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Nooossa! Quantos jog... opa, peraí!

Aí, você que jogava videogames nos idos de 1998, se depara com um livro chamado Umbrella Conspiracy na prateleira de literatura estrangeira da livraria, baseado em uma famosa franquia de de jogos da época (que hoje já está pronta para ser mandada para casa de repouso). O que você pensa? "Caraca, maluco! Tenho que comprar esse livro!". O que sua mãe pensa? "Meu filhinho, um ávido leitor. Que orgulho.".

Não se engane, mamãe. A possibilidade de o que está escrito numa embalagem de seis unidades de rolo de papel higiênico ser melhor elaborado que o conteúdo dessas obras é enorme. Claro, existem exceções. Mas é por isso que recebem esse nome. Porque são exceções.


MOTIVO 1: Saem do nada. Vão para lugar nenhum.

Lembra do livro que falei ali em cima? Ele é baseado no primeiro jogo da franquia Resident Evil (sim, aquele que faz você vomitar seu pâncreas pela orelha por causa de um cachorro que quebra uma janela). Baseado é uma palavra forte. Ele é praticamente o rejunte do jogo, preenchendo lacunas que foram acidentalmente abertas na história original.

Até aí, o livro foi só caça-níquel, mas não é algo grave. O problema chegou com o terceiro livro, lançado ANTES do terceiro jogo. Ambos, continuações diretas de seus respectivos "primeiros". E o problema? Lembra a série que você viu nascer e crescer no mundo dos livrinhos? Ta-daaaaa, sumiu. O jogo invalidou a história contada no livro, já que é a mídia principal, aleijando a série literária por um bom tempo.

Ou seja, se o jogo não quiser que a série de livros vá pra frente, ela não vai.


MOTIVO 2: Falta de assunto

Sabe quando você vai tentar se aproximar da menina mas não consegue pensar em nada para falar? Parece que é exatamente esse o sentimento dos escritores ao conceber a maioria dos títulos baseados em jogos.

Para que RAIOS vou comprar um livro que conta a mesma história que vi no jogo? Por que não escrever sobre algo como "As aventuras do personagem secundário"?


MOTIVO 3: A melhor desculpa para lançar escritores ruins

Olhe, não estou julgando escritores iniciantes, longe disso. Porém, usar a desculpa "É baseado em joguinho, ninguém vai notar que é ruim" não cola mais. Ler um livro mal escrito é igual aquele momento constrangedor que alguém tenta contar uma piada que não lembra completamente.

Parece que o editor e o escritor do livro são crianças de 3 anos que não sabem com o que querem brincar primeiro:

Escritor de 3 anos de idade: "Coloquei uma bomba, aí explode a fábrica, aí coloquei o personagem correndo, aí ele caiu, aí explode, aí ele atira, aí ele corre......... eita, esqueci de dizer que ele leu um documento importante"

Editor de 3 anos de idade: "Coloca no final, junto com todas as 64 outras informações que você esqueceu de incluir antes. E diz que ele é o pai da menina que ele quer namorar. E diz que ela é a assassina esquizofrênica. E que eles dois fazem parte de uma seita satânica formada somente por sonâmbulos."

E O MOTIVO 0,5: Esses livros existem porque fãs são vermes (eu incluso)

Existe algum ser mais verme do que fã? Não. E onde existem fãs, existe alguém querendo ganhar dinheiro fácil. E sinceramente, não tem como sair algo bom, com muita frequência, dessa combinação.

Briga, briga!!!

Com os jogos fazendo cada vez mais sucesso, continuaremos a ver obras medianas ou medíocres ocupando espaço que outras, mais bem elaboradas (como a embalagem de 6 rolos de papel higiênico), mereciam ocupar. E como livros hoje estão virando artigos de luxo, esses exemplares não podem receber o título que lhes cabe: o entretenimento "coxinha".

Se pelo menos os livros baseados em jogos fossem iguais os da imagem abaixo, valeriam cada centavo.

Ain, que fofurinha cuticuti...

capa (fonte)
Bom dia, pessoas lindas.

Como vão vocês? Tudo bem graçaizadeux? Comigo também tá tudo ótimo apesar dos pesares e das coisas todas. De acordo com a tradição, sumi por um mês ou mais e, agora, volto, para o bem de todos e alegria geral da nação, é assim que se fala, né? Não lembro mais. 

O post de hoje ia ser sobre outra coisa e eu nem venho em nome do Paralela Mente: venho fazer uma review mesmo. Sabe quando, por um motivo ou outro, você relê uma história ou reassiste um filme e sente aquela sensação estranha, digo estranhamente estranha, de estar visitando um velho amigo que te era muito querido mas você meio que se esqueceu de que ele era querido e o tempo se encarregou de te fazer “esquecer” que ele existia? Pois é. Dia desses eu estava em casa de bobeira e pensei: preciso rever Brokeback Mountain. E foi o que eu fiz.

Pra quem não sabe (2013, gente, não é possível que alguém ainda não saiba disso, por favor), Brokeback Mountain ficou conhecido internacionalmente por ser o primeiro, ou, senão, um dos primeiros (que eu saiba foi o primeiro) filme hollywoodiano com produção de primeira a tratar da temática homossexual e trazer elenco consagrado: Heath Ledger (RIP), Jake Gyllenhaal, Anne Hathaway, Michele Williams, Anna Faris e não sei se tem mais alguém famoso, mas pode ser que sim.

