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Capa do volume único // fonte
Amigos, creio que todos já ouviram falar de Nárnia, não? Aquele país mágico em outro mundo, onde os seres mitológicos e animais falantes vivem suas vidas normalmente (exceto quando alguma ou outra guerra e problema surge). Mas, me diga, se eu lhe dar um anel, ou um guarda-roupa, um quadro, e dizer-te que ele é um portal para Nárnia, o que você faria? Devo avisar que um chamado para Nárnia é raro e especial, você só é convidado a entrar uma vez que o país necessita de suas habilidades e de sua ajuda. Então, aceitaria o meu chamado? Pegue seus anéis, abra seu guarda-roupa, fixe o olhar no quadro, e vamos partir para a aventura de C.S. Lewis!
As Crônicas de Nárnia compõem uma saga de sete livros, sendo estes, na ordem cronológica da série:

  
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O Sobrinho do Mago conta a história de Polly e do garoto Digory (sendo este o próprio sobrinho do tal mago) e sua primeira viagem para outros mundos. Aqui, Aslam canta e Nárnia é criada, com animais falantes e deuses-rio, assim como diversas criaturas mitológicas. Mas a chegada dos chamados Filhos de Adão faz brotar também a semente do mal no país. Descobrimos um pouco da história de Jadis, a Feiticeira Branca, vilã do próximo volume, "O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa".
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Nesse segundo volume(que é o primeiro na ordem de publicação), acompanhamos a história de Lúcia, Pedro, Edmundo e Susana, quatro crianças inglesas que descobrem um portal para Nárnia em seu guarda-roupa. Na época de sua chegada, o inverno era eterno devido à terrível Feiticeira Branca - que governava com país com mão de ferro (ou seria mão de gelo? hehe [piada sem graça, me condenem]). Uma profecia diz que a chegada dos quatro filhos de Adão iria pôr um fim ao longo reinado de Jadis. Aqui temos também uma participação significativa de Aslam (coisa que se repete pelos próximos livros). É um dos meus favoritos.
 
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Após a história dos quatro irmãos, partimos para O Cavalo e Seu Menino, que se passa na Era de Ouro, quando as quatro crianças inglesas eram grandes Reis e Rainhas. Somos levados a conhecer Shasta, um menino da Calormânia, grande país ao sul de Nárnia. Shasta e o cavalo falante Bri estão fugindo para Nárnia("para o Norte! Para Nárnia!" costuma gritar Bri). Conhecem então Aravis e a égua falante Huin, que fogem para o mesmo destino. No entanto, a viagem se torna mais perigosa do que imaginavam quando acabaram por virarem parte dos problemas de "relações exteriores" entre Nárnia e Calormânia, assim como a própria Arquelândia entra na história de forma surpreendente.

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Muitos anos se passaram desde a Era de Ouro de Nárnia, e o Príncipe Caspian vive uma época difícil. O menino é obrigado a fugir do castelo e se vê perdido nos confins de Nárnia, lá para os lados do antigo Cair Pavarel, e, nas mais remotas florestas, descobre que os seres de outrora não são lendas - mas ainda vivem escondidos entre as árvores e montanhas. Como isso irá implicar na nova política do Reino? Junto de Pedro, Lúcia, Edmundo e Susana, eles enfrentam uma batalha contra as forças do novo rei, que querem dizimar a população narniana.

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Na história de A Viagem do Peregrino da Alvorada apenas Lúcia, Edmundo, e seu primo Eustáquio voltam a Nárnia. Quando chegam no mundo, se veem em um grande navio - o Peregrino da Alvorada, comandado pelo seu amigo e novo Rei de Nárnia, Caspian. Aqui somos levados em diversas aventuras pelo Mar Oriental, onde nenhum navegador jamais ousou explorar. Caspian quer saber o que houve com os antigos companheiros de seu pai, dos quais navegaram às ordens do reino para essas bandas. Nesse volume, monstros e diversos lugares fantásticos (como sempre é de se esperar) aguardam a trupe (nos vemos na Sessão da Tarde. #partiu #globo).
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N'A Cadeira de Prata (meu favorito, sem mais) Eustáquio está agora acompanhado de Jill e ambos tem a missão de acharem o príncipe Rilian, filho do Rei Caspian (agora um velho gagá, o tempo em Nárnia é uma doideira), que está desaparecido há anos. Juntos de Brejeiro (um paulama, tipo um homem-sapo) eles saem pelas terra do Norte, onde acham gigantes e um mundo subterrâneo cheio de surpresas! (Sério, eu tenho que parar de assistir televisão).

