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Existe uma discussão antiga - e muito batida - sobre a existência de um poder inexplicável chamado magia. Seja pela chegada da idade adulta ou pela natureza cética humana, acreditar em coisas como princesas aprisionadas, monstros imbatíveis e encantamentos místicos sempre foi considerado uma arte para pessoas "mais para lá do que para cá" no assunto sanidade. Eu não sei quanto a vocês, mas isso me abalou muito depois da pré-adolescência - Então quanto mais o tempo passa, mais limitados e racionais devemos ficar? Ter esperança é ser imaturo? Por isso, eu olho para este post e penso: Não, a gente não pode deixar isso acontecer. E é abrindo as portas do universo fantástico dos contos de Laísa Couto que o Escolhendo Livros decidiu clamar alta e claramente: Existe a magia e ela está diante dos seus olhos. Sim, aqui é o lugar para isso.

Olha só! Parece que alguém decidiu acreditar.

Devo admitir - Estou surpreso. Mas como tudo que é bom nos surpreende... Parabéns, querido leitor, você fez a escolha certa. Aqui, apresentaremos um conto exclusivo da nossa querida Laísa Couto, uma obra ficcional para todos que querem entrar no mundo da imaginação e esquecer o caminho de volta. E opa, não fique triste quando acabar! É só a primeira parte. Então segure as rédeas do cavalo que a porta de entrada está logo ali além da curva.




O Choro da Donzela 
                                                                                                                                         por Laísa Couto

No alto de uma torre solitária, morava uma jovem donzela. Ali, a jovem sempre vivera sozinha, na sua própria companhia. Desde menina, a parede circular do seu quarto fora sua casa e a janela era a única porta para o mundo afora.

Todas as noites escuras e sombrias, a donzela acendia uma vela para afastar seus medos e pesadelos. No negrume do céu a Lua aparecia de quando em quando palidamente tornando a noite menos hostil. A donzela observava a noite pelo arco da janela e pensou se a Lua poderia se sentir triste e só como ela. Então a bela jovem confessou-lhe seu segredo mais íntimo para a grande Lua de prata.

Contou-lhe que todos os dias seu coração batia pesadamente na espera do seu grande amor que a levaria embora daquela torre solitária e sairiam voando pela noite num cavalo alado. A Lua, assim que segredou sua confissão, sumira na linha do horizonte, onde o céu tocava a terra. E a donzela fora navegar, nos mais profundos e belos sonhos. Um leve sorriso esboçou-se nos seus delicados lábios enquanto seu coração palpitava diante das doces ilusões sonhadoras.

No dia seguinte a donzela esperou ansiosamente por sua nova confidente. Depois do crepúsculo, lá estava ela, a Lua prateada. A jovem contou-lhe como seu coração esperava ansiosamente pelo dia que conheceria seu amado. Sua voz ecoava delicada e única pela noite escura, enquanto a Lua a escutava lá do alto, sentada no trono celestial. Quando a jovem finalmente confidenciou todo seu segredo à rainha da noite, sentiu-se como se tivesse repartido um bem que antes só tinha para si. Um bálsamo de tranquilidade tocou sua alma com seus dedos suaves e lá do alto da torre escutou o murmúrio abafado da floresta noturna, sinistra e misteriosa.

A bela moça da torre se despediu da Lua para ir desfrutar de mais uma noite no acalanto dos seus sonhos. Porém, logo desistiu de fazê-lo ao ver uma forma desconhecida desenhando-se no céu, a Lua parecia ser uma grande auréola protegendo aquela nebulosa forma. A figura fora se tornando mais nítida, e o coração da donzela disparou em surpresa, pois o ser que viajava solitário no céu era um ser alado. Tinha grandes asas e as balançava no ar como uma grande águia.

A jovem, muito contente, foi até o espelho e arrumou seus longos cabelos “Ele veio me buscar” repetia ela, com um grande sorriso nos lábios. Então, voltou para a janela e a sua felicidade sumira como o último suspiro antes da morte ou como se uma tempestade assolasse um dia ensolarado de primavera.

Continua...



Boa noite, gente bonita, alegre e sensual!

Como vão vocês? Bem, né? Espero. Ou melhor do que eu, também espero, porque agora há pouco passei uma raiva de um tamanho que, olha, não cabe no poema. Mas tudo passa, tudo passará, já dizia a música.

Hoje venho trazer mais uma tradução exclusiva do Escolhendo Livros pra vocês, e essa tradução particularmente me agradou porque diz que todo mundo é doente e viado HAHAHA ok, não necessariamente, mas vamos logo ao que interessa e vocês vão ver do que eu tô falando.




Pulei a introdução do artigo e fui logo ao que interessa, mas o link original em Inglês está no final do post, a quem possa interessar, e alguns intertextos que há no artigo também vão estar linkados (em Inglês). Vamos lá!

Nick Carraway é gay




O acima mencionado Greg Olear nos convenceu em dois pontos - primeiro, o modo como Carraway descreve personagens femininos como opostos aos masculinos (estes com muito mais paixão e atenção aos detalhes físicos do que aqueles), e, segundo, aquela cena com Mr. McKee, a qual, agora que lemos isto, só pode ser um encontro. O que é interessante para sabermos sobre essa revelação é isto: se o Gatsby que conhecemos tem sido analisado o tempo todo por alguém que está perdidamente apaixonado por ele, precisamos voltar e reavaliar. 