Ennis del Mar e Jack Twist (fonte)
Fato engraçado, e digo “engraçado” no sentido de “interessante”, é que o filme foi baseado em um conto, escrito pela americana Annie Proulx, que também escreveu The Shipping News (Chegadas e Partidas, em português), que também ganhou sua adaptação para cinema, antes mesmo de Brokeback Mountain, inclusive. O conto original foi publicado em outubro 1997 na revista The New Yorker, mas teve sua adaptação para cinema feita só em 2005. Então. Como o texto não foi publicado em um livro impresso, mas em um tabloide, acredito que muita gente, ou quase todos que conhecem o filme (hiperbolizando um pouco), não conhecem o conto. E euzinho estava incluso nesse número de gentes, até que um dia desses eu resolvi procurar o conto e ler, e é sobre isso que eu venho falar hoje e, aproveitando o gancho, fazer uma sutil comparação entre o filme e o conto. Mas uma coisa de cada vez.


Ao conto. Brokeback Mountain (e o nome é esse mesmo, não "O segredo de Brokeback Mountain. Isso é coisa dessa gente linda que traduz títulos no Brasil) é um drama em terceira pessoa que conta a história de Ennis del Mar, um caubói sem muitas perspectivas na vida que, em dado momento de sua história, consegue emprego como pastor na montanha Brokeback (acho esse nome tão cacófato...) e, lá, ele conhece Jack Twist, com quem, posteriormente, ele se envolve sexual e emocionalmente. Acabada a temporada na montanha, cada um segue seu caminho de vida como se nunca tivessem se conhecido, até que um belo dia, quatro anos depois, Ennis, já casado e com filhas, recebe um cartão postal de Jack dizendo que ele passaria pela região onde Ennis morava e se tinha como eles se encontrarem. Depois desse reencontro (uma cena linda linda linda linda) e do retorno explosivo de todos aqueles sentimentos que existiam nos tempos da montanha, os dois precisam encontrar meios pra darem conta de continuar a viver o que eles lá começaram.

Como a vida me foi generosa (mentira, não foi a vida, eu mesmo fui atrás disso ok), eu tive a oportunidade de ler o conto em Inglês (aqui). Digo isso não pra me gabar, mas porque sou um pouco preconceituoso quanto a traduções que não são feitas por mim, como se eu fosse o único que sabe Inglês nesse mundo e entende de tradução. Neste caso, a minha indisposição se justifica, porque a tradução que eu encontrei, de um rapaz/cara/senhor/cidadão chamado Guilherme Addino (joguei no Google e todos os resultados levaram para o mesmo blog, que foi o no qual eu encontrei o Brokeback), apresenta uma séééérie de problemas. Ok, talvez não uma sééééérie, mas uma série. E são uns problemas bobos, do tipo traduzir “daughter” (filha) como “irmã”, ou “the army” (o exército) pra “frio” (?). Entretanto, a leitura geral não é comprometida por isso e você pode ler o conto traduzido clicando aqui. Mas, de antemão, já trago uma crítica que não posso levar muito adiante porque não consegui acessar o arquivo original do New Yorker, porque precisa de inscrição e de dinheiro: eu não sei se a digitação do texto que eu li condiz com a que foi publicada no The New Yorker, mas, caso tenha sido, definitivamente: pelo menos em 1997, Annie Proulx não sabia pontuar frases. O texto é confuso e isso se dá, em grande parte, pelo fato de que, não sei se numa tentativa de aceleração ou de assíndeto, o texto tem inúmeras vírgulas onde se utilizaria qualquer outro sinal de pontuação que não uma vírgula. E o tradutor deve ter respeitado a pontuação que ele viu no texto original, o que torna a leitura, pelo menos aos meus olhos de grammar nazi, um pouco lenta. 

Quanto à história, devo dizer que o filme respeitou MUITO tudo que acontece no texto, especialmente os diálogos. Os roteiristas estão de parabéns. Eu não sou nenhum aficionado por cinema nem nada, mas parece que tem muita gente que reclama quando mudam alguma coisa da história original pro filme, mas em Brokeback Mountain a história escrita e a cinematográfica (detesto essa palavra) acontecem de forma extremamente paralela. Os momentos que existem na história e não existem no cinema são momentos, de fato, elimináveis, que não acrescentariam nada à cena ou à história. Ainda na questão do roteiro, eu não sei se é culpa da Annie, ou se é o jeito d’ela escrever, afinal não conheço sua obra, mas posso dizer que o texto é, de modo geral, um tanto confuso. As coisas não acontecem em ordem cronológica, em algumas partes. No início, Ennis está num aparente presente, depois surge uma analepse, em alguns momentos há uns flash backs que, pra mim, não se justificam e, em alguns pontos, parecem dar ao texto um ar de pressa, como se a autora tivesse querido acabar com aquilo logo pra publicar e fim, e não duvido muito que tenha sido realmente isso que aconteceu. São, na diegese, vinte anos que passam assim, em vinte minutos. Mentira, o conto tem mais de 9000 palavras, não dá pra ler em vinte minutos.

Outro aspecto recorrente me incomodou um pouco: o bucolismo exacerbado. Não sei se bucolismo é algo mensurável pra se dizer “muito” ou “pouco” bucólico, mas, da forma como ele acontece no conto, cansa. Annie parece se procupar demais com descrever a cor das nuvens ou como o céu se comporta durante o entardecer, ou que barulho o cascalho faz quando o vento sopra sobre ele... Não sei se são meus olhos de leitor/escritor objetivo que não se interessam muito por esse tipo de detalhe, mas eles estão presentes pelo desenrolar da história toda, coisa que, óbvio, não acontece no filme, já que uma imagem vale mais que mil palavras etc.

