outras espécies que carreguem uma parcela de sangue humano) e os Nephilim. Por outro lado, conhecemos o Ciclo, uma legião elitista de Caçadores de Sombras que julga todos os seres do Submundo como demônios, independente de sua metade humana, sendo assim totalmente contra qualquer tratado de paz entre as espécies. O líder deste último bando é nada mais nada menos que Valentim, um líder nato que tá mais para um Hitler sobrenatural que anjinho celestial. Dá até para imaginar a referência  que a autora teve aqui, né? O que mais podemos pensar disso a não ser o quanto toda essa polêmica se parece com a discriminação dos sangue ruins do universo Potteriano?* 

Um ponto interessante que notei durante a leitura é o quanto os personagens secundários são carismáticos - Talvez,  e me perdoem shippeiros de Jace e Clary por isso, mas até mais que o círculo de protagonistas. Eu, por exemplo, adorei o poderoso e bizarro feiticeiro Magnus Bane, personagem responsável por um dos momentos mais divertidos do livro. Digo que os secundários arrancam um papel forte no enredo porque a autora densificou bastante o mundo mágico da saga, fazendo com que o foco de The Mortal Instruments nem sempre seja tão voltado para o romance Clary e Jace (que não é ruim, mas sinceramente? Não vi nada demais). Em outras palavras, tem tanta coisa legal rolando ao redor que você, nem sempre, precisa prestar atenção no amorzinho ok dos dois.  Além de Magnus, destaco aqui o dilema de Alec e o fofo Simon.

De qualquer forma, tenho expectativas boas para o filme. Com um casting bom e uma produção hollywoodiana, City of Bones tem tudo pra se tornar um poderoso blockbuster teen para a gente acompanhar nos próximos anos... Não sei se eu apoio todo o buzz que o livro recebe, mas também não sou contra. Tem coisa muito pior sendo comercializada por aí como Nobel Prize winner.

*Notinha: Para quem não sabe, Cassandra Clare começou escrevendo fanfics de Harry Potter por volta dos anos 2000, entre elas a famosíssíma The Draco Trilogy. Como era de se esperar, muitos sites se dedicaram a questionar a integridade da autora após o sucesso de City of Bones, principalmente devido as fortes referências da autora com os livros de J.K Rowling. Se tem curiosidade para saber mais sobre essas discussões e sobre a Draco Trilogy, recomendo aqui esse fórum do fanpop e esse post, que me fizeram perder uns bons minutinhos pensando se a relação ou não entre os livros... Mistério? Vai saber.






Surpresa! Para comemorar mais um lançamento online da Laísa, ainda hoje temos aqui no EL a segunda parte do conto "O Choro da Donzela"! Eita que hoje tá sendo uma quinta-feira especial... Não é preciso dizer o quanto estávamos esperando o final deste belíssimo conto de fantasia, não é? 

Se você ainda não leu a primeira parte, clique aqui. 





A sua frente, diante do arco da janela, planava no ar um dragão medonho. Suas escamas eram escuras como musgos. A cabeça parecia ser de um grande lagarto. Espinhos brotavam de sua coluna vertebral e suas narinas cuspiam fumaça. Sentada no seu dorso, estava uma bruxa, que sem cerimônia pulou do dorso do dragão e num salto entrou no quarto da donzela.

A bruxa tinha uma estatura mediana. Seu corpo era entroncado, fazendo-a ficar menor com seu manto negro. Seus cabelos grossos e emaranhados tinham um tom de púrpura. Os olhos eram cinza e frios como uma manhã nublada. E no seu rosto enrugado estava estampada a malícia.

- Quem é a senhora?! – perguntou a donzela, pasma.

- Eu?? – A bruxa olhou ao redor com seus grandes olhos astutos. – Eu sou a Dama da Má Sorte! Aquela que rouba os sonhos e traz infelicidades. Seco um coração apaixonado até a última gota e arranco à força o último ecoar do sorriso de uma criança! Agouro é o que espalho por onde quer que eu vá. E assim, tenho uma vida longa, pois me alimento da felicidade alheia. – Ela deu uma gargalhada maldosa.

A donzela percebeu que estava em perigo.

- Tu és uma tola, minha jovem! – zombou a bruxa. – Andas confidenciando teus segredos para quem não tem ouvidos para ouvir e nem olhos para ver! Tua voz delicadamente suja e cheia de ilusões atiçou meus sentidos e aqui estou. Vim tirar o véu da mentira que cobre teus olhos e a esperança falsa que mora no teu coração. – disse a velha, num tom ameaçador.

