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Bom dia, gente linda!

Depois de anos mil, voltei, como sempre faço; espero todo mundo me esquecer e depois volto com um texto lindo e revolucionário que não muda nada na vida de ninguém e é mais ou menos sobre isso que eu vim falar hoje. Antes, gostaria de apresentar a nova ~seção~ do blog, que é esta, que eu inauguro agora. Geralmente, no Paralela Mente (odeio quando rima) eu falo de coisas que não têm muito a ver com nada, mas hoje o negócio é estritamente literário, por isso julguei necessário vir a este espaço reservado porque não sou obrigado. Digo, ainda, que o texto hoje é um pouco sério, longo e talvez possa destoar um pouco do tom jocoso que eu geralmente uso nas minhas postagens, mas não se preocupem: ainda sou eu. Vambora?



Este texto começou a ser escrito na minha cabeça dentro do ônibus, no caminho de volta pra casa, agora, às onze e poucos – e é esse o motivo de eu estar escrevendo ao adiantado da hora; se eu deixasse pra amanhã as coisas se esfriariam na minha cabeça e talvez não saíssem da forma como as concebi quando comecei a fertilizar todas essas indagações que eu vou propor aqui agora (comecei a escrever isso ontem à noite, gente, relevem os dêiticos, hehe). Além disso, não, pera, não tem além disso. Ah, sim. O título. Fiquei um bom tempo pensando num título justo pra esta postagem, mas a única coisa que me veio à cabeça foi isso. “Mas pera aí”.

No curso de Letras, o qual eu estudo, feliz ou infelizmente existem matérias das quais não se pode escapar. Embora eu, do alto da minha coroa de plástico, me intitule um escritor, confesso que nunca fui muito chegado a Literatura, com letra maiúscula, aquela que vale muito e é discutida nos círculos intelectuais; esse negócio de ler os clássicos, Dom Casmurro, Dom Quixote, Memórias Póstumas, Saramago e outros tantos que fazem parte do cânone da Literatura latino-americana, brasileira, portuguesa, lusófona ou whatsoever sempre me remeteu a uma frase dita por Aline Dorel, personagem do Terça Insana, que é praticamente um life motto: “Deixe-me ser burra! Ser intelectual dói!”. Assim sendo, não é de se surpreender que eu não tenha lido Dom Casmurro, ou Memórias Póstumas, ou Grande Sertão, ou Iracema e uma longa, longa lista. E, para a minhasurpresa, isso gera reações como: “Minha nossa! Você é aluno de Letras e não leu Dom Casmurro?! Até eu já li!”.

Gente?
...

Não li e, francamente, não tenho a intenção de ler, a não ser que isso seja cobrado em alguma prova e eu não tenha escolha né, aí é outra história. Mas aonde quero chegar com isso é: no curso de Letras, tive (ainda tenho) o privilégio de conhecer professores ma-ra-vi-lhosos, especialmente Bruno, Carlos e Luciana – faço questão de citar os nomes –, que me fizeram enxergar as coisas por um outro viés, e isso se deu por um segundo motivo que me afasta da Literatura com L maiúsculo: eu não tenho muita paciência pra poesia. Melhor: eu não tenho sensibilidade poética; não consigo ler as entrelinhas; não consigo traduzir as imagens. Quer ver só? Eugénio de Andrade, poeta português, escreveu isto:

Colhe todo o oiro

Colhe
todo o oiro do dia
na haste mais alta
da melancolia.

Colhe todo o oiro do dia na haste mais alta da melancolia. Quatro versos, uma sentença e, essencialmente, uma mensagem: encontre proveito mesmo nos momentos de tristeza. Não fosse a belíssima elucidação do Dr. Carlos, eu poderia passar o resto da noite relendo o poema que, provavelmente, não chegaria a essa conclusão. Segundo ele, era essa a onda do Eugénio: dizer muito usando pouco. Daí eu penso: nossa, bem pensado, né? Ouro, haste mais alta da melancolia... Bacana, mas

O QUE É QUE ISSO MUDA NA MINHA VIDA?