Existe algo, porém, no conto que não existe no filme e acho que foi o que mais me incomodou. Na verdade não é exatamente algo, mas o protagonista em si: o Ennis del Mar do conto e o do filme são praticamente pessoas diferentes, e é claro que eu não me refiro ao físico, mas ao psicológico. Proulx deposita em Ennis uma carga (singela, muito singela) de ternura que o del Mar do cinema não tem, e a culpa não é do Heath Ledger, mas do texto. Durante o conto, Ennis, por duas ou três vezes, fala coisas importantíssimas que não aparecem no cinema, e eu quando li fiquei “!!! Como assim?”. Da mesma forma, existem elementos na narrativa que conduzem a essa ternura e não aparecem no filme de jeito nenhum, nem na expressão facial do personagem, que parece estar sempre com o mesmo humor, do primeiro ao último minuto do filme. E eu acho que isso é algo significativo, porque a relação entre Ennis e Jack é muito delicada, conturbada e problemática, e se essas duas ou três frases tivessem sido ditas no cinema, haveria uma senhora amplificação da empatia com o protagonista, coisa que não é cem por cento recorrente pra quem não leu o conto; porque eu, pessoalmente, senti raiva de algumas atitudes de Ennis no filme, e esse sentimento não existiria se alguns momentos do conto tivessem sido mantidos.

Bom.  Preciso dizer, ainda, que todos os personagens, literalmente, fizeram um papel brilhante no filme. Apesar de alguns deslizes no texto, o espírito de cada um foi lindamente transportado das páginas pra tela. E, claro, é necessário dizer que o conto, apesar desses problemas de desenvolvimento, emociona tanto quanto o filme, embora naquele fiquem um pouco menos evidentes alguns fatores importantes de nível sócio-cultural: a história fala de dois caubóis, gente da roça, caipira, que se conhece e se apaixona em 1963 e vive um amor que atravessa décadas. Se hoje, em 2013, em que há quem diga que vivemos uma ´´ditadura gayzista´´, é difícil manter um relacionamento homossexual de longo termo, imagina em 1963. Pra quem não consegue imaginar, assista Kinsey (2004), que é um bom relato de como o comportamento sexual era entendido na metade do século XX. Além de tudo isso, talvez até acima de tudo isso, ainda preciso dizer que a última frase do filme/do conto me intriga tanto quanto o final de Inception. Annie foi uma grande filha da puta mãe ao terminar a história como ela terminou. Não sei se isso é um elogio ou uma alfinetada, mas ó.

E é isso, galero. Tinha muito mais coisa pra falar, mas aí já partiríamos pro campo do spoiler e eu me propus a redigir esse texto sem spoilar e acho que, ainda assim, falei demais. E se você tem uma horinha sobrando, leia o conto porque vale a pena. Um abraço proceis e a gente se vê daqui a algum tempo. Até lá!


Imagem: my-cherry-blossom
Aprender a ler é uma questão muito mais complicada do que nós gostamos de admitir. Quando uma criança não demonstra afinidade pela leitura, uma das primeiras coisas que os professores fazem é dar um antigo conselho que provavelmente soa óbvio a primeira vista, mas que é, na verdade, muito eficiente: "Procure um assunto que te interessa". Normalmente, a dica é tiro e queda: Segmentar as suas escolhas te ajuda a digerir um amontoado de páginas com mais facilidade. Porém, poucos percebem o grande risco de levar este aprendizado como uma mantra de vida. Está na hora de aprendermos a ler o novo, de novo.

Pense bem. Quando você entra em uma livraria, qual é o primeiro lugar que você vai? Quando tinha 14-15 anos, eu simplesmente passava direto para a seção de Literatura Infanto-Juvenil Estrangeira, mas especificamente, para a prateleira dos Romances. Uma das lembranças mais fortes que eu tenho é das horas e horas que passava no quarto, devorando Meg Cabot como se fossem um saco de batata fritas do Mac Donalds. 

Não me leve a mal; ainda amo A Mediadora e compro romances teen avidamente, mas hoje, a primeira coisa que me passa pela cabeça ao reviver essa memoria é o quanto eu gastei tempo com as mesmas histórias. Essa fixação em pegar livros em que eu já sabia que iria gostar de cara me fez esquecer o prazer do novo, do inesperado, do estranho... Daquilo que nos motiva a testar os nossos próprios limites. Pensar que s e eu tivesse mantido meus hábitos adolescentes eu não teria conhecido Lionel Shriver, Ursula K. Le Guin, Oscar Wilde, Stephen King, Anne Rice e Marçal Aquino é simplesmente assustador, e por isso, dedico este post a uma nova filosofia:

Vamos esquecer o favoritismo literário.

Eu sei, não é facil. No começo, sempre teremos uma inclinação a comprar aquele novo livro que tem TUDO que te atrai, mas dessa vez, eu preciso que você segure os seus impulsos e desafie a si mesmo. A proposta a seguir é um estímulo a você, leitor-de-um-gênero, a abrir os seus horizontes literários e descobrir novos tipos de literatura para enriquecer a sua biblioteca particular.

Aquela tal menina que roubava livros sabe muito bem disso...

