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Boa tarde, gente bonita!

Voltei. Como passaram a última semana? E a penúltima? Bem, eu espero. A minha última e penúltima foram bem corridas, mexendo com arrumação de festas etc. Uma lou-cura. Mas foi tudo bão, muito bão. Comi salgadinho e brigadeiro até. E hoje estou aqui de volta com o quê, o quê, o quê?



Com a segunda parte da quase-nossa lista de 10 livros notoriamente controversos. Trazemos no Paralela Mente de hoje a segunda e última parte da lista, com mais 5 livros que piraram o cabeção de muita gente. Vamos conferir? Então vamos.


5. If I Did it: Confessions of a killer

"Se tivesse sido eu: confissões de um assassino", em tradução livre.
O. J. Simpson deveria ter ficado no anonimato por um pouco mais de tempo. Ele não teria entrado para a lista se o livro não tivesse sido impresso, mas cerca de 400.000 cópias foram.

É difícil saber quantas foram destruídas, se é que alguma foi, mas quando o livro foi anunciado, em novembro de 2006, uma controvérsia tamanha começou que a distribuidora teve que afastá-lo da imprensa rapidamente. Em agosto do ano seguinte, a família Goldman recebeu os direitos autorais do livro, como reembolso pela ação judicial que Simpson nunca pagou.

Judith Regan, a editora, diz que considera a descrição “hipotética” do cenário de Simpson tão perfeita e imaculada que é tão boa quanto a verdadeira confissão.

A premissa do livro é bem estúpida, dado que Simpson jura que não foi ele. Ele conta o caso dizendo que, embora não tenha sido ele, aquela seria a forma como ele poderia ter feito. Nada inteligente.

Depois que os planos originais dele para o livro, como forma de fazer algum dinheiro, foram cancelados, a família Goldman adquiriu os direitos e contratou um escritor fantasma para publicá-lo. Uma leitura nada má, mesmo.

(Foi ele.)

4. O Príncipe


A obra prima de Nicolau Maquiavel ganhou uma reputação podre pelos séculos por advogar a tirania. Maquiavel argui que o melhor governante é aquele que as pessoas amam. Tal governante é quase impossível existir. Mas muito próximo a isso é aquele governante que as pessoas temem. Existiram muitos desses.

O livro é mais filosofia do que política, e ele defende a ideia da autossuficiência. Mas isso pode ser facilmente entendido como “não ajude ninguém, porque as pessoas devem ajudar a si mesmas”. Autossuficiência é um dos princípios fundamentais da Igreja de Satan, e é essa a comparação que os detratores deste livro rotineiramente fazem.

No geral, os detratores repudiam-no porque parece um método muito eficiente para se criar um tirano corrupto.

3. O Manifesto Comunista


Karl Marx deveria ter sido censurado, não por sua natureza controversa, mas por ter escrito o livro mais entediante da hitória. Sua ideia veio de uma observação de que toda a discórdia da humanidade, desde o começo da nossa história até agora, era causada por conflitos de classes.

Ele, por isso, procurou abolir as classes sociais e estabelecer um sistema de governo no qual não haveria melhores nem piores, apenas pessoas iguais, que receberiam o mesmo tanto por qualquer trabalho que fizessem, fossem quais fossem, de presidente a pedreiro. Todos receberiam o mesmo tipo de comida, na mesma quantidade, o mesmo tipo de carro, casa, tudo.

Infelizmente, não é assim que as coisas funcionam. Alguém sempre quer mais ou melhor. Na verdade, todo mundo quer. O livro foi visto como polo oposto da democracia, não por causa de sua filosofia, mas por ter sido aproveitado e defendido pela União Soviética, que os Estados Unidos repugnaram profundamente durante a Guerra Fria.

2. O Alcorão


Alguns fatos que talvez você não sabia. Os muçulmanos acreditam que o Alcorão é a fala divina de Deus, revelada pelo arcanjo Gabriel para Maomé, de aproximadamente 610 a 632 antes de Cristo. Eles o consideram como o primeiro milagre que prova que Maomé é de fato o maior profeta de todos.

Os Muçulmanos também reverenciam Moisés e Jesus, mas não consideram que Jesus era divino. Cristãos ao redor do mundo que não são particularmente educados sobre o livro consideram-no a coisa mais próxima ao Diabo que qualquer um provavelmente verá até o Armagedom.

A maioria desses Cristãos (e existem outras denominações e religiões envolvidas em repudiar o livro) acreditam que o Alcorão instrui seus seguidores a amarrarem dinamite e explosivos C4 no corpo, e irem matar infiéis (judeus e cristãos) para irem para o paraíso e serem recompensados com 72 virgens de cabelos negros.

O problema é que a palavra para “virgens” é “houri”, que tem inúmeros significados. Ela pode significar nada mais do que "anjos", sugerindo que 72 anjos vão cuidar dos falecidos  no paraíso, e “cuidar” não necessariamente quer dizer manter relação sexual.