Todo mundo em Ursinho Pooh é um clássico exemplo de algum distúrbio mental



Em 2000, o Canadian Medical Association Journal publicou um artigo diagnosticando os habitantes da Bosque dos Cem Acres com distúrbios mentais. "Na superfície, é um mundo inocente", o artigo começa, "mas, quando examinado com mais proximidade pelo nosso grupos de experts, nós encontramos uma floresta onde problemas neurodesenvolvimentais e psicossociais passam despercebidos e sem tratamento". Aqui está o que você quer saber: supõe-se que Pooh tenha distúrbio de déficit de atenção, Leitão sofra de uma ansiedade generalizada, Bisonho, de distimia crônica (depressão); Corujão é disléxico, o tigre exibe hiperatividade e impuslvidade, e Christopher Robin (ou melhor, as ilustrações dele) mostra sinais de "futuros problemas de identidade de gênero".

Holden Caufield é gay, também



Ouvimos essa teoria aparecer muitas vezes durante os anos, apoiada por fãs que citam a atenção de Holden para os detalhes físicos de seus amigos homens, sua confusão ou ainda repulsa ao pensamento de fazer sexo com uma mulher, a ambiguidade de sua interação com Mr. Antolini. Então, novamente, ele poderia ser igualmente tão confuso em relação a sexo quanto um adolescente heterossexual de dezesseis anos.

A jornada de Odisseia demora tanto tempo porque Ulisses não queria voltar pra casa



Por que Ulisses demora dez anos pra voltar de Ítaca depois do fim da Guerra de Tróia? Uma teoria é que ele não queria voltar para a sua antiga e entediante vida, e toda aquela perda de tempo com deusas-bruxas e ciclopes eram apenas nosso herói arrastando os pés. Esta interpretação não é nenhuma novidade, porém: Lord Alfred Tennyson gostou tanto da ideia que escreveu um poema sobre isso. 

Hogwarts estava apenas na imaginação de Harry Potter



Nós tropeçamos com essa na Cracked, onde Karl Smallwood desenrola a teoria. A saber, Harry era uma criança explorada que lidou com isso fugindo para um mundo de fantasia, e tornando todas as suas feridas da vida real em feridas mágicas (Harry é enviado para a enfermaria seis vezes durante a série). Isso também, Smallwood percebe, ajuda a sustentar todos os buracos no roteiro inerentes ao mundo de Rowling - é tudo a mente explorada, mas em crescimento, de Harry tentando encaixar tudo.

Dorothy é uma bruxa



Há muita controvérsia a respeito de se "O Mágico de Oz" de L. Frank Baum era pra ser tido como sátira política de um tipo de outro, mas nós gostamos desta teoria que vimos no TVTropes: "é geralmente considerado que em 'O Mágico de Oz' de L. Frank. Baum, Boq e Glinda a Bondosa estão enganados quando inicialmente assumem que Dorothy Gale é uma bruxa, mas Dorothy evoca o vórtice que a trouxe para Oz em primeiro lugar, ela dá vida, ou o semblante dela, para um espantalho e um conjunto de armadura, ela conversa com e dá vida a animais selvagens, e ela toma controle de macacos voadores, antes de finalmente usar os poderes dos sapatos prateados para se transportar de volta para o Kansas. 

Sherlock Holmes e Dr. Watson são apaixonados



A original dupla ambiguamente gay, a especulação sobre esses dois nunca termina, especialmente por mais e mais adaptações estrelando belos atores surgirem (e aqueles belos atores continuam fazendo coisas do tipo descrever a série Sherlock da BBC como sendo "a história mais gay da história da televisão"). Tem havido extensa pesquisa sobre o assunto, e as teorias divergem (um deles é uma mulher! Um deles é um transexual! Holmes está constantemente molestando Watson!), mas temos certeza de que Arthur Conan Doyle jamais admitiria nada. Mesmo que ele fosse parar depois de "Um estudo em vermelho", mas ele decidiu seguir adiante depois de um encontro com Oscar Wilde em um hotel. Só comentando. 

O leão marinho e o carpinteiro são Buda e Jesus



Pelo menos se você escutar Loki. Houve muitos, incluindo o ensaísta britânico J. B. Priestley, que discutiram que as figuras no poema de Lewis Caroll eram figuras políticas, embora isso pareça ter sido redondamente refutado. 

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Então é isso, gente bonita. Em breve eu venho aqui com post original, ou um vídeo, ou alguma coisa útil. Minha vida está meio de cabeça pra baixo, por isso ando um pouco sumido, mas logo tudo se ajeita etc. Enquanto isso, a gente se vê quando/como/se der. Um beijo em todos vocês, fiquem com Deus quem acredita Nele e com Karl Marx quem não acredita. Até mais!


"Teorias da conspiração sobre personagens clássicos da Literatura" é uma tradução exclusiva do Escolhendo Livros deste artigo do Flavorwire.


Imagine um mundo em que seu personagem de livro preferido tem um vlog no youtube onde ele ou ela postam videos falando sobre todas as coisas que acontecem na vida deles. (Coisas que também acontecem nos livros)



Se um dos seus personagens de livro preferido é a Lizzie Bennet, de Orgulho e Preconceito da Jane Austen, você só precisa visitar esse canal de youtube!