1) Passeie em livrarias.

A livraria é um museu. Ao entrar nela, ande por todas as seções para ter uma visão geral do que está disponível. Nada de correr para uma estante e começar a folhear um livro - Isso apenas limitará a sua visão. Faça um tour por todos os cantinhos da loja do começo ao fim. Essa é uma forma de você se acostumar a olhar para capas de livro diferentes, perder os preconceitos e, quem sabe, criar uma curiosidade insaciável por um livro que você nunca tinha ouvido falar. 

2) Escute as recomendações dos outros.

Amigos, familiares, professores, colegas de trabalho, blogueiros, tanto faz! Procure saber os livros que as pessoas ao seu redor gostaram, o por quê e se eles podem te emprestar para dar uma chance. Se ele tiver aconselhado um livro que você já tinha interesse antes, nada disso: Peça outra recomendação! Pense que, mesmo que você acabe não gostando tanto assim do livro no final, você poderá ter uma opinião sobre a obra e poderá conversar sobre ela com a pessoa (ou comentar no blog do blogueiro - Sim, isso é um estimulo para vocês, leitores do Escolhendo Livros, rá!). Não há nada mais estimulante do que ter alguém para dividir suas ideias!

3) Descubra o que está sendo comentado por aí.

Assine revistas, acompanhe as notícias de sites e blogs, leia críticas de plataformas diferentes, curta fanpages de livros, siga o twitter de vários autores - crie o costume de saber o que está acontecendo no universo da literatura. Quanto mais você tirar o vício dos seus olhos de sempre buscar suas informações no mesmo lugar, mais você partirá para novas jornadas literárias.

4) Compre um livro de um gênero diferente por mês.

Coloquei um estímulo mensal, mas acredito que você deva apropriar esse item para o seu caso (nem todo mundo pode ficar gastando com livros todo mês, claro). O que importa é: Sempre que você for para a livraria adquirir algo já do seu gosto, tente levar outro título de um gênero fora de seus planos. E claro, não adianta comprar e deixar ele na prateleira como uma decoração cult para as visitas ficarem admiradas. Leia. Explore. Não abandone. 

5) Use as redes sociais ao seu favor.

Vou utilizar o Skoob como exemplo, mas caso você prefira o Goodreads, não se acanhe. Nesta rede social, existe uma forma de você separar os seus livros em estantes diferentes e criar metas de leituras que podem te ajudar na organização dos seus futuros planos. No Skoob, as metas costumam ser anuais, então procure colocar pelo menos uns 3 livros divergentes do seu gosto e 1 clássico como um desafio bônus (falo isso por muitas pessoas terem mais dificuldades em ler livros antigos, mas caso não seja o seu problema, procure outra coisa para ser o seu desafio). Lembre-se, leve suas metas a sério!

Gostou das dicas? Lembre-se: Quanto mais você deixar seus favoritos de lado, mais novos favoritos você poderá conhecer. Aproveite o post a sua maneira e não esqueça de voltar aqui para falar as suas experiências. Beijos!







A belíssima e estonteante entrada do Museu do Louvre em Paris
Como um dos museus mais famosos no mundo, o Palácio do Louvre (Palais du Louvre) precisava de uma entrada tão grande e monumental quanto o seu nome. E foi através do arquiteto I.M. Pei no ano de 1984 que a Grande Pirâmide foi concebida. Ela, uma gigantesca obra de vidro capaz de atar os limites entre o conhecido e o desconhecido, divergiu opiniões ao redor do mundo, principalmente devido a sua estrutura, no mínimo, peculiar. No Lugares de Livros de hoje, conheça a curiosa lenda dos painéis de vidro relembrada pelo polêmico O Código da Vinci!

"O Sólido é para os mortos, mas o transparente é para os vivos."
( I.M. Pei.)
                                                      
Fonte: Wikipédia

Em 2004, Dan Brown causou uma belo ~burugundum~ em seu livro O Código da Vinci ao renascer uma antiga lenda urbana sobre a quantidade de painéis de vidro utilizadas para a arquitetura da Grande Pirâmide. Segundo os boatos populares, a construção foi formada exatamente por 666 painéis de vidro, o Número da Besta. Esta história ganhou pauta quando este curioso número de vidros foi divulgado em 1980, na brochura oficial da construção da pirâmide. Para jogar mais lenha na fogueira, vários jornais da época também confirmaram a estatística, mas pouco se sabe sobre a veracidade dos dados. O Museu do Louvre, no entanto, replicou que a Grande Pirâmide possui, na verdade, 673 painéis (603 losangos e 70 triângulos). Hum... Muito estranho.

                                      
                                   I.M.Pei em 1989 com a maquete da Grande Pirâmide. Imagem: architeturalmodels

Mesmo com o comunicado oficial do Palais du Louvre, lendas são lendas, e Dan Brown fez questão de deixar esta bem viva no imaginário parisiense. Mas sejamos sinceros, dá para realmente se importar com isso diante de uma maravilha como esta?

Pois nós do Escolhendo Livros ainda faremos um city tour por lá para contar vidrinho por vidrinho... Marquem nossas palavras!