A maioria dos Muçulmanos acreditam nas 72 virgens da mesma forma que a maioria dos cristãos acreditam que vão ser providos com harpas, asas e caminhar em nuvens.

Mas as organizações terroristas dedicadas ao ódio a judeus e cristãos ensinam a seus aprendizes iliteratos  que suicídios e bombardeios a infiéis são o caminho para o paraíso. Não há nada disso escrito em qualquer lugar no Alcorão. Ele é um livro bastante pacífico, que prega a compreensão e a aceitação dos três maiores monoteísmos.

1. A Bíblia Sagrada


Nenhum livro foi mais publicado, mais traduzido, interpretado ou mal-interpretado do que a Bíblia sagrada judia-cristã. Ela tem mais cópias em circulação do que qualquer outro livro, e é presente em parte ou por completo em cerca de 2400 das cerca de 6900 linguagens do mundo.

Ela é o campo de batalha de mais debates furiosos do que qualquer outro livro na história, e é o guia para cristãos, ateus, deístas, até judeus e mussulmanos. Se você vai convencer um cristão de que ele está errado, você precisa usar o livro dele pra fazer isso.

Ateus, em particular, tratam do  livro com extremo ódio, pois ele descreve Deus como particularmente impiedoso, cruel, bárbaro (Antigo Testamento) e depois como farisaico e mágico (Novo Testamento). Logicamente falando, dizem eles, a Bíblia é sua própria pior inimiga, porque ela aparece notoriamente ambígua em algumas partes.

Ela é o centro da autoridade em questões sobre direitos dos gays, casamento gay, aborto, até sobre a própria natureza da democracia. Os Pais Fundadores dos Estados Unidos usaram-na como seu modelo primário para escrever a Constituição.

Nem mesmo o debate mais secular sobre moralidade pode escapar dela. Antes da Bíblia, filósofos tipicamente citavam Aristóteles, Platão, Sócrates, Confúcio, Sidartha, etc. Depois da Bíblia, até os filósofos ateus mais veementes citam a Bíblia mais do que qualquer outra fonte de filosofia quando tentam provar ou desprovar qualquer um de seus pontos.

Alguns até discutem que todas as guerras do mundo foram causadas por ela.
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E é isso, amiguinhos. O que acharam da lista? Já leu algum livro controverso que não está nela, ou gostaria de compartilhar alguma história intrigante que você já tenha lido? Basta deixar um comentário nos contando a sua experiência!

E eu vou ficando por aqui. Volto logo mais. Agora vou dar um jeito de entrar na geladeira porque esse calor tá demais. Um beijo pra todo mundo e fiquem com Deus, pra quem acredita Nele, ou com Richard Dawkins pra quem não acredita. 

Até breve!

10 livros notoriamente controversos é uma tradução exclusiva do Escolhendo Livros deste artigo do Listverse

É uma verdade universalmente aceita que uma mulher, em algum momento de sua vida, já desejou encontrar seu príncipe encantado. Entretanto, como nem todas podem ter a sorte (e a determinação, segundo os boatos, de pensar em ir para uma universidade só por causa de um príncipe - vide isto) de uma Kate Middleton, este sonho sempre foi, bem, um sonho; abstrato, surreal e sem qualquer possibilidade de ser considerado uma "alternativa viável" até mesmo para as garotas mais otimistas. Talvez a ideia de um cara perfeito soe batida hoje em dia, mas é impossível deixar de pensar no quanto seria incrível se tudo isso pudesse existir. E é exatamente com isto que a autora Kiera Cass reescreve a velha história dos contos em fadas para dentro de um futuro alternativo em que as garotas tem a chance de se candidatarem em uma espécie de reality show, no melhor estilo "The Bachelorette", para ganhar a mão do príncipe do país... Calma, não é tão simples assim. 

No futuro de A Seleção, os Estados Unidos se uniu com a China, formando o "Estado Americano da China" e, posteriormente, o grande país de Illéa. Nesta sociedade, os grupos sociais são divididos em Castas, da Um à Oito, nas quais os números de filhos permitidos para cada família deve ser igual ao número de sua respectiva casta (deu para entender agora porque meter a China no meio, né?). Quanto menor o número de filhos, melhor são os trabalhos designados para a sua casta e, consequentemente, menos despesas são atribuídas ao seu padrão de vida. A família da nossa protagonista, America Singer, é da Casta Cinco - composta basicamente por artistas, músicos e escultores - e vive, com muita dificuldade, através de apresentações e pontas. Quando a grande oportunidade da Seleção aparece, a mãe de America (que me lembra muita a mãe de Elizabeth Bennet em Orgulho e Preconceito!) fica louca para inscrever America - Afinal, além da seleção escolher 35 candidatas para ser a esposa do grande príncipe Maxon, a garota vencedora terá toda a sua família movida automaticamente para a casta Um. Por mais que a oportunidade pareça maravilhosa para qualquer um... America não quer ser uma princesa. Na verdade, Meri já está apaixonada por Aspen, o mais belo rapaz da Casta Seis... Um amor proibido mais do que pela lógica... Mas por lei.