Eu não sei se isso é pensamento geral, mas tem-se como verdade (quase?) absoluta entre meus queridos professores que a boa literatura é aquela que muda, que cinde, que bate na cara, que te transforma de algum modo, que te faz enxergar o mundo com outros olhos, que te torna crítico e que faz inúmeras outras coisas por você. Isso é tido como boa literatura. Se você sai de um livro do mesmo jeito que entrou, então ou o livro não é bom ou você é um leitor medíocre. Se não me falha a memória, essa ideia começou em literatura em Língua Portuguesa, pelo menos, com os modernistas de Portugal, que ficavam indignados ao verem as pessoas indo assistir a musicais da Broadway enquanto o mundo jorrava sangue judeu e Francisco Franco tocava o terror na Espanha. Daí vem José Gomes Ferreira com todo seu ódio no poema XL (quarenta) e mete o pau nas formas de expressão artística sem engajamento social.

Mas pera aí

Quer dizer então que se a Literatura não for lifechanging, ela não tem valor?, não é boa?

Vou usar outros exemplos pra aproximar as coisas. Seja eu o exemplo. Sou professor de Inglês, ok. Na minha turma, e até dentro do curso de Letras, sou o “sabidão”. Daí eu penso: “sou f*da demais, por favor”. Por outro lado, onde trabalho existem pelo menos três ou quatro que sabem trinta vezes mais Inglês do que eu. Daí eu penso: “aff, não sei nada, velho”. Mas o fato de eu saber menos do que outros necessariamente quer dizer que eu sou inferior ou pior?, ou que eles são melhores professores do que eu? Pelo fato de existirem autores que escreveram histórias que mudaram o rumo da Literatura, os que não escreveram histórias tão importantes ou impactantes são “piores”? Shakespeare, que foi praticamente Deus na Literatura ocidental, escreveu Romeu e Julieta, talvez a maior tragédia de amor da história da humanidade, exagerando um pouco (muito); por esse motivo ele é melhor do que Nicholas Sparks, que escreveu romances que terminaram da mesma forma (ou melhor: escreveu romances que terminaram da mesma forma)?, ou, como se diz mais comumente, Nicholas é pior do que ele? Ou, ainda: Nicholas é ruim? Vejam bem: nessa comparação, não estou me referindo a forma: estou falando do conteúdo. É certo que Literatura tem que ser vista pelos dois lados, forma e conteúdo, e eu sei que Shakespeare sabia jogar com as palavras como muito poucos. Aquela frase "A horse, a horse, my kingdom for a horse!" (da peça Ricardo III), por exemplo, é de arrepiar, mas e o conteúdo? Comparando storylines, ele não escreveu, em Romeu e Julieta, nada muito diferente do que o Sparks escreveu em todos seus romances; só há alguns séculos e contextos culturais de diferença.

O que é que determina se uma história é boa ou ruim, afinal?

Geoffrey Chaucer, conhecem? Praticamente o pai da literatura inglesa; o primeiro escritor a usar o Inglês como língua de produção artística em vez de Latim, Francês ou Grego. “Os Contos da Cantuária”, por exemplo, são um registro histórico preciosíssimo sobre os tempos da Idade Média, mas, pelo menos eu, quando li o conto da Prioresa, o conto da Freira, o conto da Wife of Bath, textos que constituem os cantos da Cantuária, fiquei tipo:

Who cares?
Ok, tem lá sua relevância histórico-cultural, mas, pra mim, não mudou nada. Terminei de ler exatamente como comecei, então posso dizer que o Chaucer é ruim? Ou eu sou um leitor medíocre? Da mesma forma, posso dizer que aquela menina que chora litros quando o mocinho ou a mocinha morre no romance é uma babaca? Também posso dizer que a quarentona que a-do-rou 50 Tons de Cinza é uma mal comida e não sabe o que é Literatura? Devo entregar a ela um Machado ou um machado pra ela se matar? Shakespeare escreveu sobre bruxas em Macbeth, mas JK Rolling escreveu sobre bruxos em Harry Potter e os intelectuais da Literatura dizem que a saga que conquistou milhões e vendeu mais de um bilhão de exemplares é uma bela porcaria. Mas por quê?