A Grande Pirâmide nas gravações de Meia-Noite em Paris (2011). Fonte: virgileseptembre

Imagem: jadore-rachel
Feliz dia das Bruxas, leitores! E antes de começarmos a montar nossos enfeites de abóboras na janela, nós trouxemos um anúncio direto da nossa ~entrevistada especial~ de hoje: A série de ficção fantástica Lagoena não está mais disponível no site BookSérie. Mas calma, a notícia não é ruim: O livro de estreia de Laisa Couto será publicado oficialmente pela Editora Draco em 2014! Eita, que beleza! E para comemorar esse marco importante na carreira da autora, decidimos fazer uma entrevista bem intimista com a dita cuja; um bate-bola bem legal sobre a sua estréia literária, as dificuldades do mercado editorial e, claro, Halloween!

EL: Quem acompanha o Escolhendo Livros sabe muito bem que você não é nenhuma visitante por aqui, né Laísa? HAHA. Mas para que os nossos novos leitores possam conhecer essa autora que nós tanto adoramos, descreva um pouquinho a pessoa que a Laísa é e como ela entrou no universo da literatura.


Laisa: A primeira pergunta é com certeza a mais difícil... Hehe. Descrever-me em palavras é justamente encontrar uma medida exata que se enquadre numa caixa, para mim não existe essa medida, talvez um dia eu encontre o que realmente sou ou não, a vida é justamente o experimentar dessa busca por si mesmo. A literatura é dos ingredientes que compõe essa fórmula complexa de quem posso ser e pode acreditar que encontrei isso por acaso. Entrar no “universo literário” foi algo totalmente despretensioso para mim. Na época eu não sabia que isso mudaria minha forma de ver o mundo, as pessoas, a vida. Acredito que não foi um encontro por acaso, lá atrás, aos 18 anos, a literatura ofereceu-me uma chance de segui-la e eu aceitei, foi aí que nasceu a idéia para escrever o que hoje é LAGOENA. Imagina, habituada a nunca ultrapassar as 30 linhas das redações escolares, me aventurei a escrever um livro.

EL: Como você concebeu Lagoena? Houve alguma inspiração específica?

Laisa: No começo, quando a idéia era uma fagulha da imaginação não esperava que a história tomasse seu próprio rumo. A premissa nunca se perdeu, mas a estrutura que eu havia montado previamente foi perdida enquanto a aventura ganhava a vida. Minha escrita é mais intuitiva, aprendi que para mim não vale muito planejar, as histórias sempre darão um jeito de burlar as regras. Acontece e eu apenas aceito. O processo de escrita para LAGOENA durou 5 anos, entre idas e voltas, reescritas e mais reescritas. Durante esse meio tempo tive contato com livros que me ajudaram a compor ou ao tentar pelo menos chegar ao que eu queria que fosse LAGOENA.

C.S.Lewis me ensinou o limiar entre a fantasia e a realidade. J.R.R.Tolkien mostrou-me que pode haver beleza nos contos da fadas, mesmo os mais tenebrosos. Os dois criaram mundos quase palpáveis, que tem o poder de abrigar o leitor e confundi-lo ao ponto de não se conseguir separar o que é real ou imaginário. Como os contos dos Irmãos Grimm foi meu primeiro contato com a “literatura fantástica” na infância eles deixaram seus resquícios. Para escrever LAGOENA também tive de voltar a ser criança, imaginar como uma criança via o mundo ao redor, as lembranças da infância ajudaram bastante o desenvolvimento da história, principalmente dos protagonistas, Rheita e Kiel. Quando criança também escutei histórias e as guardei, preservei dúvidas que podem está implícitas no livro. Sempre apreciei o folclore nacional e não poderia deixá-los de lado. Fábulas bíblicas também contribuíram para moldar o mundo fictício de LAGOENA. 

EL: Não há dúvidas que trabalhar no meio editorial no Brasil não é fácil. Acho que todo mundo que gosta de ler já pensou um pouquinho em virar escritor também. Então, divide com a gente o segredo: Como você enfrentou as dificuldades para levar Lagoena para frente? Você já pensou em desistir?

Laisa: Já pensei em desistir várias vezes. Entrar no mercado literário não é fácil e havia momentos que eu chegava a pensar que estava dando murro em ponta de faca, que estava perdendo tempo, que estava me iludindo com algo surreal que nunca tomaria vida. Mas quando um autor se compromete de verdade com a literatura não há nenhum “não” que vai fazê-lo desistir. Eu já tinha passado anos me dedicando a esse projeto, como disse antes, num período de 5 anos escrevi a história, tive muitas dificuldades pessoais e isso contribuiu para meu maior desafio a resistência de nunca terminar a história, então no primeiro dia de 2010 joguei fora tudo que tinha anotado sobre LAGOENA , inclusive manuscritos, capítulos redigidos. Partir do zero e recuperei tudo em 8 meses em tempo de participar de um concurso para autores. O concurso foi apenas um pretexto para eu ter uma meta, em novembro de 2010 eu tinha um livro completo, o primeiro do que seria uma trilogia.

EL: Pelo pouco que tive oportunidade de ver na minha leitura da série, pude perceber que a Rheita é uma personagem bem carismática. Existe um pouco daquela curiosidade aguçada e desejo de conhecer o mundo que nós sempre associamos a juventude. Existe muita da Laísa na Rheita?