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A Última Batalha conta a história da última aventura do último rei de Nárnia, Tirian. O clima é melodramático e caótico, e as coisas parecem ir de mal a pior sempre. É aqui que todos os personagens do nosso mundo se encontram mais uma vez em Nárnia. É lindo, com uma poesia e simplicidade magnífica, assim como um final digno.

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Tãn tãn tã! Afinal, quais são as sensações de ler As Crônicas de Nárnia, ó, Todo-Poderoso e Sábio Julio? 

Não se preocupem com as grutas da dúvida, minhas crianças, pois a Minha Luz é a Verdade e a Verdade é para todos. Mas só pra quem se converter e Me louvar, quem não o fizer vai queimar. 

Estranharam esse momento Divindade? Pois é, eu também estranhei essa coisa religiosa quando li Nárnia. Como assim? Religião? Nárnia? O que uma coisa em a ver com a outra? Ora, meus caros amigos, tudo a ver! As Crônicas de Nárnia foram escritas por um cara conhecido pela sua devoção à Igreja Católica, e também alguns bônus, como machismo e racismo. Querem saber mais? Venham comigo! 

As Crônicas de Nárnia são um conjunto de livros que, nas entrelinhas, diz isso: "Olá meu amigo? Já leu a bíblia hoje? Não. *enfia a bíblia na sua garganta*"

É sério, o livro é uma tentativa de conversão religiosa. N'O Cavalo e Seu Menino, por exemplo, temos a clássica história de Moisés - e nesse mesmo livro vemos como o pessoal da Calormânia é "escuro", e, também, o pessoal da Calormânia é do mal, e presta culto a um falso deus que, segundo lendas, come homens. Sim, canibalismo mesmo. Nhac! O autor incita ao leitor (imagine você uma criança influenciável lendo isso) a não gostar daquele povo, que é muito parecido com as culturas árabes (principalmente na forma de se vestir).

O Apocalipse está presente, o Gênesis também. Aslam é o Grande Leão, Rei de Todos os Reis, o Verdadeiro Salvador de Nárnia. Isso não soa familiar para você? Ah, sabe a história de Adão e Eva? Ela também está presente lá, com a maçã e tudo. Também há casos de machismo, quando vemos que, em algumas partes da narrativa, o autor trata as mulheres de uma forma mais fraca e passiva - fazendo-as parecer fantoches ou vilãs. Há o céu o o inferno, todos os principais núcleos bíblicos estão presentes no livro.

Quer dizer, então, que As Crônicas de Nárnia não são uma boa leitura? É claro que são uma boa leitura! A fantasia está lá, as aventuras, a narrativa de fácil absorção e o mistério, tudo está presente. A poesia e complexidade (apresentada de forma simples) da história é ótima para qualquer idade. Se você não gosta (assim como eu) de tentativas de conversão religiosa, apenas ignore essa parte da leitura e keep calm! Leiam Nárnia, se permitam entrar em seus guarda-roupas (para as pessoas que já tentaram [assim como eu], saibam que precisa ser um guarda-roupa especial, mas isso vocês notam no livro!), conhecerem o Ermo do Lampião, Cair Pavarel, o Dique dos Castores, a Calormânia e Arquelândia, as Ilhas Solitárias e o próprio País de Aslam! Se permitam aventurar-se! Para o Norte! Para Nárnia! 