Em primeiro lugar, não dá para falar de A Seleção sem comentar o quanto ele é viciante. Não demorou muito para eu ser absorvido pela história, a qual desde o começo se mostra bastante sólida. Eu literalmente a terminei em apenas dois dias e senti uma vontade ANGUSTIANTE de comprar a sequência - The Elite - em inglês mesmo, tamanha a empolgação que ficou em mim. A Kiera tem uma forma de nos envolver com a trama muito parecida com a da Suzanne Collins em Jogos Vorazes, contando a história sem grandes enrolações ou qualquer "enchimento de linguiça forçada" que muito autor do gênero parece achar aceitável. A narrativa de America é rápida, cheia de vida, sem soar entrecortada, o que é raro quando o livro não é tão grande.

É fundamental, porém, frisar que a história se foca, visivelmente, no aspecto romântico da coisa. Por mais que tenha todo esse contorno da situação em que a sociedade se encontra, mostrando a divisão das castas, a relação do Rei com o seu povo e a a própria questão das desigualdades sociais entre as candidatas, não colocaria A Seleção como uma distopia futurística equiparável a Jogos Vorazes ou Divergente. O livro definitivamente segue por outra linha e, quem o compra procurando algo mais rico em detalhes sobre a questão social ou o universo em si, talvez saia um pouco decepcionado. Entretanto, em questão de triângulo amoroso... Eu diria que é um livro feito para "shippers" (o qual eu ainda estou em dúvida se sou Team Aspen ou Team Maxon...). 

Os personagens do livro são adoráveis, daquele jeitinho gostoso que você sabe que você vai se importar com eles. Além de America ser uma protagonista carismática, conhecemos Marlee, uma garota doce, ingênua e carinhosa que logo se conecta com Meri dentro do palácio (Honestamente, é minha personagem preferida do livro devido a simplicidade deliciosa que ela tem!). Celeste, a fútil concorrente da casta Um supre a cota de nojentas que essas competições sempre tem e Ashley parece a garota perfeita para o príncipe: Elegante, educada e delicada. O príncipe Maxon tinha tudo para eu odiá-lo (normalmente não gosto desse tipo de personagem), mas, surpreendentemente, me convenceu. Não vou nem entrar no mérito de Aspen, o amor proibido e pobre... Afinal, quem não adora o pretendente rejeitado... O famoso underdog?

Leve, criativo e grudento, A Seleção deveria, honestamente, vir com um aviso de cuidado devido ao seu conteúdo chiclete. Deixei de estudar por uns dias por causa desse livro e não sei se isso me fez muito bem, academicamente falando, hahahahaha. Só para vocês terem uma ideia, olha só o booktrailer bonitinho que fizeram para ele:










fonte: weheartit
Acho que este ano foi especial para mim. Bem, não sei se foi exatamente um especial "Arriba!", mas com certeza... Diferente. 2012 me trouxe a óbvia e atordoante sensação de que o tempo não apenas passa, mas acelera como um carro de fórmula 1 e eu, bobo do jeito que sou, provavelmente esqueço disto mais do que deveria. É como olhar para os lados, em um dia qualquer, e perceber que a rua da sua casa não tem mais aquele vendedor de paçoca na esquina, ou que sua prima parou de falar "tipo" a cada cinco segundos. Nós crescemos, os lugares mudam e a vida passa vinte e quatro horas por dia.  Só que hoje,  arrumando um pouco mais a garagem bagunçada que é a minha cabeça, percebi um fator comum que sempre esteve presente no desenrolar das coisas, em meio a tantas fitas de Nintendo 64 perdidas e letras decoradas de músicas pop: Todos os livros que li. E o mais engraçado... É que eu tenho a fraca impressão que eu tive mais livros que vida.

Isto pode soar triste para vocês, mas se acalmem. Não estou falando exatamente que sou uma pessoa escassa de emoções, aventuras ou coisa do tipo, não, nada disso! Na verdade, eu fui e sou muito feliz com as escolhas que fiz (e ainda faço) todo dia, independente do julgamento que os outros tem da forma como passo o meu tempo. Sabe, eu não sei se isso já ficou claro para vocês, mas eu não sou exatamente o tipo de garoto baladeiro e cheio de amigos fazendo número na agenda do celular. E para muitos, isso pode soar desesperador, mas eu olho para trás e vejo as minhas lembranças e todas, - É até incrível o quanto elas aparecem tão vivas na minha mente - ou ao menos boa parte, parecem ter algum livro no meio. Para dar um exemplo para vocês, pegarei um livro importantíssimo na minha e na de várias outras pré-adolescências da minha geração. Uma história mágica chamada Harry Potter.