Outro exemplo, agora na música. Vejamos o sertanejo universitário, muito em voga ultimamente. Letras com ambiguidades de criatividade duvidosa, rimas pobres, ritmo grudento, métrica manjada e arranjos semiprontos. Michel Teló. Gusttavo Lima. Todas as duplas sertanejas que possam existir. Do outro lado temos Mozart, Beatles, Radiohead, Björk, Chico Buarque, Maria Bethânia. E aí? Quem é bom e quem é ruim? Adoro Björk, mas tenho pavor a música sertaneja, assim como não me simpatizo nem um pouco com MPB. Quão inculto sou eu? Quão inculta é a menina que está na balada curtindo um Ai Se Eu te Pego? Talvez ela não seja inculta, assim como eu não sou, e isso se dá por um motivo muito simples: eu não sou público alvo do Michel Teló, assim como ela não deve ser público alvo do Mozart. Por que é que eu vou fazer juízo de valor sobre algo que não foi feito pra mim? Os Cantos da Cantuária não foram feitos pra mim, assim como 50 Tons de Cinza não foi feito pra ativistas feministas. Mas isso define o que é bom o que é ruim?

E ainda que partíssemos, agora, para a parte da forma: ora, eu sei regência verbal e nominal, sei manter a concordância em frases longas com a sintaxe totalmente invertida, sei muito bem onde e quando colocar vírgula, ponto, ponto e vírgula e ponto final, faço uns trocadilhos até interessantes e crio uns diálogos que julgo muito bons. Mas escrevo o quê? Literatura gay. Por mais que eu confie na minha escrita, quem pode/deve/vai avaliar com justiça se eu sou bom ou não? Um leitor de Dan Brown?

Já que é assim, o é um bom livro, afinal?

Pra mim, o bom livro é o livro que te serve pra alguma coisa. Camões escreveu 8816 versos decassílabos heroicos com rimas ABABCC em “Os Lusíadas”. Sabe o que é isso? Olha só:

E|ter|nos| mo|ra|do|res| do| lu|zente (A)
Es|te||fe|ro| |lo, e| cla|ro as|sento, (B)
Se| do| gran|de| va|lor| da| for|te| gente (A)
De| Lu|so| não| per|deis| o| pen|sa|mento, (B)
De|veis| de| ter| sa|bi|do| cla|ra|mente, (A)
Co|mo é| dos| fa|dos| gra|ndes| cer|to in|tento, (B)
Que| por| e|la| se es|que|çam| os| hu|manos (C)
De As||rios|, Per|sas|, Gre|gos| e| Romanos, (C)

A segunda/terceira/quarta + a sexta + a décima sílaba poética são tônicas e os versos AA, BB e CC rimam. Todas as 8816 linhas da epopeia são assim. Imagine quanto tempo levou pra construir isso. Camões o fez. Além, é claro, de ter descrito as mulheres mais lindas do mundo em seus sonetos de amor. Mas a viagem de Vasco da Gama me serviu pra quê? As mulheres loiras e brancas feito a luz me serviram pra quê? Absolutamente nada. A maestria do poeta justifica a bondade da obra? Desculpa, mas, pra mim, não. É, lindo, é sim, mas pra mim não teve nenhum propósito. Por outro lado, tem um livro desses de banca de jornal com nome de mulher (os quais eu defendo até a morte que todos deveriam ler) que me custou R$2 e foi uma das histórias mais legais que eu já li na vida, pena que eu não lembro o nome.

Esse mesmo professor Carlos uma vez disse: a Literatura não serve pra nada, e é por isso que ela serve pra tudo. Com esse sabor de mistério, retiro-me para as sombras e deixo a pergunta: pra você, o que é boa Literatura, afinal? Tenham todos um lindo dia e até a próxima (serei menos sério na próxima, prometo). Beijo.




Estamos em guerra, Escolhedores de Livros! Levantem os estandartes, preparem os escudos, as lanças e/ou as espadas. Façam as suas melhores expressões de maldade, lustrem as armaduras. Mas muito cuidado! Há boatos de que, um dia, ao ser atingido por uma bala de canhão, um visconde acabou sendo partido ao meio - e, estranhamente, sobreviveu, tendo uma vida assombrada desde então. Hoje iremos ser dúbios, analisaremos o bem e o mau separadamente, adaptaremos nossos pontos de vistas, seremos separatistas. Agarrem-se bem às suas metades e segurem-se firmes a elas: não corram o risco de serem partidos ao meio! Ninguém sabe o que pode acontecer caso você seja dividido, e o risco de morrer é enorme.