- O que quer dizer com isso? – insistiu a jovem.

- Quero dizer que teu coração secará até virar um cristal quebradiço, pois neste mundo não existe e nunca existirá alguém capaz de amar-te. Nunca sentirás o doce bálsamo de um beijo apaixonado. E nem verás um olhar cheio de amor sincero! A solidão será tua única companhia até que teu coração pereça na espera de um amor que nunca existirá!

E nisso, a bruxa soltou uma gargalhada medonha e agourenta, sumindo numa fumaça verde. A donzela correu até a janela e viu sua má sorte praguejar no dorso do dragão noite afora. A voz da bruxa parecia reverberar por toda a floresta, deixando os animais irrequietos e assustados.

A donzela sentiu uma dor no coração como se um punhal tivesse encravado no seu peito. Apertou-o, ofegante num desespero insuportável. O medo tomou o brilho dos seus olhos que antes eram alegres e sonhadores. Seu rosto ficara pálido e uma lágrima escorregou por sua face alva.

A moça encostou-se à amurada da janela e já sem forças deixou-se cair ali. Sentada na única janela alta da torre solitária, ela chorou, chorou olhando para a Lua. Chorou até suas lágrimas secarem e o último pulsar do coração vibrar. Chorou até o último suspiro silenciar no seu peito e o amor pelo príncipe desconhecido morrer na calada da noite.

E foi do choro desiludido da donzela que nasceram as estrelas. Pois cada lágrima que caiu dos seus olhos virara um pontinho de cristal que salpicou o céu, consolando até hoje, os corações daqueles que ainda não amaram.

Fim.



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Ok. Devo admitir uma coisa: eu raramente leio contos. Porquê? Não sei. Mas acho que é por que sempre imagino algo a mais na história curta apresentada. Isso não importa, porém. Acabo de ler "O Inverno das Rosas", uma adaptação do conto da Bela Adormecida pela minha parceira de site (é isso, produção?) Laisa Couto! Vamos adentrar nesse reino mágico, deslumbrante e incrivelmente cheio (eu falo CHEIO) de surpresas da época em que as rosas presenciaram o seu mais duro inverno. Venham comigo! (Peguei essa mania chata ultimamente. Não, eu não assisto Pânico).




A história d'A Bela Adormecida é clássica: jovem princesa é amaldiçoada e dorme para sempre, até encontrar o seu amor e o terno beijo lhe fazer retornar ao mundo desperto. Básico. O que a Laisa fez foi algo incrível: incrementar a história com misticismo, uma narrativa APAIXONANTE e um enredo surpreendente, sombrio. É. Sem mais. 

O roteiro dessa vez é diferente, a Rainha era infértil - coisa que nunca é legal para um reinado. Houve, um dia, uma profecia. Nela dizia-se que a rainha teria que convidar 13 bruxas para um banquete na lua nova, e assim foi feito. Porem, apenas 12 bruxas foram convidadas - e cada uma delas abençoou uma rosa para a rainha - que tornou-se fértil e acabou por engravidar. A 13ª bruxa, porém, irritada por não sido convidada, lançou a maldição sobre o bebê que estaria por nascer - no dia do seu aniversário de quinze anos, uma roca perfurará seu dedo e ela cairá em um sono profundo. Tudo muito comum, bem clássico de quem conhece a história base, né? Mas é aí que as coisas mudam - por que Rosa (a adormecida da vez), depois de mergulhar em seu alento, descobre uma coisa: os sonhos são portais para outro mundo. Entramos em uma viagem-astral, isso mesmo, a princesa desloca a sua alma para fora de seu invólucro carnal e pode passear pelo limiar espiritual/material. 

É aí que a história realmente começa: pois algum Mistério se apresenta a Rosa. Ela tem a chance de acordar, mas para isso precisará cumprir três missões que a fazem penetrar no canto mais escuro da alma, adentrar nos diversos mundos esotéricos e, por fim, fazer o mais difícil dos atos. Ela viaja por mundos sombrios e tenebrosos, vendo o sofrimento das mais diversas almas - caminha pelo limiar dos sentimentos negativos e positivos, saboreando o amargo e o doce da própria existência para poder livrar-se da maldição. Não, nada de esperar ser salva - ela precisa agir por si mesma, afinal, é uma princesa.