Bem, com 11 anos, toda criança da minha época tinha um sonho em comum: Ser um bruxo. Quero dizer, receber a cartinha de Hogwarts provavelmente foi uma das expectativas mais angustiantes que já tive, e dentro do meu coração, isso tinha um motivo muito, muito específico. Eu sempre procurei uma forma de entender os sentimentos que se passavam dentro de mim, uma válvula de escape que pudesse unir todos os meus sonhos e desejos impossíveis e solucioná-los como o final de um conto de fadas. Algo dentro de mim sempre tendeu ao felizes para sempre. Quando me descobri homossexual (Acreditem, para mim foi um estalo. Não houve preparação... Simplesmente aconteceu.) e soube que minha mãe tinha câncer, tudo ao mesmo tempo, eu fui egoísta. Eu não sei, na minha cabeça eu não tinha como achar uma cura pros dois, então para mim, tudo que podia desejar... Era sumir. Não existir ali era perfeito e isso para mim era Hogwarts. No fundo do meu coração, eu queria que este universo mágico existisse, que o livro fosse uma espécie de "Baseado em Fatos Reais" disfarçado de ficção e eu, o sonhador que sempre fui, era uma das poucas pessoas que havia percebido a trambicagem da autora. Esta é uma das minhas melhores lembranças da época. Provavelmente a única boa.

Eu posso contar inúmeras pequenas histórias de mim, diferentes versões do Trinta através dos livros que li. Aprendi a lidar com o amor através da Meg Cabot. A amar o meu interior com a tal da Feiúrinha. A controlar meus próprios demônios com Emily Bronte. A deixar o meu orgulho de lado e sobreviver a minha auto-sabotagem com a Jane Austen. A olhar pros lados e ver beleza em tudo e todos com Lionel Shriver. A acreditar em um futuro melhor com Suzanne Collins. A superar desafios com J.K Rowling.  A não ter medo de descobrir a verdade em mim mesmo com o Carlos Heitor Cony. A rir das minhas próprias desilusões com Marian Keyes. A evitar mentiras com Cecily von Ziegesar. A enxergar a fantasia da vida com Garth Nix. A me achar especial com Veronica Roth. A ser infinito com Stephen Chbosky. Eu poderia ter aprendido isso com a vida, mas eu decidi aprender com as páginas. Me machuquei, mas sobrevivi. Sou cheio de cicatrizes na minha pele, mas minha alma é impecável.

Eu hoje tenho vinte anos e estou no ano do "fim do mundo". Eu ainda não tenho tantos amigos perto de mim e ainda sou cheio de problemas. Ainda olho pros lados e me sinto perseguido, sinto falta do passado e acho que minha vida ainda não começou. Deus, há tantos "aindas" que eu tenho que eu me arrepio de medo de nunca conseguir os "jás". 2012 foi um ano especial para mim porque foi o primeiro ano que me senti velho. Não maturo, mas um pouquinho mais perto de encontrar minha ascensão. Eu não sei vocês, mas eu provavelmente não teria sobrevivido até hoje sem meus livros. Eu espero muito que vocês tenham sido cercados de algo que realmente amem. Ainda é a melhor coisa que eu tenho.









             
"Anastasia Steele, o que você está fazendo comigo?" Ora, Mr. Grey, eu posso até não saber qual o feitiço da garota, mas que todo mundo parece estar na mesma situação que você, afim de descobrir qual é a deste romance aí... Ah, isso eu posso te confirmar de mãos atadas. Se bem que, er, melhor não atar não, né? Quero dizer, isso é meio que assunto sério para você, Christian. Deixando o tal do Senhor Controle um pouco de lado, me responda você, caro leitor que ainda não saca que diabos de Cinquenta Tons de Cinza é esse: Você vira esquina e encontra "o livro da gravatinha" de novo, nas mãos de... Senhoras de idades, da tia da cantina, do porteiro do prédio, de uma menina de 14 anos, deus do céu, até dos seus pais! E pelo que você ~ouviu falar por aí~, este livro aborda... Bem, sexo. Explícito. Hardcore. Chicotes inclusos. Então eu te pergunto: Por que um fetiche tão restrito virou a curiosidade do momento? Bem, acho que agora eu tenho uma noção do porquê.