Quando pensamos em fantasia, é quase que certo (pelo menos no meu caso) que venham em nossas mentes livros como "O Senhor dos Aneis", "As Crônicas de Nárnia", "Guerra dos Tronos" ou "Harry Potter": sempre aquela coisa que envolve a magia, grandes mundos, guerras gloriosas. Tudo é gigantesco, tudo é exagerado, de certa forma. Mas, fantasia é apenas a fuga de uma realidade. Uma forma de escapismo, ouso dizer. A prova me foi dada quando me indicaram o autor ítalo-cubano(é isso mesmo? Tô certo?) Italo Calvino.

Italo apresenta nesse livro (e em muitos outros) uma fantasia diferente, simples. A magia está lá, os mistérios e cenários inventados, também. Porém, não é tão grande quanto uma Terra-Média ou País das Maravilhas. Isso não deixa a história menos interessante, no entanto. Não nos focamos, ao ler Italo Calvino, nas paisagens, ou mesmo na questão de magia e mistérios: apenas a história é o que nos interessa. E ela é tão boa, mas tão boa, que perdemos até uma noção de realidade; mergulhamos no romance de uma vez e não queremos sair.

O Visconde Partido Ao Meio conta a história do Visconde (Ó, quanta surpresa, Julio!) Medardo Di Terrabalda (o nome não é dos mais bonitos, eu sei), que, ao ir para a guerra contra os turcos, é partido ao meio por uma bala de canhão. Os médicos, porém, conseguem resgatar uma de suas metades, e, pasmem, fazer com que sobreviva! Aí é que começa realmente a verdadeira síntese: volta para casa um Medardo totalmente diferente, cruel, frio, solitário. Ele gosta de torturar, matar, prender os inocentes e, também, num bizarro ritual, partir tudo o que vê ao meio com sua espada. Cogumelos, polvos, árvores e todas as coisas imagináveis. Diz que viver como inteiro era o Caos, e, apenas sendo metade, vê as coisas de forma sólida e real. O seu meio-sorriso espanta a todos em Terrabalda, também no Prado Do Cogumelo, a Terra dos Leprosos, e também Col Gerbido, lar de refugiados. A fama de Medardo alcança os confins de todo o país.

Eis que surge, então, tão misteriosamente quanto o primeiro, a Outra Metade. O Bom, como é chamado pelo povo. Espalhando atos gentis e de cura para todos. Aquilo dá um caos imenso em todo o lugar: como uma rotina, o que é destruído irá ser consertado, para, então, mais uma vez, ser destruído de novo. E o pensamento que perturba todos é: como é possível ser apenas metade?

O livro é um tanto quanto filosófico, de forma visceral, porém, indireta. Nada se dá de forma tão precisa, e temos que observar os pensamentos e reflexões de forma dúvida, como se estivéssemos separando o joio do trigo. Italo Calvino brinca com a narração, alternando entre primeira e terceira pessoa de forma genial. Não há mais o que falar além de: não percam a oportunidade de lê-lo.

 
Por mais jovem que eu ainda seja, a vida já me pregou algumas peças colossais; artimanhas maldosas que, honestamente, não sei até hoje como consegui superar. Quando recebi pelo correio Perspicácia, enviado para mim pelo próprio autor Marco Antonio Rodrigues, acabei me sentindo um pouco nostálgico quanto a essas dores do passado. Não esperava que fosse encontrar uma obra tão completa sobre as diversas fases da vida. Mas como nunca fui de abandonar o barco por causa de previsão de tempo, larguei de manha e me prestei a ler pelo menos um texto por dia, em uma espécie de maratona perspicaz. E hoje, posso dizer que cheguei na linha de chegada com o orgulho de um vencedor.