Eu jamais vou cansar de repetir o quão genial a história ficou - digna de filme, sério. A narrativa é de fácil absorção, que nos faz literalmente viver a história. O enredo é apaixonante, mas os diálogos, ah... esses são o maior deleite da leitura - falas que inspirariam povos inteiros e frases que ficam tanto na cabeça quanto aquelas que lemos em O Pequeno Príncipe. 

O conto está disponível pela amazon, kobo, saraiva e google, podendo ser comprado pelas diversas mídias (eu comprei ele do celular), e vale muito a pena! É uma leitura linda e simples, que nos faz pensar no quão complexa a simplicidade de cada história é, e que, acima de tudo, todo sonho é uma viagem.

Capa do volume único // fonte
Amigos, creio que todos já ouviram falar de Nárnia, não? Aquele país mágico em outro mundo, onde os seres mitológicos e animais falantes vivem suas vidas normalmente (exceto quando alguma ou outra guerra e problema surge). Mas, me diga, se eu lhe dar um anel, ou um guarda-roupa, um quadro, e dizer-te que ele é um portal para Nárnia, o que você faria? Devo avisar que um chamado para Nárnia é raro e especial, você só é convidado a entrar uma vez que o país necessita de suas habilidades e de sua ajuda. Então, aceitaria o meu chamado? Pegue seus anéis, abra seu guarda-roupa, fixe o olhar no quadro, e vamos partir para a aventura de C.S. Lewis!
As Crônicas de Nárnia compõem uma saga de sete livros, sendo estes, na ordem cronológica da série:

  
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O Sobrinho do Mago conta a história de Polly e do garoto Digory (sendo este o próprio sobrinho do tal mago) e sua primeira viagem para outros mundos. Aqui, Aslam canta e Nárnia é criada, com animais falantes e deuses-rio, assim como diversas criaturas mitológicas. Mas a chegada dos chamados Filhos de Adão faz brotar também a semente do mal no país. Descobrimos um pouco da história de Jadis, a Feiticeira Branca, vilã do próximo volume, "O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa".
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Nesse segundo volume(que é o primeiro na ordem de publicação), acompanhamos a história de Lúcia, Pedro, Edmundo e Susana, quatro crianças inglesas que descobrem um portal para Nárnia em seu guarda-roupa. Na época de sua chegada, o inverno era eterno devido à terrível Feiticeira Branca - que governava com país com mão de ferro (ou seria mão de gelo? hehe [piada sem graça, me condenem]). Uma profecia diz que a chegada dos quatro filhos de Adão iria pôr um fim ao longo reinado de Jadis. Aqui temos também uma participação significativa de Aslam (coisa que se repete pelos próximos livros). É um dos meus favoritos.
 
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Após a história dos quatro irmãos, partimos para O Cavalo e Seu Menino, que se passa na Era de Ouro, quando as quatro crianças inglesas eram grandes Reis e Rainhas. Somos levados a conhecer Shasta, um menino da Calormânia, grande país ao sul de Nárnia. Shasta e o cavalo falante Bri estão fugindo para Nárnia("para o Norte! Para Nárnia!" costuma gritar Bri). Conhecem então Aravis e a égua falante Huin, que fogem para o mesmo destino. No entanto, a viagem se torna mais perigosa do que imaginavam quando acabaram por virarem parte dos problemas de "relações exteriores" entre Nárnia e Calormânia, assim como a própria Arquelândia entra na história de forma surpreendente.

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Muitos anos se passaram desde a Era de Ouro de Nárnia, e o Príncipe Caspian vive uma época difícil. O menino é obrigado a fugir do castelo e se vê perdido nos confins de Nárnia, lá para os lados do antigo Cair Pavarel, e, nas mais remotas florestas, descobre que os seres de outrora não são lendas - mas ainda vivem escondidos entre as árvores e montanhas. Como isso irá implicar na nova política do Reino? Junto de Pedro, Lúcia, Edmundo e Susana, eles enfrentam uma batalha contra as forças do novo rei, que querem dizimar a população narniana.