Se você ainda não teve a chance de ler nada sobre o enredo principal, deixa eu ajudar: Somos apresentados a Anastasia Steele, uma garota de 21 anos bem certinha; leitora assídua, desajeitada e com um currículo sexual de... Bem, ninguém. Ana é a caracterização perfeita da virgem de corpo e alma, sempre à espera do príncipe encantado que se encaixará nos seus altos padrões. Um dia, sua melhor amiga e colega de quarto Kate lhe pede um favor: Kate é a jornalista da faculdade e, com muita dificuldade, conseguiu marcar uma entrevista com o CEO (para os que não sabem, leia isso como o "manda-chuva") da poderosa multinacional Grey Enterprises Holding, Inc, a.k.a, Christian Grey. Porém, no dia do encontro, Kate adoece e acaba tendo que pedir para sua amiga substituí-la na entrevista. Ana, boazinha do jeito que é, decide ajudar Kate e vai para entrevista, crente que encontrará um velhote entediante e gaga. Só que Christian Grey está longe de cair dentro desses esteriótipos.

Christian Grey é jovem, bonito, hipnotizante, inteligente, intenso, misterioso, fechado, controlador. E sim, este último adjetivo merece um itálico. A história narra o romance entre Grey, um bilionário com um segredo escondido por trás de sua superfície perfeita e Ana, uma garota simples que não faz a menor ideia do que coisas como Bondage significa, e logo nós somos inseridos dentro deste universo sexual tão consumidor. Não há mentiras aqui; se você quer ler este livro, tenha em mente que ele é, em primeira e última instância, erótico. E quando falo erótico, não é algo levemente sensual. Estou falando de muito palavrão, desejos, conteúdo pesado e páginas e páginas descrevendo posições sexuais. Há amor? Há. Tem desenvolvimento da história? Hum, tem, mais ou menos. Mas repito: Se você não quer ler o livro pelo que ele, desde o começo, é - mommy porn (para os que não conhecem, a expressão americana significa, literalmente, "pornografia para mamães", algo como erotismo para mulheres) - Então nem chegue perto. Este livro é um guilty pleasure. Não o leve a sério. 

Mas porque eu estou deixando isto tão claro? Bom, voltando a pergunta do primeiro parágrafo, há muita discussão sobre a forma como o fetiche do bondage é abordado na trama. Ana é, em várias partes do livro, sujeita a verdadeiras surras de Grey e a ideia de submissão da mulher ao homem é motivo de discussão durante todo o livro, algo que, você já deve imaginar, é alvo de críticas de vários grupos feministas e simpatizantes da causa. Há pessoas que até apontam uma espécie de estupro no livro, como se Ana tivesse sido "forçada" a se sujeitar a Grey, uma leitura que eu não compartilho, mas que não deixo de valorizar, exatamente pela dimensão que o livro parece estar gerando na sociedade. Quando um livro vira um best-seller (e não um best-seller modesto que apenas a capa do livro o denota assim, mas um sucesso visivelmente mundial), ele deixa de ser apenas uma obra de entretenimento e passa a ser um formador de opinião. Quando terminei o livro, conversei com uma amiga (a própria Patrícia do blog) e uma pergunta ficou vagando pela minha mente: Será que todo este sucesso fez bem a Cinquenta Tons de Cinza? 

Honestamente, eu acho que toda essa exposição fez Fifty Shades of Grey ser encarado como algo aquém do que realmente é e isto prejudicou até as próprias pessoas que gostam deste tipo de leitura. Sem levar este romance a sério, me diverti bastante com sua história, não me entediando em nenhum momento e até, sim, descobrindo coisas sobre mim mesmo (como a autora tanto queria despertar em seus leitores) em relação a este assunto em particular. É um livro engraçado talvez pelos motivos errados (quero dizer, você vai perder a conta das vezes que Ana se refere a sua "deusa interior" e o quanto Grey parece obcecado com a droga da boca da guria. "Ana, você está mordendo sua boca" entra no Hall de "as frases mais repetidas em um mesmo livro" da história da literatura, sério!) e é inegável o quanto o livro anda em uma linha tênue entre a vergonha alheia e o satisfatoriamente divertido. Outra coisa complicada é o desenvolvimento da história, o qual a não ser que você realmente AME sexo com todas as letras, pode achar um pouco... Ok, devagar quase parando. É quase como se a história em si acontecesse nos intervalos do sexo, e o tal do romance só andasse na hora dos comerciais. Entretanto, ainda assim terminei o livro querendo ler Cinquenta Tons Mais Escuros e acho que isso significa que eu acabei encontrando prazer na coisa. "Ui, então Trinta... Foi bom para você?" Hahaha, duplo sentido à parte, fica aqui uma dica: Nunca esqueça que tudo na vida, no final das contas, é para lhe trazer prazer. Se isto lhe chama atenção, não tenha medo de dar uma chance. 

Curiosidade à parte: Para os que não sabem, Cinquenta Tons de Cinza surgiu de uma fanfic (!) de Twilight. Este blog explica um pouco mais sobre isto.
   
Curiosidade à parte 2.0: Os direitos do livro já foram comprados por uma produtora de filmes. Matt Bomer está sendo cotado para viver Christian Grey. Voto do Trinta? Henry Cavill all the way! Quais são os seus palpites?