Laisa: Se eu dissesse que eu e Rheita não temos nada em comum estaria mentindo. Não sou tão carismática como a garota, preservo mais a natureza desconfiada e introvertida de Kiel. O que mais me aproxima de Rheita é sua relação com o mundo ao redor, a vontade de encontrar o verdadeiro caminho e se testar. Acredito que cada um de nós no mundo real desempenhe uma função, nada é por acaso. Assim escrever, criar para mim se torna uma grande responsabilidade. Um destino? Talvez. Rheita é uma personagem que dialoga isso, que todos nós temos um papel a exercer. Uma boa dose de curiosidade não corrompe o mais inocente dos seres, a não ser que ela seja usada para fins duvidosos. A curiosidade da infância é a faísca que acende a chama, é o que impulsiona a criança às descobertas. Todos nós fomos exímios curiosos, alguns ainda preservam essa faísca no coração, outras a esquecem e envelhecem muito rápido. Tomara que eu ainda preserve a minha por muitos e muitos anos.

EL: Como foi que Lagoena chegou até a Editora Draco?

Laisa: No final do ano passado tive a oportunidade de apresentar LAGOENA diretamente ao editor da Draco. Contei como foi a repercussão do livro na internet e sobre o que a história se tratava, essa parte em especial interessou o editor que gostaria de ter no catálogo uma fantasia clássica, então depois de uma leitura prévia me pediu para que eu relesse a história e melhorasse alguns pontos. Passei 6 meses de 2013 trabalhando nisso, com a ajuda fiel de um leitor beta (Júlio Soares \o/). Fiquei 2 meses aguardando uma resposta final e concreta. Em Setembro o editor mandou um email aprovando o original, em Outubro assinamos contrato para série inteira. Todo esse processo durou 1 ano, com a possibilidade de publicar o livro por uma editora, foquei mais na revisão e por essa causa andei devagar com a divulgação na internet.

EL: Você decidiu publicar Lagoena antes na internet como uma websérie. Por que decidiu tomar essa iniciativa? Não teve medo de acabar afastando as editoras ao divulgar a história antes?

Laisa: Uma das maiores dificuldades do autor iniciante é justamente ser iniciante. O autor está ingressando no mercado, nunca foi “visto”, nunca foi “lido”. A rejeição a este autor não diz só a respeito da qualidade literária, mas ao risco que a editoras nacionais não querem correr. É muito mais lucrativo e cômodo lançar no mercado um autor que já tenha sido “visto”, do que um completo desconhecido. Por isso encontramos nossas livrarias abarrotadas de autores estrangeiros, eles já foram “vistos”. É a lógica do mercado atual, “cresça e apareça”. Então, o autor nacional tem de ser valer de todas as artimanhas para ser lido. Hoje, publicar é fácil, devido as inúmeras plataformas de autopublicação, o difícil é ser lido.

A iniciativa de autopublicar LAGOENA como uma série virtual foi principalmente por eu ser uma autora iniciante e por desejar ir contra a corrente por estratégia. O fato de eu ser uma autora desconhecida comprometeria e muito conseguir espaço numa editora de grande porte, a questão da estratégia foi sair da esfera de desconhecido para conhecido. Ao disponibilizar LAGOENA na internet eu pude contar com apoio dos blogueiros (como foi com o E.L.) para espalhar essa idéia pelo mundo virtual. A série conseguiu conquistar leitores fiéis que acompanham a história até o último episódio, retornando diariamente ao site BookSérie.

Eu corri riscos por tentar essa estratégia, claro que as editoras poderiam se afastar por achar que o livro tivesse perdido o valor comercial, mas não foi isso que aconteceu. Tive contato de algumas editoras querendo publicar o livro nesse período de 2 anos, uma declarou interesse antes mesmo da série ir para o ar, enquanto fazia divulgação pelo Skoob, porém eu teria que desistir da estratégia, preferir continuar a divulgar o livro como série virtual. Recebi o interesse de outras editoras, pequenas, mas com o intuito de valorizar o autor nacional, apresentei o original, foi aprovado, mas resolvi esperar uma melhor oportunidade, pois prezava muito por qualidade editorial além de uma boa capa. O livro chegou a ser aprovado pelo selo Novos Talentos, mas o custo é muito alto para publicar por lá. Depois, para minha grande surpresa tive o contato de uma editora conhecida do mercado, mandei o original como solicitado, mas a troca de administração impediu que Lagoena fosse à frente no processo de avaliação. Então, consegui que o livro passasse pela Draco e sei que o leitor não sairá perdendo com essa parceria.


EL: Dia 31 de outubro é Halloween e o Escolhendo Livros simplesmente A-D-O-R-A essa data. Se você fosse para um baile, qual fantasia escolheria?

Laisa: Escolheria me fantasiar de Helena, a donzela/bailarina morta do clipe do My Chemical Romance.

EL: Você já tem outros projetos em mente além de Lagoena?

Laisa: Tenho sim. Mas estes ainda são segredos.

EL: Não dá para deixar essa passar: Dê uma dica para os nossos leitores que gostariam de escrever um livro de fantasia.

Laisa: A melhor dica que posso dar é: apaixone-se pela literatura fantástica antes de começar a trabalhar com ela. Não a use por causa modinha ou para adquirir “fama” . É capaz de a fantasia achar que isso é traição e irá abandoná-lo. A fantasia é um bicho voraz e indomável, esteja disposto ser usado até lhe custar a sanidade.

Se você for mordido pelo bichinho da fantasia, não sentir o formigamento da imaginação e esse sintoma continuar persistindo, não procure um médico. Vá escrever outro gênero.


EL: Antes de nos despedir, fala para gente aonde podemos comprar Lagoena? Eu vou querer o meu na pré-venda, viu? HAHA!