Não, hoje não vou falar sobre iogurte.
Vamos falar de coisa boa? Vamos falar de fantasia. Nada me excita mais que abrir um livro, deixar meus olhos mergulharem nas palavras e minha alma afundar em mundos diferentes, cobertos pelo véu da magia e pela linha tênue da imaginação. O fato de ultrapassar os limites do "normal" e vivermos em meio à aventuras, seres mitológicos e estarmos correndo perigo a quase toda hora dentro das páginas desse gênero me fazem pirar! Nenhum gênero jamais me preencheu como a literatura fantástica o faz, então, de forma animada, eu os convido a conhecerem a história de Rishynne e a Lenda dos Guerreiros. 



Imagine o seguinte: estamos num mundo paralelo. Aqui, vivemos em uma época onde a magia flui de cada árvore, emana das pedras e em cada respiração. Também existem monstros e inimigos por todos os lados - e nunca temos uma vida propriamente normal. Mas por que não? O que nos impede de termos uma rotina calma nesse mundo fantástico? Ora, por que temos a oportunidade de sermos heróis, magos, orcs, qualquer coisa que desejarmos! E, no fundo, todo mundo deseja viver uma aventura (por mínima que seja), certo?

É essa a experiência que temos ao ler Rishynne e a Lenda dos Guerreiros, escrita por A. & L. Costa (só eu que acho esse nome tão dupla de super-heróis?). Afinal, fantasia é fantasia, e eu não deixo ela de lado de jeito nenhum: não posso ver um mundo cheio de perigos, que adentro no mesmo. E acredite, Rishynne e a Lenda (me permiti dar um apelido pro romance) é cheio de mistérios, intrigas, assim como as boas e velhas aventuras. O livro tem uma forma de narrativa um tanto quanto gostosa, leve, que dá a chance ao leitor de imaginar as coisas e peripécias da história facilmente. E não é preciso dizer que há sempre aquela vontade de adentrar no mundo fantástico apresentado por ali, certo?

O e-book vai ser lançado pela Digital Books Editora em abril em livrarias virtuais.
SINOPSE:
O livro conta a história de três guerreiros treinados por um mago no mundo de Rishynne, que tem apenas uma missão: derrotar o Mestre Negro. Porém, quando estão para cumprir a missão, uma artimanha do seu adversário é posta na mesa - complicando a vida dos heróis. Muitas dúvidas pairam no ar e o mistério enche o clima, assim como muitos perigos e o convite para conhecermos essa terra mágica.

Abaixo você pode assistir o book trailer.


     

Já não estavam mais aguentando de curiosidade pelo resto dessa entrevista? Calma! Esse domingão chegou com mais uma parte desse bate-bola divertido do Goodreads com o sempre fofo John Green. Aonde paramos mesmo? 

                                        Se você não leu ainda a primeira parte, clique aqui. 


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GR: A leitora do Goodreads Stephanie Stickley pergunta: "Uma coisa que realmente me tocou em A Culpa é das Estrelas foi o papel compassivo representado pelos pais. Eu me pergunto qual foi o feedback que o Green pegou das pessoas que tiveram experiências como  as famílias de seu livro.

JG: Eu acabei de ir jantar com um grupo de mulheres que perderem o filho para o câncer ou vivem com crianças com a doença. Foi realmente interessante conversar com elas. Em vários dos casos, as crianças eram bem mais novas. Eles foram leitores bem generosos , me ofereceram bastante apoio e ainda foram muito, muito doces ao falarem que muitas coisas eu acertei. Significa muito para mim ler cartas de crianças com câncer ou com outras doenças sérias - Essa tem sido a maior das surpresas.

GR: Você não achou que elas iriam gostar?

JG: Eu pensei que várias crianças iriam não gostar, talvez. É uma coisa muito corajosa e estranha de fazer, para um cara saudável de 34 anos, publicar um livro [escrito pela voz de] uma garotinha de 16 anos. Eu sabia que o livro teria uma boa primeira semana de vendas por causa das pré-vendas, mas eu nunca, nunca me minha vida imaginei isso. O assunto em si é um obstáculo tão grande, eu nunca conseguiria imaginar um cenário em que alguém iria me oferecer um livro assim e eu iria querer ler. Eu pensei que o seu potencial comercial era bem limitado.