Boa noite, meus amiguinhos!

Tudo bem com vocês? Espero que sim, pois comigo está tudo bem, obrigado. Depois de um tempinho de descanso, estamos aqui de volta ao nosso lar, doce lar, Escolhendo Livros. E neste dia 15 de outubro, dia do professor (meu dia), venho no Paralela Mente trazer uma lista de 10 livros notoriamente controversos, que foi criada pelo usuário FlameHorse no Listverse e traduzida com exclusividade pelo Escolhendo Livros aqui no Paralela Mente de hoje. Vamos conferir?

Vamos fazer o seguinte: pra não perder a graça nem a emoção, dividiremos o post em duas partes, cada uma com 5 livros. Então prepare um lanche, aconchegue-se aí na cadeira do PC, vem com o Nate e lembre-se: a lista envolve livros de fictícios e não-fictícios. Let's go!


Esta é uma lisita de livros (de ficção e não-ficção) que foram assunto de grande controvérsia.

10. O Santo Graal e a Linhagem Sagrada


O Código Da Vinci quase entrou para a lista, mas à luz do status não-fictício desta entrada, ela suprimi o que Dan Brown expressamente pretendeu como ficção.

Este é o livro não-ficcional do qual Dan Brown tirou a maioria de suas ideias para  O Código Da Vinci. Como se esse livro não fosse controverso o bastante, Michael Baigent, Richard Leigh e Henry Lincoln (sim, isso mesmo, três autores), publicaram este livro em 1982 no Reino Unido. Ele conta uma história em que Jesus não era divino, era casado e transava com Maria Madalena; teve filhos com ela e que esses filhos ou seus descendentes imigraram para a Gália [França], e fundaram a Dinastia Merovíngia, a qual possui dois dos mais famosos reis Francos: Carlos Martelo e Carlos Magno.

Você pode perceber como isso poderia chatear alguns cristão. Não teria sido tão mau se os escritores de fato tivessem alguns fatos concretos para embasar o caso deles, mas eles confiam quase exclusivamente em factoides, que são dúbios, provavelmente tentativas espúrias de soarem verdadeiras. O Priorado de Sião, no qual o livro fortemente se baseia, não tem a história contada como ela é descrita. O verdadeiro Priorado foi fundado em 1956, na França, por Pierre Plantard, que deliberadamente inventou uma história fictícia retomando o ano de 1099 e o saque cristão a Jerusalém. Os cristão de fato saquearam a cidade, mas não havia nenhum Priorado envolvido. 

Também é dito que a Igreja Católica Romana corrompeu completamente a verdade sobre a história judia-cristã para controlar as pessoas. Você pode ver como isso poderia chatear alguns católicos (e judeus).

9. As Aventuras de Huck Finn


Este faz aparições frequentes nas listas de livros proibidos nas escolas públicas dos Estados Unidos, por causa do uso da palavra “nigger”. Mark Twain escreveu este livro em um tempo em que não era perigoso usar essa palavra, mas hoje em dia as coisas mudaram.

A verdade é que, no tempo da história, as pessoas chamavam as pessoas negras de “niggers”, porque essa era a palavra mais comum no vernáculo nacional. Não era, no tempo, tão pejorativo quanto é agora. Mas típicos encontros PTA [associações de pais e professores] nas escolas, de ensino fundamental a médio, focam nesse livro com a mesma frequência com que focam em educação sexual, porque os pais horrorizados não conseguem superar a ideia de ver seus filhos lendo a palavra “nigger” centenas de vezes durante o livro.

8. O Livro de Mórmon


Este é controverso por uma razão específica. Bem no final da Bíblia judia-cristã, em Revelações, há um verso que diz: “Porque eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro que, se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus fará vir sobre ele as pragas que estão escritas neste livro; E, se alguém tirar quaisquer palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte do livro da vida, e da cidade santa, e das coisas que estão escritas neste livro.”

A primeira metade dessa citação é da qual os mórmons têm que se esgueirar cuidadosamente, e eles geralmente o fazem dizendo que a citação deve ser interpretada como uma referência apenas a livro de Revelação, não à Bíblia inteira. Se isso é aceito, então o Livro de Mórmon, de Joseph Smith, é uma adição aceitável à Bíblia. Quase todas as outras denominações cristãs arguem fortemente que, seja lá o que o verso citado queira dizer, não há necessidade de adicionar nada à Bíblia. Ela já estava completa antes de Smith surgir.