O The Lizzie Bennet Diaries e é uma das mais caprichadas e hilárias adaptações que eu já vi. Nele você acompanha a vida e o dia dia da Lizzie Bennet e das irmãs Bennet (a doce Jane e a... bom, a Lydia), o Darcy e a mãe da Lizzie e mais um monte de personagens.

Sério, você PODE dar subscribe na Lizzie Bennet no youtube e seguir ela no twitter e no tumblr...  Todos os videos possuem legendas em português do Brasil, tem duração curta e são fáceis de entender.

O quanto genial é isso?            







PS: Curiosamente, não é a primeira vez que eu me deparo com personagens de livros vivendo na internet.  Se você se interessar por mais alguns deles, você também pode visitar o blog do Dr. John Watson  ou o site "A ciência da Dedução" escrito por um detetive consultor britânico chamado Sherlock Holmes, e o blog da assistente dele, a Molly.

Gente, sugiro que leiam esse post com uma música de fadas, por que eu tô escrevendo ele ouvindo isso, e elas me inspiram pra TUDO.  Então.. hoje pretendo levar vocês para as terras de Westeros, (e, mais futuramente, para Essos e Sothoryos, quem sabe?). Aí vocês me perguntam: "Westeros? O que é isso?" 

Bem, meus caros, Westeros é a terra onde as lendas ainda vivem nos sussurros e são propagadas por meio de corvos e cantores. É onde dragões extintos são despertados da pedra. Em Westeros as damas ainda esperam por seus príncipes e os guerreiros lutam bravamente por seus reis. A lealdade é comprada facilmente e o sistema político é tão corrompido que o Reino se obriga a se dividir. Sejam bem-vindos ao mundo de Guerra dos Tronos.


Meus amigos escolhedores de livros, eu devo admitir que sou MUITO fã de Guerra dos Tronos, logo, estou super inspirado (e sou suspeito) pra escrever sobre esse livro.

A Guerra dos Tronos é o primeiro livro da saga chamada As Crônicas de Gelo e Fogo, cujo primeiro volume foi lançado em 1996. São, no total, cinco livros - e esperam-se sete volumes - além de outras histórias e contos paralelos. A saga ganhou uma adaptação para a TV pelo canal HBO, a série Game Of Thrones (que tem a abertura mais legal do mundo), e foi por meio desta que muita gente acabou conhecendo os livros.
Mapa de Westeros (clique para ampliar, seriously) Fonte:shaghashi
No primeiro livro, R.R. Martin nos apresenta a terra fictícia de Westeros, um vasto continente que vive em uma época parecida com a nossa Idade Média.

Westeros tem um rei, é claro, mas o Reino é dividido em nove regiões, que são repartidos novamente nos chamados Sete Reinos. Cada região é governada por um senhor. Cada senhor serve a um Lorde, que é governador de um dos reinos - e todos, por fim, são vassalos do Rei.

Os Grandes Reinos de Westeros (incluindo regiões e os Sete Reinos) são: O Norte, As Ilhas de Ferro, A Campina, Dorne, O Vale De Arryn, As Terras do Oeste, As Terras da Coroa e As Terras da Tempestade, fora os outros lugares que são muito importantes na trama.

O livro em si começa quando Eddard Stark (conhecido como Ned), senhor de Winterfell e grande Lorde do Norte é convidado pelo rei Robert Baratheon (um grande amigo de Ned) para tornar-se a Mão do Rei (uma espécie de vice-presidente, ou melhor, "vice-rei", o mais alto conselheiro). Sua esposa, Catelyn Tully, avisa, porém, que ele deveria manter cuidado: a família da esposa do rei, Cersei Lannister, é impiedosa e estava tramando algo. E é neste momento que Ned e suas duas filhas, Sansa e Arya Stark (acompanhada de suas lobas gigantes, Lady e Nimerya, que são símbolos da família Stark) partem para Porto Real para viverem próximos ao Rei.

Entretanto, a narrativa de R.R. Martin não se prende ao personagem Ned. De fato, não há um protagonista na história, cada livro das Crônicas é narrado do ponto de vista de um número x de capítulos com alguns personagens selecionados, nos dando a entender a história de Westeros por diversas perspectivas.