GR: Mas adolescentes não amam livros tristes?

 JG: Eu li um monte de livros tristes quando era criança, quando eu estava entre 12 a 14 anos, mas francamente, a grande maioria das pessoas que o leram foram adultos.

GR: Por que você acha isso?

JG: Bem, eu gosto de pensar que é porque ele é bom! Minha esperança é que os personagens adultos foram bem estruturados e que, como o livro é bom, distinções de gêneros não importa tanto. Eu acho nós desejamos emoções sem ironias e sem sentimentalizações porque também é muito dificíl de se sobrepor a isto. Eu queria não usar ironia como uma técnica exatamente para criar uma certa distância, mas ainda assim  queria criar uma forma de despir todos os sentimentos ao máximo.

GR: Quando Hazel e seu pai falam sobre vida após a morte, ele diz, "Eu acredito que o universo quer chamar atenção" e que o universo "se diverte com a sua elegância sendo observada".  Me fale mais sobre essa ideia. Você teve realmente um professor que lhe falou isso? E você acredita que isso é verdade ou você acha que o universo não poderia se importar menos?

JG: Essa ideia veio de um "youtuber" chamado Vi Hart - Ela é muito famosa e bem-sucedida no youtube.  Nós estavamos tendo uma conversa e ela me lançou esse argumento. Bem, na verdade ela estava me dizendo que ela não conseguia ir bem nas coisas porque ela acredita em um verdadeiramente frio e indiferente universo, mas é assim que eu interpretei o seu argumento: O universo é parcial quanto a sua própria consciência das coisas porque o universo quer chamar atenção para si. É uma forma de acreditar em esperança existencial sem se utilizar de muito clichê em sua volta.

GR: Isso é verdade sobre as pessoas também. As pessoas querem chamar atenção.

JG: Sim, isso foi intencional. 

GR: É isso que você quer?

JG: Não, eu me sinto "observado" adequadamente. Mas eu já me senti dessa forma, e eu acho que é um desejo universal de nós termos nossas dores sem nos sentirmos sozinhos e termos nossas alegrias sem nos sentirmos sozinhos.

GR: Então esse livro foi inspirado por uma garota com câncer, e no livro a garota com câncer  consegue se encontrar com o seu autor favorito e ele é uma grande decepção. Mas na vida real, você e Easter Earl ficaram amigos - Que tipo de de estranha psicologia reversa, inversa e perversa é essa?

JG: Bem, tem algumas coisas rolando ali. Eu nunca pensei que isso seria lido por muitas pessoas que não me conhecessem anteriormente pela Internet. Eu queria brincar com suas expectativas. E ainda, eu queria pensar nos relacionamentos entre as pessoas que criam as coisas que amamos e as coisas por si só, e também o nosso instinto de supervalorizar os dois mesmo que as pessoas normalmente são tão defeituosas quanto a gente.

GR: Você acha que os seus leitores tem expectativas suas que você não foi capaz de alcançar?

JG: Oh, claro. Eu me sinto mal por não poder conversar com todos eles pelo telefone, eu não consigo nem responder todos os emails propriamente. Isso não é ok quando eles vem para minha casa - você ri, mas eles realmente vem - eles não sabem que eu tenho uma péssima ansiedade social e que fazer isso é meio assustador para mim. Cê sabe,  eu era um fã de Kurt Vonnegut e eu sabia que ele não era a melhor das pessoas, mas eu ainda assim pensava que ele tinha tudo planejado, pensava que ele tinha a melhor vida possível.

GR: De algumas formas, A Culpa É das Estrelas é um aviso sobre se encontrar com seus heróis. Você já conheceu algum dos seus na vida real?

JG: Eu consegui ver brevemente o Jeffrey Eugenides e a Sherman Alexie. E eu consegui fazer uma boa amizade com M.T. Anderson  (Feed, The Astonishing Life of Octavian Nothing) e Markus  Zusak, que escreveu The Book Thief.

GR: E alguns deles foram grandes decepções?

JG: Não, eles foram bem legais. Apesar que eu não contaria para você caso um deles não fosse.