Os argumentos deles tipicamente se centram no desejo de Joseph Smith (e de Brigham Young) multiplicarem esposas. Smith não tinha permissão da lei americana para se casar com mais de uma esposa, então ele inventou uma nova relegião e foi aceito na corrente principal para se casar com mais de uma mulher. Hoje, os mórmons acreditam em algumas coisas bizarras, em termos de Cristianismo fundamental, como Deus ter sexo físico com os anjos, que, quando um mórmon morre, ele ou ela se torna Deus em outro universo, e que Deus tomou conta dos americanos nativos, talvez por uns 2500 anos antes de Cristo, da mesma forma que ele tomou conta dos israelistas. Também que, durante os quarenta dias entre a Ressurreição e a Ascensão de Cristo, o próprio apareceu e pregou para tribos nativo-americanas.

7. O Apanhador no Campo de Centeio


Faz companhia a Huck Finn como livro popularmente banido em escolas ao redor dos Estados Unidos. Salinger teve muita audácia para publicar o livro em 1951, dada a sua quantidade de profanidade, cenas sexuais, geral natureza subversiva e muita bebida e cigarro. Foi um dos dez livros mais desafiados em 2005, com pais furiosos exigindo sua remoção dos currículos escolares de seus filhos.

6. A Desilusão de Deus


Ateus comemoram-o, teístas denunciam-o, e há um pequeno meio termo. Essa era a intenção de Richard Dawkins. Este é de longe seu tratado mais inflamatório sobre ateísmo até o dia de hoje, e seu maior sucesso comercial. O livro vendeu mais de 2 milhões de cópias.

Dawkins ataca a religião abertamente como uma desilusão, desde que quase certamente não há Deus, nunca houve, e ponto final. Ele vai através de um processo lógico de destruição da ideia de um Deus de qualquer espécie, então discute a natureza da moralidade, se ela requer uma religião para funcionar.


O livro inflamou tanto o debate entre ateístas e teístas que um bom punhado de livros foram escritos promovendo-o, e ainda outros mais condenando-o. Dawkins e dois outros, Sam Harries e Christopher Hitchens, que também escreveram livros assim, são referidos pelos Cristãos como a Profana Trindade, atualmente. 

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Por hoje é só, seus lindos. Logo mais eu volto com a segunda parte da lista e, logo ainda mais, volto com um post especial aqui no Escolhendo Livros sobre um assunto que interessa e afeta a todos nós, mas que eu não vou falar qual é pra não perder o charme. Beijos meus.

Até breve!

Faz um tempinho que não dou uma chance para livros deste gênero mais sobrenatural e, como eu li o primeiro desta série - Para os que não conhecem, se chama My Land -  e acabei gostando (!), fiquei feliz por ter ganhado o segundo da trilogia no meu aniversário deste ano (tudo bem que eu faço aniversário em fevereiro e deixei o livro na espera pra caramba, mas ao menos eu li, né?). Acho engraçado que, quando eu era mais novo, era o tipo de pessoa que NUNCA abandonava séries e, mesmo que achasse o livro realmente ruim, acabava lendo a saga inteira para "ter uma opinião formada". Só que a idade foi chegando... E eu comecei a perceber que, se eu realmente quiser ler muitos livros bons na minha curta vida, eu teria que ter mais dedo nas escolhas e saber a hora de entregar os pontos. Sabe, não nego o quanto eu apreciei Escuridão, talvez por ter sido um dos poucos romances sobrenaturais para adolescente que realmente me deixaram com um pouquinho de medo. Só que Sombra... Hahahaha. Tá na hora de ver a raiz desse iceberg.

Como não fiz nenhum post do primeiro livro da série, acho importante ao menos apresentar um pouco a trama inicial. Escuridão conta a história de Alma, uma garota fria que sempre pareceu desconectada com a vida. Sua família, seus amigos, o ambiente escolar... Nada nunca lhe "fez o requisito". Eu diria que ela é uma garota chata, mas não no sentido de ser enfadonha (e explicarei depois o porque de eu gostar disso). No começo da série, Alma compra um caderno roxo que aparentemente tem um poder muito macabro: Quando Alma dorme, ela escreve histórias bizarras em suas páginas... Contos os quais, ao acordar sem nenhuma lembrança do ocorrido, descobre serem verdadeiros relatos de possíveis assassinatos. Ao lado disso, uma nova garota chega na escola com um terrível segredo e Alma e suas amigas se descobrem presas em um mistério cheio de pontas soltas e rituais satânicos.

Sem entrar em muitos detalhes, já vou lhes entregar o segredo de Escuridão: A narração da Alma. Ela quebra um pouco o estereótipo de protagonista "boazinha" e "lerda", se mostrando como uma garota de personalidade forte, cheia de críticas na ponta da língua e realmente, com todas as letras, frígida. Sério, eu nunca vi uma garota com tão pouco amor a vida, então acabei lendo o livro por ela me fazer rir em alguns momentos. Não diria que o desenrolar da história foi inovador, mas o meu apreço pela chatice irreverência da protagonista me fez acabar o livro rápido e com uma rara vontade de comprar o segundo... E esse foi o meu erro.