O livro é composto por uma seleção de crônicas inteligentes e divertidas, abordando assuntos recorrentes no nosso dia-a-dia como a insatisfação inconstante do homem, as escolhas que somos submetidos, o companheirismo dos cães, o amor das mães e até o dom de envelhecer o corpo sem corroer a alma. Cada texto nos entrega uma reflexão diferente, sempre finalizando com uma palavra-chave que resume exatamente a ideia da crônica: "Aceite-se", "Aventure-se". "Usufrua." Pessoalmente, me deliciei bastante com o estilo de escrita do autor, sempre tendo insights interessantes sobre o mundo ao nosso redor. Acredito que Perspicácia carregue uma parcela de pessoalidade bem grande - Como se na verdade suas crônicas fossem pedaços de uma narrativa alinear da história de Marco Antonio Rodrigues. Não é à toa que dizem que uma obra de arte é, nada mais nada menos, o retrato de um artista. 
 
"Todos, sem exceção, estamos fadados a crescer. E,  mesmo que você não queira, terá que se despedir da infância, depois da adolescência. Mais adiante, a juventude acenará com a mãozinha dando tchau e lhe apresentará a maturidade que anda de mãos dadas com a velhice, a qual, por sua vez denota o término"
                                                                                       (Texto "Embarque e Desembarque", pág. 65) 
 

 O trecho acima faz parte da minha crônica favorita do livro, Embarque e Desembarque. Nela, o autor compara a vida a uma viagem de ônibus, onde as pessoas desembarcam nos bairros da adolescência, da juventude, da maturidade e da velhice até chegar a linha final. Curiosamente, os questionamentos dos passageiros dentro da condução se assemelham aqueles que fazemos constantemente a nós mesmos, dúvidas que mordem nossa sanidade todo dia e permanecem sem respostas até a morte. Para não dar mais detalhes, adianto que o final soltou um sorriso do meu rosto tão espontâneo que eu tenho certeza que foi um dos motivos do livro me ganhar de imediato.
 
Autoavaliar-se com honestidade ainda é tarefa difícil para muitos, mas analisar o outro é comum, fácil e, em alguns casos, até um hábito pernicioso. Por que então não extrair algo positivo dessa conduta equivocada? Por que não aquilatar-me, avaliando com honestidade a conduta das pessoas com quem tenho estreita convivência, a energia dos ambientes que frequento. Eles refletem meus gostos, minha personalidade, o que me atrai. É como se eu estivesse analisando a mim mesmo.

 
(Texto "Afinidades", pág.135)
 
Como se me enviar o livro não fosse o suficiente, fecho esse post mostrando um pouquinho do carinho do autor com seus leitores. Olha só que legal o autógrafo que ele fez para mim:

 
 
Veja também o Book Trailer de Perspicácia!
 

                                                                                                                     


Leitores do meu coração, nós do Escolhendo Livros fomos convidados pela Thalita do blog Fantasiando com os Livros para conceder uma pequena coletiva de imprensa exclusiva. E como encontramos uma brecha na nossa agendinha, decidimos aceitar esta proposta tão acalentadora.
Ok, gente, é só mais uma tag fun-fun-fun pro EL participar, ok? A gente é desocupado mesmo. ):

Regras:
1. Escrever 11 coisas aleatórias sobre mim.  
2. Falar de quem recebeu. 
3. Responder as 11 perguntas enviadas e repassar outras 11 perguntas. 
4. Avisar os blogs "tagueados". 
5. Não enviar a TAG de volta.

Para não deixar o nosso post enorme demais (Somos uma equipe de quatro membros, né?), decidimos pular o primeiro item e partir direto para as perguntas. :D

As perguntas enviadas para nós foram:

1. Com que idade você começou a se interessar por leitura? 
Trinta: Se contar gibi como leitura, seis anos. Mais com oito eu já me lembro de ler alguns livros com mais de 100 páginas...
Patrícia: Seis? Provavelmente Seis.
Natan: Quatorze anos.
Julio: Pelos cinco, quando aprendi a ler.
Laísa: Talvez 9, 10 anos mas tive fases anteriores.

2. Qual o seu personagem de livro preferido? 
Trinta: Mudo constantemente... O último que não sai da minha cabeça é o Lawrence de O Mundo Pós-Aniversário. Já citei ele por aqui.
Patrícia: Não sei, muitos personagens mesmo. Jude Fawley em Judas O obscuro, provavelmente.
Natan: Modéstia à parte, um personagem que eu mesmo criei, do meu segundo livro.
Julio: Bilbo.
Laísa: Aslan. 