Em breve, a parte final dessa entrevista fantástica!

Boa noite, gente bonita e sensual,

Finalmente, depois de um longo e longo tempo, eu voltei, sim, eu voltei. Daqui não saio, daqui ninguém me tira. Pois bem, hoje venho trazer mais um vídeo lindo lindo lindo pra vocês.


É um pouco de tudo: um pouco vlog, um pouco Frankenstein, um pouco resenha, um pouco nada e um pouco de gelatina. Oferece-se por educação, recusa-se por educação. E tem uma blusa também. E o novo eu que vos fala. Dá um play bem gostoso aí e vem com o Nate. Até a próxima!

   


 

Ah, o amor. Existe algo mais inexplicável do que isso? Eu, por exemplo, sempre gostei de imaginá-lo como um sentimento capaz de transformar duas pessoas completamente diferentes - seja pela cor, classe social ou signo do zodíaco - em um verdadeiro par perfeito (ou mais do que isso, afinal, a série da HBO Big Love e o filme Vicky Cristina Barcelona já nos mostrou que a poligamia é bem-vinda para todos). E é com essa bela ideia de um amor sem perfil padrão que nós devemos encarar a história de Alex e Niki. Ele, um publicitário endinheirado em seus quase 38 anos. Ela, uma bela e espevitada colegial em seus plenos 17. Pela primeira vez aqui no Escolhendo Livros, apresento-lhes Federico Moccia, um encantador autor que sabe exatamente como mostrar o delicioso charme italiano.
         
                    
Sim, esse livro também já tem filme! E olha que faz jus a obra, hein... 

Amor é perceber que talvez amar seja outra coisa. É sentir-se leve e livre. É saber que o coração dos outros não lhe é devido, não lhe pertence, não lhe cabe por contrato. 
A cada dia você deve merecê-lo.

 

Niki é a imagem perfeita da juventude a flor da pele. Faz o último ano do colégio, sai sempre com suas melhores amigas (as auto-intituladas e super engraçadas Ondas!), conta umas mentirinhas aqui e ali pros seus pais... Enfim, é uma garota que não mede esforços para ser exatamente aquilo que ela quer ser. Já Alex, ao contrário, expurga maturidade; é dedicado ao seu trabalho em uma agência publicitária, tem a cabeça presa em seus próprios valores morais e, mais recentemente, acabou de levar um senhor pé na bunda de sua noiva Elena. Apesar de estarem em momentos diferentes, Alex e Niki acabam se batendo no meio de um acidente de trânsito... E é através dessas duas vidas recém-entrelaçadas que Federico Moccia explica o feitiço do amor; aquela leveza, brisa e suave desapego vinda de uma paixão acima de qualquer barreira. 

Olhando assim de fora, Scusa Ma Ti Chiamo Amore tem tudo para ser um dramalhão russo ao melhor estilo Lo.li.ta. Afinal, para as mentes mais fechadas, este livro abrange uma relação amorosa a cinco passos da pedofilia (Cof, cof, Federico Moccia, seu safadinho...). Mas não, a Niki não "desce a ponta da língua em três saltos pelo céu da boca para tropeçar de leve, no terceiro, contra o dente." Nah! O autor foge desta discussão presa ao shock value da "diferença de idade" e parte para uma aura bem mais leve e efervescente. A paixão de Alex e Niki mostra que nem todos os relacionamentos precisam de etiqueta prévia ou plano de vida. O passado, o presente, o futuro... Para que pensar tanto nisso? Você é jovem agora e conhece alguém que está em outro momento de seu ciclo da vida, mas que ainda assim completa a sua simetria. A conexão entre duas pessoas não tem idade. E é a partir disso que Federico absorve o leitor dentro da rotina deste um amor puro e quente, capaz de inebriar até a alma mais gelada. 