Primeiro que ler Sombra e ler Escuridão me pareceram coisas completamente diferentes. Não que eu realmente achasse a trama de Escuridão lá muito inteligente e intrincada, né... Quero dizer, a resolução lá do mistério da Agatha foi realmente aleatória e não consegui sentir empatia por nenhum outro personagem sem ser a protagonista. Mas Sombra parece que quebrou completamente a crosta de "nojentisse" da Alma, a transformando em uma garota insegura e sem graça. O livro inventou um novo mistério - O de uma garota em um quadro que tem a mesma aparência de Alma - E, apesar de ser até legal a ideia, não me senti satisfeito com o desenrolar da história. Como se fosse uma boa ideia desenvolvida por um arquiteto medíocre.

Outra coisa que me deixou honestamente revoltado foi A DROGA DO CADERNO NÃO SER EXATAMENTE A TRAMA DO PRIMEIRO LIVRO. Sério, eles jogaram essa história quase como uma sidequest e empurraram com a barriga, numa clara tentativa de convencer o leitor de que "Com o passar dos livros, os mistérios serão revelados" (vide: "Nos dê mais tempo até que nós mesmos descubramos aonde queremos chegar"). Quero dizer, por favor, a sinopse na aba do livro fala mais do caderno do que do mistério da Agatha! Como assim isso pode ser considerado aceitável? E não vou dizer que Sombra ajudou muita coisa, porque ele não deu exatamente respostas para isso. Claro que ele conseguiu explicar alguns segredos que Escuridão deixou em aberto (por exemplo, o porquê da personalidade de Alma ser difícil, qual é a origem dela, quem comete os assassinatos escritos no caderno e etc), mas essas respostas chegam depois de... Quase. Duzentas. E. Cinquenta. Páginas. De. Livro.  Não sei você, mas se tem uma coisa que eu odeio é enrolação e esta série conseguiu quebrar o limite da minha paciência.

Eu fico um pouco triste em dizer isso, mas terei que abandonar a série faltando apenas um livro para terminá-la. Eu até gostava da temática mais pesada, sentia um clima de tensão em alguns momentos (como disse anteriormente, o livro consegue passar terror e isso é um MILAGRE vindo de um romance sobrenatural adolescente) e gostava da Alma de Escuridão. Mas Sombra me fez pensar que a autora não sabe muito bem do que está falando e apenas teceu um bando de linhas de costura sem se preocupar com o produto final. Espero não estar perdendo um final salva-vidas no terceiro livro. Bem, não me importo de correr o risco.



Outubro chegou e o Escolhendo Livros voltou! Como vão os leitores mais lindos do mundo? Não sei se perceberam, mas passamos um tempinho sem novas postagens. Mas é que este Trinta aqui esteve um tanto ~ocupado~ (Leia-se "com a vida chacoalhando dentro de um liquidificador") com a volta da greve das universidades federais e com uma viagem relâmpago que fez pro Rio de Janeiro (Show do Evanescence, alguém aqui é fã?). Todo este reboliço acabou me tomando tempo e tive que diminuir o meu ritmo de leitura - Sem contar com o fato de que eu comprei quase uma nova remessa de livros na minha visita a Fnac do Rio e isso me deixou bêbado de novos títulos (Quem não adora começar um novo livro e largar o outro?). Então para lhes dar boas-vindas, olha só este site maravilhoso que encontrei esses dias passeando pelo StumbleUpon (Outro site igualmente maravilhoso, mas que não vem ao caso no momento).



O Movellas é um site super gostoso para você mostrar ao mundo as suas próprias histórias. Eu poderia dizer que já existem vários outros sites no mesmo estilo - te permitindo postar suas próprias fanfics e originais à vontade - mas o Movellas acrescenta algo a mais nessa dinâmica: O conceito das redes sociais. Você pode comentar a cada capítulo das histórias que são postadas, conhecer novas pessoas, opinar sobre as reviravoltas com outros usuários, ler os rascunhos dos outros antes mesmo de serem finalizados, virar fã de um autor online, criar capas pros seus próprios livros, participar de concursos culturais e muito mais. Apesar de ser um site ainda em inglês e com pouquíssimos brasileiros (o que significa que, se você quiser que sua movella tenha mais leitores, é melhor escrevê-la em inglês), o Movellas tem crescido bastante desde o ano passado. Vale comentar que os fãs da boy band One Direction vão adorar a parte de fanfics - Além de existirem MUITAS, há concursos promovidos pelo site no qual você pode até conhecer a banda! 

Como eu também não sou de ferro e a-d-o-r-o escrever ficção, não pude deixar de postar minha a própria Movella no Site. É o começo do meu espero-que-um-dia-finalizado livro chamado "Querido Perigo" e, se você estiver afim de conhecer um pouco mais, não custa nada dar uma olhadinha em como ficou essa minha primeira história (Em outras palavras, adoraria que vocês a lessem, HAHAHA!).