3. Na sua opinião, qual é o livro que TODAS as pessoas do mundo deveriam ler? 
Trinta: Precisamos Falar Sobre o Kevin. Eu pago pau demais pra Lionel Shriver pra não citar ele. E honestamente, é o tipo de romance que todo mundo precisa ter uma opinião sobre.
Patrícia: Harry Potter, sim eu sempre vou ter doze anos mentalmente e achar que esse é o livro da vida de todo mundo.
Natan: Aqueles livros de banca de jornal com nome de mulher (Trinta seconds that).
Julio: A Menina que Roubava Livros.
Laísa: A Descoberta do Mundo - Clarice Lispector.

4. Qual é o seu lugar preferido para ler? 
 Trinta: Cama. Adoro uma preguiça.
Patrícia:
 Em frente a uma lareira com uma árvore de natal do lado? sentado do lado de uma janela com chuva? meu ponto é: sempre pode ter um lugar melhor pra ler do que o lugar onde você se encontra, o livro bom é aquele que você lê independente do lugar. 
Natan: 
Minha cama.
Julio: Cama.
Laisa: Rede

5. Que lugar fictício de livro você gostaria de conhecer?
Trinta: Hogwarts. Mais precisamente o Salão Comunal da Corvinal!
Patrícia: Hogwarts.
Natan: Hogwarts.
Julio: Terra Média.
Laísa: Nárnia. 
 6. Você prefere ler o livro antes do filme ou o contrário?
 Trinta: Gosto de ler o material original primeiro (Seja ele o livro ou o filme). Porém, não é sempre que estou com força de espírito pra seguir isso ao pé da letra, né? xD
Patrícia: Se o livro parecer interessante, livro antes do filme. Se o livro não parecer, filme antes e aí quem sabe dar uma chance pro livro (quem sabe).

Natan: O Contrário.
Julio: Ler antes.
Laísa: Tanto faz.
7. Por qual personagem de livro você é apaixonado (a)?
Trinta: Lawrence, de O Mundo Pós-Aniversário, Heathcliff de O Morro dos Ventos Uivantes e Luna Lovegood, Harry Potter.
Patrícia:  Não sei, mas eu tenho uma coisa meio maternal com a Molly Moon, do tipo que eu quero adotar ela, eu sempre quis mesmo quando a gente tinha a mesma idade.
Natan: O mesmo da resposta 2 HAHA
Julio: Robert Langdon.
Laísa: Não me apaixonei por nenhum ainda rs
8.  Quem é o seu(ua) autor(a) favorito(a)?
Trinta: Lionel Shriver, JK Rowling e John Green.
Patrícia:  Douglas Adams e J.K. Rowling, empatados em categorias diferentes. Thomas Hardy por causa de um livro.
Natan: Stella Carr (RIP)
Julio: Tolkien.
Laísa: Só pode um? Tolkien.
9. Você julga o livro pela capa?
Trinta: Depende do dia, hora, estado de humor e nível de fome. Mas sinceramente? Julgo sim. Mas leio mesmo que o livro tenha uma capa bizarra (Livro com a capa feia chama atenção!).
Patrícia: Julgo a editora que faz a capa, não o livro. Capa ruim não me impede de continuar a história, capa boa me faz pegar um livro que eu talvez ignorasse.
Natan: Às vezes né.
Julio: Sempre. Embora acredito que mais pelo título.
Laísa: Dificilmente.
10. Que personagem de livro você gostaria de ser?
Trinta: Suzanna, A Mediadora. :3
Patrícia: Não sei, eu teria que pensar, posso voltar nisso depois?
Natan: Nunca pensei a respeito, eu acho...
Julio: Que personagem de livro você gostaria de ser?
Laísa: Galadriel, que ousadia hehe.
11. Qual o melhor livro que você já leu?
Trinta: Precisamos Falar Sobre o Kevin.
Patrícia: Impossível responder sem ter que voltar aqui pra editar toda semana (e o que eu faço se em 10 anos eu perder a senha?)
Natan: "À Procura do Encontro", de Cristine Baptista.
Julio: Qual o melhor livro que você já leu?
Laísa: Melhor livro? Falar só de um seria egoísmo. Voto na Trilogia O Senhor dos Anéis.