Um elogio que deve ser feito é ao estilo literário do autor. Sua escrita é brincalhona, inteligente e muito, muito romântica, esta a qual torna o romance tão natural que nos convence logo nas primeiras páginas. Só para vocês terem uma ideia, as descrições de Federico são repletas de poesia, sim, no sentido literal da palavra, algo que eu honestamente não vejo mais com tanta facilidade hoje em dia. Deixa eu dar um exemplo básico: 
Eu amo o amor. A beleza do amor. A liberdade do amor. Amo a ideia de que nada é devido, que o amor dos outros, o tempo deles, a atenção deles são presentes a serem merecidos e não exigidos. Mesmo quando somos um casal. Fica-se juntos por escolha e não por dever.
Mais mágico do que isso é a atenção que o autor dá para o contexto da história. Não há um ponto da trama, um personagem, um evento que não tenha sua devida atenção. Praticamente todos os personagens secundários tem suas características peculiares, seja as Ondas (a safada Olly, a sonhadora Diletta e a cuidadosa Erica), os amigos de Alex (os sempre cômicos Pietro, Flávio e Enrico) e até os personagens da história paralela do livro, Paola e Mauro. Isso pode até torná-lo um pouco cansativo, - Apesar de ter "apenas" 413 páginas, Desculpa Se Te Chamo de Amor tem uma fonte pequena que acaba deixando o livro realmente longo - mas é compreensível uma vez que há personagem nele para dar e vender. Acredito que por mais bagunçado que o livro seja com suas incontáveis plotssidestories, todas acabam se provando necessárias e gostosas de se ler.

Agora, livro à parte, faço apenas mais uma recomendaçãozinha: Vejam o filme depois! Lançado em 2008 na Itália e estrelado pela fofa Michela Quattrociocche no papel de Niki e o deus grego talentosíssimo Raoul Bova como Alex, a adaptação pros cinemas deu uma versão realmente linda do livro para as telas. Não vou nem entrar no mérito das mudanças que houve nesse processo por que isso, hoje em dia, já é óbvio que acontece, mas ainda assim respeito muito a forma como mantiveram a essência da obra quase impecável. Aqui no Brasil você vai encontrar o filme com a péssima tradução de "Uma Lição de Amor" (meu deus, esse povo não poderia AO MENOS ter pesquisado que o filme já tinha o livro lançado aqui no Brasil com o nome CERTO de "Desculpa Se Te Chamo de Amor"?), mas a gente releva. Ah, uma surpresinha super legal A trilha sonora é completamente baseada nas músicas citadas no livro!

I was her. She was me. We were one. We were free. 
 And if there's somebody... Calling me on... She's the One.


Fonte: ebook3000. PS: que capa linda. 

Queridos Escolhedores de Livros, vamos partir para a aventura! Não faça muitas perguntas, apenas se apresse! Pegue uma mochila, arrume suas provisões, sele os cavalos (ou pôneis, dependendo da sua estatura) e se aprume para uma longa viagem. Ah, e não se esqueça de levar uma harpa, pois as canções e os perigos serão as nossas únicas companhias! O que?! Você não está preparado? Isso não é desculpa! Temos um objetivo e precisamos de sua companhia (mesmo sem saber o motivo de tal necessidade!), apenas se arrume e vamos, vamos! O caminho é longo!

Como você se sentiria caso um grupo simplesmente chegasse na sua casa, partilhasse de suas refeições e praticamente o obrigasse a partir em uma aventura para um longínquo lugar cheio de perigos e temores? Claro, haverá uma recompensa, mas você não se sente preparado para encarar tal coisa... O que você faria? Vamos conhecer a história do hobbit Bilbo Bolseiro. 