Laisa: Creio que o maior ponto de venda vai ser a livrarias virtuais. A distribuição vai se concentrar mais no sul e sudeste, mas quem sabe não conseguimos espelhar por todo Brasil? Quem sabe...

Curtiram o papo com a autora? Em breve, mais informações sobre o lançamento de Lagoena!

Buh!



capa // fonte


Sejam bem-vindos a Athelgard, Escolhedores! Feche os olhos e sinta a brisa suave que corre além dos horizontes das Terras Férteis. Seja um elfo ou um homem, seja um mago ou uma Mestra de Sagas nessa terra de oportunidades e mistérios. Não esqueça de dar a mão e entregar-se a seu Herói, pois, às vezes, a fé pode salvá-lo de muitas emboscadas. Se você não souber se defender, é melhor começar a aprender: pois nunca se sabe os perigos que cada passo oferecem. Vamos partir para nossa jornada no Castelo das Águias!

O mapa de Athelgard. // Fonte
A História de O Castelo das Águias se passa no mundo fictício de Athelgard, uma terra que muito se parece com uma ponta de flecha, ou, ao meu ver, uma impressão digital ou mesmo a cabeça do zé-gotinha.
Lá conhecemos Anna, da cidade de Bryke, mais precisamente da Floresta dos Teixos. Tudo começa com a chegada de Anna em Vrindavahn, onde ela irá ser Mestra de Sagas (algo parecido com professora de literatura but with magic) na escola mágica do Castelo das Águias.
O Castelo das Águias é cheio de belezas e mistérios, dentre estes, existem as Águias que deram nome à escola. Elas são mágicas. Isso, cheias de pó de pirlimpimpim. A trama principal do livro envolve elas: pois as águias correm perigo. Anna e os outros professores tem de lutar contra o mal iminente que ameaça as águias. Aí vemos uma boa mensagem ecológica escondida na narrativa.
Essa seria a sua reação ao ver uma das águias.
Não tente negar.
Não, não negue.
Não negue, meu amor. (8)
Ignore.
Anna de Bryke conhece os professores, e entre eles, se destaca Kieran, o Mestre de Magia da Forma e do Pensamento. A jovem Anna se apaixona por aquele que descobre ter sido um antigo Mestre das Águias, da cidade de Scyllix (vocês só vão descobrir esses termos se lerem o livro, não vou falar, humpf!).

O Castelo das Águias se revela um livro incomum e maravilhoso à medida que avançamos na leitura: ele não se prende apenas na história das águias, ou da paixão de Anna por Kieran. Não, existem mensagens e histórias menores dentro - existe um mundo muito maior que Vrindavahn e o Castelo. Ana Lúcia Merege utilizou de sua espetacular maneira de narração para transformar o leitor em seu convidado. 

Nos deparamos com Athelgard de forma precisa, real. Quando a autora descreve as águias, ouvimos seu bater de asas e seu esplendor nos céus da Floresta das Águias. Quando a narração se desbrava com cenas de ação, arrepios envolvem nossa pele e quase desviamos dos golpes dos personagens, e somos envolvidos pelas descrições belas da cidade e cenários diversos. O livro nos absorve e somos engolidos pelo clima, sem nem perceber a mudança.

Ana Lúcia Merege apresenta-nos temas recorrentes à sociedade contemporânea de forma sutil no livro: a diferença entre as sociedades, as relações políticas, a supressão religiosa e até mesmo machismo/feminismo e estupro!

A questão das religiões é minha favorita: em Athelgard, louvam-se o Deus Único e os Heróis (como Deuses Menores, representações do Uno). Anna de Bryke, é, porém, uma índia: suas crenças são diferentes, muito parecidas com as das tribo norte-americanas. Ela é adepta da crença no Grande Espírito, e seguidora do Espírito do Lobo - que é o seu clã, a sua Casa. Se fosse louvar um Herói, porém, ela se sentiria mais à vontade rezando para Loki - que é chamado de "O Esquerdo" (parecido com Satã, o Inimigo). Isso não muito bem-visto: e aqui revela-se mais uma questão social.

É a Estranha no Mundo Novo, que sofre preconceito por ser humana em um lugar onde elfos dominam as profissões de Mestres, por ser mulher, em uma sociedade machista, e por ter suas crenças diferentes. Como isso influencia na história? Anna de Bryke se impõe. Ela não sai queimando sutiãs. Mas se revolta, busca soluções e usa de sua maior artimanha - contar histórias - para suas intrigas.

O Castelo das Águias é genial pela sua dualidade. Algumas pessoas vão ler e ver a história infanto-juvenil encantadora de Anna, Kieran, e das Águias. Outras verão a mesma história - mas também com outras diversas possibilidades e rumos que os personagens e enredos paralelos podem tomar. Athelgard é magnífico, e convido todos a fazerem parte desse lugar.




Cá estamos nós com mais um Escolhendo Livros do Jeito Que Você Não Deve, dessa vez, apresentando um batalha de ideias super amigável (e bizarra) entre os escolhedores Natan e Trinta. Como já deu para perceber, ainda estamos criando a identidade visual da coluna - Sabe como é que é, o Escolhendo Livros vai se construindo a passos de tartaruga perneta - mas pode ter certeza que uma hora a gente chega lá. Preparados para essa terceira edição da coluna? Façam suas apostas!


Relembrando...