O livro é narrado por personagens que ditam a história da seguinte forma: 
  • Temos o caso de Ned, que tenta descobrir o que realmente se passa no Reino de Westeros e se os Lannisters tramam algo.
  • Catelyn sai em uma aventura buscando por respostas e por justiça, sempre procurando proteger a família. (Eu amo essa mulher).
  • A adorável Sansa está perdida em seus sonhos de donzela quando conhece o seu prometido, o príncipe Joffrey Baratheon, mas será que tudo é mesmo o sonho que ela pensa ser?
  • Arya é a rebelde da família, e vive no castelo sempre metidas em encrencas e em sérios perigos. (Narrativa da sessão da tarde, oi).
  • Bran Stark se vê diante de responsabilidades enormes ao mesmo tempo que é obrigado a cuidar dos próprios problemas.
  • Jon Snow é vítima de preconceito por ser um filho bastardo de Ned (eita homem que gosta de ter filho), e tem vontade de ir para a Muralha virar membro da Patrulha da Noite, mas será que ele aguentará o fardo proposto?
  • Tryion Lannister está em uma trama mortal que o envolve diretamente, tendo que recorrer a sua astúcia e inteligência para manter a própria vida no jogo. 
  • A linda, perfeita, magnífica, rainha eterna e minha Daenerys Targaryen luta para conquistar o que é seu por direito nas terras do Leste, no continente de Essos, vendo que algumas magias que muitos sonharam estarem extintas na realidade nunca morreram. 
Gente, esse é o wallpaper do meu celular.
É o símbolo da Casa Tully, da Catelyn, com
o tema deles: família, dever e honra. 
Claro que isso é um resumo muito superficial do que realmente acontece no livro - as crônicas são complexas e requerem, de vez em quando, do auxílio dos mapas do livro e alguns anexos (como os nomes das casas, que são as grandes famílias, e etc). Mas, o que me faz ter tanta paixão por Guerra dos Tronos e todos os outros livros (estou lendo o terceiro, A Tormenta de Espadas, que parece não ter fim, são 880 páginas, amigos) da saga é que R.R Martin faz com que eu sinta que sou todos os seus personagens. Em cada capítulo eu encarno a narrativa, vivo ela e vejo que cada pessoa representada no livro de fato existe. Eu choro, fico com raiva, grito e discuto com eles. Ah, sem contar que os capítulos sempre terminam com uma cena completamente GENIAL que dá vontade de continuar lendo - e aí você tem que cruzar mais inúmeros capítulos de outros personagens pra ver o que acontece depois. 

Esse é o máximo que eu consigo resumir pra vocês, pessoal. Eu super apoio que vocês entrem de uma vez e se percam em Westeros e chorem, amem e odeiem os personagens, viva eles em seus âmagos e seja um cavaleiro, uma donzela, um rei, um senhor ou um cantor - a escolha é de vocês. Também super recomendo a série, mas antes leiam algumas boas páginas do livro - principalmente no caso da primeira temporada, que é MUITO fiel ao livro e dá spoilers em questão de um capítulo. 

 
 (Livro resenhado através da leitura da versão original em inglês.)
A expectativa pela sequência de Divergente era tão grande que eu não fiquei nem um pouco surpreso quando um site como o Goodreads colocou Insurgente como um dos livros mais esperados de 2012.  É, depois de um debut instigante e cheio de gás, Veronica Roth sabia que ela precisaria arregaçar as mangas para continuar a saga sem parecer ter tido apenas uma "sorte de principiante". E depois de conquistar uma bela legião de fãs, ganhar contrato para um filme em 2014, sofrer comparações com The Hunger Games e atingir um sucesso incomum para uma autora tão nova (Ufa! Mas quantas conquistas, meu pai!), a criadora de uma das distopias mais comentadas do momento precisa agora mostrar que ela pode responder todas as perguntas sem pestanejar.

Não há mais para onde fugir... A guerra entre as facções está logo além do horizonte e Tris Prior precisa mostrar que ser Divergente é carregar o fogo da revolução.
Ele está morto. E seus cabelos loiros esfarelados, sua sagacidade típica de um nascido na Erudição e seu sorriso carinhoso também haviam partido junto com ele, como se nunca tivessem existido. Dentro da consciência de Tris Prior, o peso da morte de Will deveria ser relevado devido as circunstâncias, mas ainda assim, a culpa assombra a profundeza de seus pensamentos. Tudo por causa daquele dia. Após Beatrice Prior e Tobias Eaton conseguirem parar o transmissor de lavagem cerebral criado pela fria líder Erudita Jeanine Matthews, os sobreviventes do ataque se relocaram para a Amizade, um território até então livre da guerra das facções. Entretanto, acreditar que os planos dos Eruditos chegaram ao fim seria muita ingenuidade e Tris Prior precisará reunir sua coragem da Audácia, sua esperteza Erudita e a preocupação da Abnegação para se entregar em uma batalha que está longe do seu fim.

Há um fato que acredito que todos nós, como fãs da série Divergent, sabíamos que aconteceria nesse livro - O começo da revolução. Não é à toa que o próprio termo insurgente, para os que não sabem, significa "uma pessoa que se insurge ou insurgiu. Um rebelde insubordinado a um sistema",  referência clara a personagem de Tris (Ou melhor, a todos os personagens divergentes da trama - Tobias, Uriah, etc). Mas para isso, Veronica precisava terminar de amarrar o universo da trama, o que fez de boa parte desta sequência uma volta as apresentações mais detalhadas das facções, neste caso, voltadas mais para a pacífica Amizade (Amity) e a rígida Franqueza (Candor). Acredito que muita gente pararia agora de ler e perguntaria - "Espera, então quer dizer que o livro desacelerou o ritmo?  Poxa! Mas e o tal do clima de revolta? EU QUERO VER SANGUE!" -  e eu, bem, eu teria  que devolver um - "Sim, ela deu uma singela diminuída na velocidade, mas foi um artifício necessário." Acredite se quiser, mas Roth conseguiu inserir as duas facções dentro da guerra de uma forma inteligente e cheia de twists, deixando Insurgente mais alucinante e entupido de momentos OMG! do que sua predecessor.