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Na história de A Viagem do Peregrino da Alvorada apenas Lúcia, Edmundo, e seu primo Eustáquio voltam a Nárnia. Quando chegam no mundo, se veem em um grande navio - o Peregrino da Alvorada, comandado pelo seu amigo e novo Rei de Nárnia, Caspian. Aqui somos levados em diversas aventuras pelo Mar Oriental, onde nenhum navegador jamais ousou explorar. Caspian quer saber o que houve com os antigos companheiros de seu pai, dos quais navegaram às ordens do reino para essas bandas. Nesse volume, monstros e diversos lugares fantásticos (como sempre é de se esperar) aguardam a trupe (nos vemos na Sessão da Tarde. #partiu #globo).
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N'A Cadeira de Prata (meu favorito, sem mais) Eustáquio está agora acompanhado de Jill e ambos tem a missão de acharem o príncipe Rilian, filho do Rei Caspian (agora um velho gagá, o tempo em Nárnia é uma doideira), que está desaparecido há anos. Juntos de Brejeiro (um paulama, tipo um homem-sapo) eles saem pelas terra do Norte, onde acham gigantes e um mundo subterrâneo cheio de surpresas! (Sério, eu tenho que parar de assistir televisão).

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A Última Batalha conta a história da última aventura do último rei de Nárnia, Tirian. O clima é melodramático e caótico, e as coisas parecem ir de mal a pior sempre. É aqui que todos os personagens do nosso mundo se encontram mais uma vez em Nárnia. É lindo, com uma poesia e simplicidade magnífica, assim como um final digno.

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Tãn tãn tã! Afinal, quais são as sensações de ler As Crônicas de Nárnia, ó, Todo-Poderoso e Sábio Julio? 

Não se preocupem com as grutas da dúvida, minhas crianças, pois a Minha Luz é a Verdade e a Verdade é para todos. Mas só pra quem se converter e Me louvar, quem não o fizer vai queimar. 

Estranharam esse momento Divindade? Pois é, eu também estranhei essa coisa religiosa quando li Nárnia. Como assim? Religião? Nárnia? O que uma coisa em a ver com a outra? Ora, meus caros amigos, tudo a ver! As Crônicas de Nárnia foram escritas por um cara conhecido pela sua devoção à Igreja Católica, e também alguns bônus, como machismo e racismo. Querem saber mais? Venham comigo! 

As Crônicas de Nárnia são um conjunto de livros que, nas entrelinhas, diz isso: "Olá meu amigo? Já leu a bíblia hoje? Não. *enfia a bíblia na sua garganta*"

É sério, o livro é uma tentativa de conversão religiosa. N'O Cavalo e Seu Menino, por exemplo, temos a clássica história de Moisés - e nesse mesmo livro vemos como o pessoal da Calormânia é "escuro", e, também, o pessoal da Calormânia é do mal, e presta culto a um falso deus que, segundo lendas, come homens. Sim, canibalismo mesmo. Nhac! O autor incita ao leitor (imagine você uma criança influenciável lendo isso) a não gostar daquele povo, que é muito parecido com as culturas árabes (principalmente na forma de se vestir).

O Apocalipse está presente, o Gênesis também. Aslam é o Grande Leão, Rei de Todos os Reis, o Verdadeiro Salvador de Nárnia. Isso não soa familiar para você? Ah, sabe a história de Adão e Eva? Ela também está presente lá, com a maçã e tudo. Também há casos de machismo, quando vemos que, em algumas partes da narrativa, o autor trata as mulheres de uma forma mais fraca e passiva - fazendo-as parecer fantoches ou vilãs. Há o céu o o inferno, todos os principais núcleos bíblicos estão presentes no livro.

Quer dizer, então, que As Crônicas de Nárnia não são uma boa leitura? É claro que são uma boa leitura! A fantasia está lá, as aventuras, a narrativa de fácil absorção e o mistério, tudo está presente. A poesia e complexidade (apresentada de forma simples) da história é ótima para qualquer idade. Se você não gosta (assim como eu) de tentativas de conversão religiosa, apenas ignore essa parte da leitura e keep calm! Leiam Nárnia, se permitam entrar em seus guarda-roupas (para as pessoas que já tentaram [assim como eu], saibam que precisa ser um guarda-roupa especial, mas isso vocês notam no livro!), conhecerem o Ermo do Lampião, Cair Pavarel, o Dique dos Castores, a Calormânia e Arquelândia, as Ilhas Solitárias e o próprio País de Aslam! Se permitam aventurar-se! Para o Norte! Para Nárnia!