Escolhendo Livros do Jeito Que Você Não Deve funciona assim: Cada um dos dois (Dessa vez, a dupla Trinta e Natan) escolhe um livro que leu, mas sabe que o outro não leu (e nem faz ideia do que se trata). Trocamos as capas dos livros e, só com ela, tentamos adivinhar a sinopse. Depois de um monte de achismos cômicos (porque é claro que vai ser assim), cada um escreve sobre o real conteúdo do livro que escolheu.
Livro que a Trinta escolheu pro Natan adivinhar:
                                                 

Pela capa, o Natan acha que a sinopse do livro é...
Luiza é a aluna mais aplicada do mais popular colégio de sua cidade. Quando o diretor Afonso, sabido da capacidade intelectual da garota, a convida para participar do Congresso Mundial de Química, Luiza sente que esta seria a oportunidade perfeita para colocar em prática o seu mais novo experimento, fruto de uma vida inteira de pesquisa e dedicação: o derretimento dos sólidos. O que Luiza não esperava é que Marina, sua rival, adicionasse um elemento misterioso à fórmula de Luiza que fazia com que os sentimentos sólidos também se derretessem. No momento em que Luiza percebe que o sólido amor de seu namorado por ela começava a derreter e desaparecer, uma emocionante história de amor, superação e luta contra o tempo começa a tomar lugar, e Luiza precisa se decidir entre reconquistar seu grande amor ou garantir seu sucesso como jovem cientista.
Trinta falando sobre o que realmente é o livro:
Awwwwwwwwn! Gente, essa sinopse ficou a coisa mais lindinha da face da terra! E olha que transformar química em uma coisa adorável não é a coisa mais fácil não, viu. Sem contar que eu senti um discurso feminista escondido nessa sinopse que poderia muito bem dar margem para aquela velha discussão das mulheres divididas entre a vida pessoal e a profissional. Mas sinto-lhe dizer, meu amigo Natanneke, que a sua viagem literária nem tocou na real trama concebida por Rafael Gomes. Na verdade, Tudo que é Sólido Pode Derreter conta as peripécias de Thereza e seus amigos no terreno impreciso que é a adolescência, se utilizando de uma narrativa  no estilo crônica juvenil para dar um pouco mais de intimidade ao assunto.
Porém, contudo, todavia, a história não é apenas mais uma continho teen. O autor mistura clássicos da literatura com os dramas rotineiros da personagem principal, dando uma nova coloração para aquelas velhas histórias que todos nós já ouvimos na aula de Literatura. Tudo Que é Sólido Pode Derreter busca dar um tom realista para o universo de ficção clássico, o que pode ajudar muitos estudantes de ensino médio a se atrairem um pouco mais pela matéria. Para quem ficar interessado, o livro foi desenvolvido a partir de um seriado de 2009 feito pela TV Cultura em parceria com a Ioiô Filmes, estrelando Mayara Constantino como Thereza.  

Livro que o Natan escolheu para o Trinta adivinhar:

Pela capa, a Laísa acha que a sinopse do livro é...
Dizem que o dinheiro é o maior inimigo das relações humanas, destruindo famílias, amizades e, às vezes, até o amor. Baseado nessa crença, um pequeno aglomerado de vilarejos no interior de Minas Gerais decidiu se separar do Estado Federativo Brasileiro para formar Communis, um condado escondido dentro das escavações abandonadas do séc. XVII. Para que os vilarejos internos de Ursa Maior, Coroa Boreal e Andrómeda possam realizar o escambo de suprimentos, os representantes das linhas ferroviárias de cada cidade se reúnem toda 15h15 da tarde na estação principal de Coroa Boreal com o intuito de formalizar os melhores acordos para a sobrevivência da comunidade.

No décimo aniversário da criação de Communis, o maquinista oficial de Coroa Boreal Carlos Maxiano é solicitado para uma missão fora de rotina. A ardilosa maquinista da Ursa Maior Joana Loquéria fugiu com o trem da cidade e ninguém sabe de seu paradeiro. Carlos deve sair em busca da ladra, viajando pelos trilhos inexplorados das escavações até que ambos os destinos entrem em uma interseção. A autora Cristine Baptista revoluciona o universo da ficção sócio-política com uma obra transcendental que mistura sociologia, suspense e um punhado cuidadoso de fantasia. Afinal, o que há nas profundezas das cavernas?
Natan falando sobre o que realmente é o livro:
"Aglomerado de vilarejos no interior de Minas Gerais" - parei de ler aí. Brinks, não parei, mas também não tem nada a ver com o parangolé esse negócio de vila e estação principal e Communis e esses tóxicos pesados todos. À Procura do Encontro é um livro que eu li na oitava série e devo ter relido umas seis vezes, sem exagero - tanto pelo fato de que o livro é curtinho quanto porque foi muito significativo pra mim, na época. O livro conta a história de um garoto, adolescente, que está começando a descobrir sua sexualidade. Ele se encontra naqueles dilemas tradicionais de quem passa por essa experiência, como a preferência por gostar de bonecas e não de carrinhos, por querer estar mais próximo das meninas do que dos meninos, por não se interessar tanto por futebol e por aí vai. E o encontro a que se refere o título da obra é o encontro consigo mesmo; a autoidentificação. Apenas; sem nenhum suspense, nenhuma fantasia e nenhuma caverna profunda.

Você compraria um livro com as nossas sinopses? Pode ser sincero, nós não mordemos! Senão, como seriam as suas sinopses? Um beijo pros fãs e até a próxima!