Em um primeiro momento, temos uma Tris fragilizada, incapaz até de pegar em uma arma sem pensar em Will. Cristina não consegue nem olhar para sua cara e Tobias sente que a nossa querida protagonista parece estar fora do alcance, perdida dentro de seus próprios demônios. Só que dentro da Amizade, Tris descobrirá que existe um segredo, uma verdade selada e desconhecida por toda as cinco facções... E apenas Marcus Eaton, o nada-confiável líder de Abnegação e pai de Tobias (Se é que podemos dar para ele o mérito disso...) tem uma ideia de como desvendá-lo. Isso é, se é que se pode confiar em seus intuitos... E é bem aqui que eu abro um parênteses interessante sobre o  livro: Dessa vez, conhecemos com muito mais propriedade os líderes das facções; o próprio Marcus Eaton, a doce representante da Amizade Johanna Reyes (A facção é comandada por uma democracia igualitária. As dimensões políticas de Divergente são fascinantes!) e o justo, porém ácido Jack Kang (De longe o meu preferido. A filosofia Candor me atinge de uma forma que eu não consigo nem explicar.). E claro, Jeanine Matthews ganha ainda mais destaque, sendo uma presença constante (e muito bem-vinda) no livro.  Neste ponto, taxá-la de vilã seria uma ofensa a duplicidade que Veronica trouxe a série, lembrando bastante a forma como George  R.R Martin, o escritor de Game of Thrones, trabalha os seus personagens cinzas (Nem bons, nem ruins). É uma verdadeira exposição da natureza humana em forma de ficção distópica. Afinal, quem é unidimensional o suficiente para pertencer a apenas uma facção?

Depois de tanto burburinho, Insurgente não fugiu de sua premissa, entregando uma sequência digna  e concisa para o aclamado Divergente.  Porém, contudo, todavia... Sim,  este é um livro de mortes. (A própria autora tinha confirmado isso antes do lançamento. Assassina..) Pois é, minha gente, podem ir se preparando porque, como todos sabem, toda guerra tem suas vítimas e, com o maior clima sétimo-livro-de-HP e/ou terceiro-livro-de-The-Hunger-Games, Insurgente também partirá os corações de fãs, snif snif. Admito que eu não me emocionei muito; há um certo bloqueio dentro de mim com mortes em livros desse gênero... (Vai entender, mas eu costumo achar tudo rápido demais pra eu chorar) Mas pode ficar tranquilo! Nada disso impede Insurgente de ser um livro entupido de adrenalina e vibração, capaz de nos prender em sua história e nunca mais largar. Ah... E se você acha que a grande revelação ficará guardada só para o terceiro livro...

Prepare-se para a surpresa.

Estamos falando de um incrível, intenso, "MINHA-VIDA-É-UMA-MENTIRA!" cliffhanger.

E só para não perder o costume, deixa eu presentear vocês com o trailer legendado do livro (Alguém ai mais gritou "Isso é um livro ou um filme?")




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Eu ganhei meu Kindle de natal/aniversário, e passado o desespero (alguém devia ter me filmado abrindo o pacote, remixado e mandado pro youtube pra competir com o garoto do nintendo sixty-four ), eu me sinto um pouco apta a falar sobre ele, de uma maneira obviamente leiga (eu não sei abrir o Kindle, desmontá-lo e pôr as peças de volta e, amigos, eu não vou me desculpar por isso), o Trinta achou que seria uma ideia interessante eu escrever um pouco sobre as minhas experiências com o Kindle e responder algumas perguntas básicas (que eu gostaria de ter perguntado para alguém quando eu estava na dúvida... e não achei ninguém para perguntar.)

Então, primeiramente...

  • Há muitas informações sobre o Kindle disponíveis no site do Ponto Frio e da Amazon Brasil , em Especificações Técnicas. Eu irei me concentrar em escrever mais sobre as informações que os sites não possuem.
  • Sobre a utilização do Kindle com rede sem fio, eu não posso dar minha opinião, porque eu utilizo meu Kindle 100% via usb (Provavelmente, eu sou um caso raro). Estou aqui pra provar que é possível utilizar seu Kindle sem fazê-lo entrar na internet.
  • Também não posso informar se é um aparelho com boa durabilidade, se sobrevive à quedas ou se estraga fácil, porque eu não tive tempo com ele o suficiente para viver tantas catástrofes, então minha resposta padrão pra essas dúvidas com relação a durabilidade é: provavelmente vai quebrar, não faça isso.

O Escolhendo Livros apresenta:
Patrícia responde - Opinião sobre o Kindle vendido no Brasil.
Perguntas e Respostas:

É possível colocar ebooks do computador no Kindle? Sim, utilizando um cabo usb que vem junto. Você simplesmente copia e cola os arquivos de ebook em uma pasta chamada documents, acessível pelo Meu computador.

Como eu carrego o meu Kindle? Com o mesmo cabo usb.  Para carregar coloque o cabo usb ligado no Kindle e no pc,  remova o hardware com segurança e deixe ele lá carregando.

A bateria do Kindle dura bastante? Eu ganhei meu Kindle no natal e a bateria até agora nunca acabou, só diminuiu um pouquinho. Se você for como eu, você acaba carregando sempre que for pôr algum livro via usb (lembre-se de remover o hardware com segurança, porque só aí começa a carregar). A bateria dura mais se você, assim como eu, não utilizar a rede sem fio do Kindle.