"Num buraco no chão vivia um Hobbit".
Fonte // A Colina, ilustração de J.R.R. Tolkien.
Não é um lugar agradável?
Escrito para seus filhos e lançado em 1937, O Hobbit nos apresenta a história de Bilbo Bolseiro, um Hobbit da Colina, terra de paz e fartura na Terra Média. Vamos esclarecer uma coisa: o que é um hobbit? Imagine um ser pequeno, barrigudo, e com pés e pernas tão peludos quanto os cabelos. Esse é o Hobbit, uma raça pacífica e sem muita participação no vasto terreno da Terra Média, o mundo criado pelo fiólogo e escritor J.R.R. Tolkien. Mas, isso não é tão importante agora: vamos nos focar na história de Bilbo. Bilbo é um hobbit muito calmo, que vive em sua rotina sossegada e sem problemas. Como a maioria dos da sua raça, ele gosta de aproveitar as coisas simples da vida: várias refeições por dia, assistir o pôr do sol e o cheiro de um bom chá. Um dia, porém, ele recebe a visita inesperada de Gandalf, o Cinzento, um amigo muito seu amigo. Depois de uma conversa curta, ambos seguem seus caminhos. O que Bilbo não esperava era a visita de treze anões em seu domicílio no dia seguinte. A partir desse ponto é que podemos dizer que a história realmente começa. 

Os anões iriam partir em uma aventura para além do Ermo (essas terras são conhecidas por serem extremamente perigosas), mais precisamente, cruzando as Montanhas Sombrias (lar de orcs) e, depois de mais viagem ainda, chegar até a Montanha Solitária, o seu objetivo. Lá, outrora fora o lar dos anões, que forjavam as suas riquezas e viviam em paz com os homens do Vale. Porém, como nada é certo nessa vida (acredite, nem mesmo na Terra Média), um dia Smaug foi atraído pelo enorme tesouro dos anões (essas criaturas são atraídas por coisa do tipo) e destruiu tudo, conquistando a Montanha e matando milhares, fazendo os sobreviventes se refugiarem em diversos cantos.

Os visitantes de Bilbo, junto com o mago, querem recuperar o seu tesouro (muito precioso para os anões), e, é claro, se vingarem pelo seu povo. Bilbo é incluído na história como um ladrão - e Gandalf profetiza que os anões irão muito apreciar os seus dons, mesmo que o próprio hobbit o desconheça.
E assim começa a aventura, onde, em um ano, o grupo conhece elfos, orcs, humanos e outras criaturas. Fazem amigos e (muitos) inimigos. As canções são parte crucial da história, assim como as surpresas no caminho. Quando chegam ao final da sua jornada, mudanças enormes acontecem na trama, deixando o leitor cada vez mais ávido e surpreso, mostrando a genialidade do autor.

Fonte// Smaug sobre o tesouro dos anões,
ilustração de J.R.R. Tolkien.
Tolkien surpreende com uma narrativa original e criativa, da qual eu gosto de chamar de narrativa vento: aquela da qual não têm o ponto de vista de um personagem, mas sim do cenário, do vento, do mundo. Ele brinca com isso, contando histórias do passado, dando indiretas sobre o futuro e sobre outras aventuras (como O Senhor dos Anéis, que tem muita ligação com O Hobbit). A história agrada por que não há nada que indique ficção nela. Somos levados a acreditar que a Terra Média é real, e nada é surpreendente ou surreal na narrativa. O livro é mesmo infantil, mas a sua história pode ter a quantidade certa de drama e ação para prender a atenção de todos os públicos.

Tolkien mostra que é mesmo o Rei da fantasia, o progenitor desse gênero que tanto cresceu e apaixona milhões de pessoas no mundo todo. Li e tornei-me fã, e, honestamente, convido todos a fazerem suas provisões e conhecerem a magnífica história do Hobbit.


Eu realmente não sabia o que falar nesse vídeo, então, por dica do Natan(se pronuncia Natân, só por via das dúvidas, admito meu erro), peguei uma pilha de 7 livros. Alguns eu li, outros não li, e resolvi começar a falar sobre eles. Têm aí as minhas expectativas, futuras resenhas e pontos específicos dos livros que mais me agradam, além de uma resenha surpresa. Aproveitem!

Segue a lista de livros abordados no vídeo:

  • J.R.R. Tolkien - O Hobbit
  • Dan Brown - Ponto de Impacto
  • A.S. Franchini & Carmen Seganfredo - As Cem Melhores Histórias da Mitologia
  • J.K Rowling - Morte Súbita
  • C.S. Lewis - As Crônicas de Nárnia (versão única)
  • Eduardo Sporh - A Batalha do Apocalipse
  • Dan Brown - O Código da Vinci