O Kindle é leve? Como é a tela? Sim, é muito leve, e sim, é verdade que a tela parece um papel, e eu achei maravilhoso para ler. Você pode aumentar a letra, modificar a fonte, inverter a tela... não é uma tela iluminada (o que significa que você vai precisar de um abajur para ler no escuro).

É bom desligar o Kindle? Como se desliga o Kindle? Quando terminar de ler o livro você irá pressionar um botão na parte inferior do Kindle, e uma tela "capa" com motivos artísticos irá aparecer (as imagens variam). Ela também aparece se você não mexer no Kindle por um tempo. De acordo com a internet, esse é o método ideal para você deixar seu Kindle, porque para desligá-lo completamente (pressionando o mesmo botão, só que por volta de 7 segundos) e ligar novamente você gasta mais bateria do que simplesmente deixando-o com a "capa".

O Kindle tem tela touch? Não, você utiliza botões que o Kindle possui na lateral (em ambos os lados, para destros e canhotos) e os botões centrais, que são fáceis de entender (há um tutorial quando você inicia o Kindle ensinando as funções dos botões). Na minha opinião é melhor que não seja touch, muita tecnologia touch acaba sendo falha e a última coisa que você quer durante a leitura de um livro é problema pra virar páginas, e eu pessoalmente acho botões mais confiáveis (mas isso pode ser só eu).

O Kindle tem cores? Não, todos os livros são branco e preto.

O Kindle lê formato pdf? Sim, mas ler um livro em pdf somente é possível se você for em Alterar o tamanho de fonte nas configurações e modificar a rotação da tela para utilizar o Kindle na horizontal, algo que é bem fácil de fazer. Sempre que for ler um livro em pdf mude a rotação para horizontal porque na vertical a letra do pdf fica muito pequena e praticamente ilegível.

É necessário ter rede sem fio para utilizar o Kindle? Não, você pode utilizar o Kindle sem nunca usar a internet, apenas colocando os livros via usb. Mas se você tiver uma rede sem fio, você pode acessar sua conta da Amazon pelo Kindle e comprar livros por lá.

É confiável comprar o aparelho online no Ponto Frio? Comigo foi uma compra 100% recomendável, eu nunca tinha comprado no Ponto Frio antes e eu paguei usando um boleto bancário (ha me julguem). A entrega foi rápida e veio muito bem embalado.

É fácil achar capinhas para o Kindle? No Brasil, é mais fácil achar uma capinha para você mesmo do que para o Kindle. Se você conhece algum lugar que venda capinhas para o Kindle brasileiro (165,75 mm x 114,5 mm x 8,7 mm) por um preço que seja inferior ao do próprio Kindle (porque eu já vi capinhas por 299 reais, mas eu obviamente desconsiderei a existência delas), por favor avise nos comentários. No momento eu estou utilizando uma capinha para Tablet que protege meu Kindle mas é muito grande pra ele.

Perguntas Subjetivas (Basicamente, a elaboração de um bocado de "eu achos" da minha parte)

Preços:

O preço é salgado... dependendo do que você está usando como comparação.
Atualmente o Kindle vendido pela Amazon Brasileira  (através do site do Ponto Frio e da loja física da Livraria da Vila) custa R$299 reais. Quando me perguntam se ele é caro, eu penso que ele é, sim, se comparado com o preço do mesmo Kindle na Amazon americana. É caro, e é uma versão simples. Eu acredito que futuramente o preço será mais baixo, e novas versões do Kindle serão vendidas aqui também (Isso é só uma especulação - não há confirmações).

Porém, se você for como eu, que queria muito um leitor digital simples cuja finalidade é voltada para livros e não um mini-computador como um Ipad ou um Android ou um Kindle Fire, e que provavelmente não iria comprar um aparelho importado da Amazon (não acho que seja difícil comprar, mas não sei informar sobre as tarifas alfandegarias, se alguém souber por favor informe sua experiência nos comentários), o preço pode soar acessível para a sua situação especificamente, como foi o meu caso. Eu certamente não compraria impulsivamente um aparelho de 600 reais que eu nunca usei antes, por mais que eu ame livros e quisesse um leitor digital desesperadamente. Mas eu pude comprar o Kindle, e ele cumpre o objetivo dele maravilhosamente bem. Você também tem a opção de comprar um Kobo pela Livraria Cultura (Muitas pessoas o consideram superior ao Kindle - vale a pena pesquisar, eu pessoalmente não sei nada sobre os Kobos.)

"Eu compraria o Kindle, mas os preços dos ebooks brasileiros são absurdos!! Não é vantagem por causa dos preços dos ebooks."

Citando um dos meus livros preferidos aqui da forma mais discreta que eu encontrei, minha resposta para essa pergunta é, basicamente:

-Podemos achar tudo isso em Londres? - perguntou-se Harry em voz alta.
-Se você souber aonde ir
- respondeu Hagrid.

Imaginem-me piscando agora.

Mas falando sério,

É verdade que o preço dos ebooks quase corta completamente a finalidade dos leitores digitais, que não é apenas praticidade mas também é como um investimento: depois de comprar um leitor digital, teoricamente, o seu gasto com livros deveria diminuir e fazer você poder comprar muito mais livros pelo mesmo valor que gastaria antes. Na prática, isso provavelmente ainda não acontece.
Felizmente, não há apenas uma forma de adquirir livros em formato Kindle (.mobi). Se você sabe inglês, adquirir um Kindle é uma boa idéia: além de poder comprar ebooks na Amazon americana por preços mais baixos, você poderá achar no torrent uma biblioteca infinita de títulos em inglês. O mesmo já acontece em português, porém ainda em menor escala.
  
Então

Eu honestamente amo meu Kindle e quero chorar de emoção toda vez que o uso, mas você tem de levar em consideração algo que eu não vou tentar esconder: Eu sou facilmente impressionável com aparelhos, e não é à toa: eu não possuo smartphones, eu nunca tive um leitor digital, meu celular não entra na internet e a coisa mais próxima de um produto da Apple que eu já tive foi...nada. Ponham em perspectiva.
Se você for uma pessoa que vive como o Stephen Fry em Gadget Man talvez você não ache o Kindle tão excepcional quanto eu acho, mas para mim a combinação de acessibilidade (livros em torrents, dos mais variados títulos), conforto para ler, poder experimentar ler livros que você jamais leria se tivesse que pagar 55 reais por cada um deles, experimentar novos tipos de leituras e a facilidade para achar citações e marcações... Você não vai me pegar fazendo a egípcia toda blasè com relação aos leitores digitais tão cedo. Resumindo: recomendo muito, mas não me responsabilizo.



Nós já fizemos resenha deste livro no site. Clique aqui para dar uma passadinha por lá.
Senhoras e senhores, adivinhem que especial eu decidi ressuscitar hoje? Direto do necrotério de posts do Escolhendo Livros, eu trago para vocês mais um E Se Eu Pudesse Escutar, a coluna mais feliz e eu-não-acredito-que-ele-misturou-essas-duas-músicas-em-uma-mesma-trilha-sonora do EL! Calma, eu prometo que dessa vez só tenho flores para mostrar pra vocês; preparei uma playlist digna de uma nomeação para Melhor Trilha Sonora Original no Oscar 2013. Apesar dos váááários pedidos para eu realmente levar isso a sério, cof cof, infelizmente eu perdi o período de inscrição  e... Sabe como é, vai ter que ficar para o ano que vem, né? (Alexandre Desplat já me mandou um tweet agradecendo pela minha boa vontade em adiar minha carreira internacional. Aparentemente, mixar as músicas de Argo deu muito #trabalho). Mas deixando o papo furado de lado, meus queridos leitores, hoje decidi dedicar o post a um livro muito especial e que agradou multidões no ano passado. Sim, estou falando da última obra prima do John Green, A Culpa é das Estrelas.

Então... Dessa vez eu preciso ser sincero com vocês. Este é um livro muito íntimo, principalmente porque lida com um assunto que teve uma participação nada especial na minha vida. Falar sobre câncer é e sempre foi uma temática difícil e acredito que para um autor cair dentro dessa faca de dois gumes é preciso ter uma boa noção da conjuntura da obra como um todo. Sabiamente, o sempre cômico John Green planejou uma pequena "saída pela esquerda" e fez The Fault In Our Stars ser um livro bem mais leve e upbeat, o que me inspirou, durante a leitura, a pensar em uma série de músicas que, sim, passassem a mensagem impactante do romance, mas ainda exibisse um pouquinho de brilho e felicidade. Eu realmente espero que vocês peguem o meu espírito da coisa... Lá vai.

1) The Odd Couple - Weezer (2010)


"But when I think about the other people I could see, nobody else out there could ever make me happy!"

Eu tentei sair da bolha, mas eu sei que os nerdfighters concordarão comigo. Separar o jeito geek cômico do Weezer de uma obra do John Green beira ao impossível, principalmente com um música dessas que fala tanto de um casal bizarro que, para surpresa de todos, dá (muito) certo... Em outras palavras, tem a essência de Augustus & Hazel escrita por ela inteira. É como se eu pudesse enxergar os dois saindo para o parque juntos e olhando para o parquinho de crianças enquanto toca essa música no fundo, alegre e boba... Dentro de seu próprio mundo.

2) You Take My Troubles Away - Rachael Yamagata feat. Dan Wilson (2010)

"I can't live dreaming of a future alone"


Querido John que me desculpe, mas olha bem para essa letra: "Você leva os meus problemas embora, você deixa minha tristeza no porto, leva tudo, leva tudo para longe". Savannah e John terão que dar um passinho para trás, porque essa delícia de música da Rachel Yamagata com o Dan Wilson é perfeita para o primeiro encontro de Gus com Hazel. Não é difícil imaginá-la no começo do livro, logo quando ela entra na primeira reunião da igreja e o pega a encarando sem parar... Levando para longe toda aquela doença e desespero a sua volta.

 3Laughing With - Regina Spektor (2009)

            "No one laughs at god when the doctor calls after some routine test"

Ninguém ri de Deus em um hospital. Ninguém ri de Deus em uma guerra. Ninguém ri de Deus quando está faminto, congelando ou miserável. (...) Mas Deus poderia ser engraçado enquanto está em um coquetel ouvindo uma boa piada de Deus. Ou quando esses malucos dizem que Ele nos odeia e ficam com a cara tão vermelha que você pensa que eles vão sufocar. Preciso dizer mais alguma coisa? A cantora russa Regina Spektor normalmente tem um sarcasmo afiado em suas letras e Laughing With, em especial, é um absurdo de sinceridade. A compatibilidade dessa música com todo o questionamento filosófico dentro do livro (Afinal, falar de doença sempre toca no assunto religião, querendo ou não) merece destaque aqui - Apostaria nela quase como uma música-tema da minha adaptação de A Culpa É Das Estrelas. (Sim, quero continuar brincando disso.)

4Don't Dream It's Over - Sixpence None The Ritcher (2009)

  "There's a battle ahead, many battles are lost, but you'll never see the end of the road while you're travelling with me."

Com um vocal adocicado e heaven made, Sixpence None The Ritcher trouxe o charme perfeito para a belíssima Don't Dream It's Over do Crowded House. Como um fã convicto da banda, liguei a história do livro com esta canção quase que imediatamente, já que sempre adorei a aura leve, sonhadora e espirituosa que ela me passava. Mas tem um outro motivo para eu a ter colocado aqui e... Ok, não ria de mim, mas a vocalista é A CARA de como eu imaginei a Hazel! HAHAHA.

5Free Fallin' - John Mayer (2008)

"I wanna write her, her name in the sky, I wanna free fall out into nothin'. Oh, I'm gonna leave this world for a while."

Tem algo neste live do John Mayer que me pareceu se encaixar perfeitamente no jeito com que o Gus enxerga a Hazel: Uma boa garota que não faz ideia do quão interessante realmente é (e como nenhuma doença ou episódio de America's Next Top Model pode estragar isto). É uma música tão triste sobre relacionamentos no geral, sobre meninas do bem e garotos do mal (Apesar do Gus passar longe de ser um crápula) que, de uma certa maneira, consegui ver ela como uma música do Augustus para a Hazel. Quero dizer, imagina a cena do Hotel em Amsterdã bem aqui, hein?


6Live Like We're Dying - Kris Allen (2009)


"Every second counts in the clock that is ticking, gotta live like we're dying."


Muitas pessoas acharão que isso aqui já é humor negro demais. Mas vamos combinar, pelo menos eu não coloquei Die Young da Ke$ha? HAHAHA. É sério, gente, a mensagem da música é bem simples; Viva cada segundo como se fosse o último. Além de ser super gostosinha e contagiante (Como já disse, o livro fala de algo triste, mas ele passa longe de ser um romance só de lágrimas), o Kris Allen ainda tem o plus de ser um piteuzinho. Não que isso vá modificar muito em uma trilha sonora, mas... Ok, você entendeu, certo?

7Drive My Soul - Lights (2008)

        "You make the darkness disappear, I feel found when you stay near"

Lunática. Viajante. Estelar. Sobrenatural. Se eu pudesse resumir o sentimento que eu senti em boa parte do livro em uma música, seria com este pop indie (pois é, vai entender essas denominações estranhas no mundo da música) chamado Drive My Soul. Acima da letra cheia de brincadeiras e metáforas bonitinhas, a verdadeira conexão que sinto entre a música e livro está nas batidas intergalácticas e sonhadoras que a Lights desenvolveu, deixando um feeling bem diferente que, de uma forma bem estranha, traduz a essência de A Culpa é das Estrelas em mim. O clipe então pode parece trash, mas sempre foi um dos meus preferidos.

8No Surprises - Radiohead (2006)

"A heart that is full up like a landfill. A job that slowly kills you. Bruises that won't heal."

Eu sei, eu sei. Apelar para a melancolia do Radiohead, sério, Trinta? Só que esta música me fez pensar um pouco no Uma Aflição Imperial e em como o seu autor destruiu a própria vida,vivendo no tédio e na falta de entusiasmo com seu próprio trabalho (Ou seria melhor chamar de rabungetisse?). Consigo imaginá-la perfeitamente no momento após o encontro de Gus e Hazel com Peter Van Houten, quando eles conhecem o quanto a história por trás do livro não é tão genial como eles imaginaram. A realidade na pior de suas lentes.

9Tomorrow Will Be Kinder - The Secret Sisters (2012)



                "Around me lies a sumber scene, I don't know where to start."


Fãs de Jogos Vorazes vão saber de onde eu tirei essa: Sim, a (maravilhosa) trilha sonora do filme! Tomorrow Will Be Kinder é uma música espetacular; uma verdadeira canção de ninar que evoca por dias melhores. Apesar de o livro tentar sempre puxar a esperança como uma força magnânima nessa situação, todos nós sabemos que não existe câncer sem dor. Tem um momento particular que me vem em mente quando escuto essa música... Sim, as últimas semanas de Augustus Waters. É uma parte tão forte no livro, tão impactante que esta música seria perfeita para deixar claro que "um dia mais brilhante está vindo no meu caminho, sim, o amanhã será mais gentil." 


10Next Bus to Heaven - Saltriver (2008)

                                      "And I wait for the next bus to Heaven."

 E de volta com um som um pouco mais parecido com rock Weezer, Saltriver fecha minha playlist com uma música brincalhona, mas ainda assim, cheia de espírito. Particularmente, acho os acordes dela  bem suaves e melódicos, montando uma ideia de Paraíso sem compromissos com aquela visão conservadora do céu. Uma finalização ideal para esse livro tão cheio de humor e profundidade.

Bônus Track:


... Brincadeirinha, gente. HAHAHAHAHA.


Espero que vocês tenham gostado da playlist de hoje! 
E aí, qual é a sua versão de A Culpa É das Estrelas?