Nossas perguntas:

1) Se você fizesse parte de um livro, seria vilão, mocinho ou do elenco de apoio?
2) Qual autor famoso simplesmente nunca te convenceu?
3) Qual o seu maior sonho literário?
4) Você gosta de trocar livros?
5) Você compraria um livro usado? Se não, por quê?
6) Que livro você acha superestimado?
7) Alguém já te fez ler um livro que você nunca pensou que iria ler? Se sim, você gostou?
8) Para você, marcar livro com uma dobra na página é pecado ou necessidade?
9) Tem algum personagem de livro que já te tirou do sério?
10) Você já desejou não ter lido um livro? Se sim, qual?
11) Tem alguma mania de leitor?

Blogs Tagueados:

1) Babi Dewet
2) Epílogos e Finais
3) Escrev'Arte.

4) Fun's Hunter
5) Introducing You a Book
6) Babi Lorentz
7)  Livros & Bolinhos

Até a próxima, pessoal!
E então, Patrícia, o que você cresceu ouvindo que não era pra fazer mesmo? Ah é, não julgar o livro pela capa. E o que você faz? Você cria um quadro no seu site de livros só pra fazer isso.

Funciona assim: Cada um dos dois (Patrícia e Trinta) escolhe um livro que leu, mas sabe que o outro não leu (e nem faz ideia do que se trata). Trocamos as capas dos livros e, só com ela, tentamos adivinhar a sinopse. Depois do monte de achismos cômicos (porque é claro que vai ser), cada um escreve sobre o real conteúdo do livro que escolheu.

Livro que a Patrícia escolheu pro Trinta adivinhar:



Pela capa, o Trinta acha que a sinopse do livro é...
"Para receber o seu diploma de Literatura Inglesa na faculdade comunitária de Arizona Hills, Farah Denver precisa entregar um projeto de monografia o mais rápido possível. Apesar da ajuda de suas amigas Tracy e Lianne, Farah sempre acaba tendo ideias mirabolantes demais para cair nas graças de seu instrutor ranzinza, Mr.Wrinkles, um professor conservador que só aceita projetos com influências neoclassicistas. Mas é quando Farah sai de noite para uma breve caminhada que ela descobre na vitrine de uma doceria os cupcakes de morango que mudariam seu futuro. Para muitos (ou todos) aquilo não fazia nenhum sentido, mas para Farah, Morantologiaseria um novo conceito de estudo para a arte de estudar morangos e sua produção em massa para suprir o novo mercado de cupcakes hipsters. Será que nossa querida protagonista irá conseguir convencer a bancada de seus ideais... frutíferos?"
Patrícia falando sobre o que realmente é o livro:
Ideais frutíferos. Tá ai, por que não? Tanto livro de romance café com leite sendo escrito todos os dias, por que não um livro sobre ir estudar morangos do nada só pra passar num tcc? Aprovo altamente a utilidade dessa história no mercado atual que só sabe falar de cupcake, mas não sabe falar dos ingredientes que vão nele. (Tá achando que morango nasce em árvore?)

Quem aprovaria também é a jornalista feminista britânica Caitlin Moran, que certamente curte um cupcake (ou talvez doze). Ela de fato escreveu Moranthology, que não é sobre morangos, nem é um livro de ficção. (Mas deve ter algo sobre alguém chamado Mr.Wrinkles, isso eu não descarto em nenhum livro)

 Moranthology é uma compilação de artigos escritos por Moran no jornal britânico The Times ao longo de vários anos (ela incrivelmente escreve desde os 13, publicada). Os temas são: todos os assuntos possíveis. Tv, livros, cultura, filmes, feminismo, política, sua vida pessoal (dentre outras coisas, como foi crescer em uma família muito pobre vivendo de benefícios no conservador governo da Thatcher) e a vida de pessoas públicas (ela faz várias entrevistas, todas escritas de uma forma muito descritiva, calorosa, entusiasmada e poética como se fosse, de fato, um livro por si só).

A constante em todos os artigos são sempre as ideias feministas e o senso de humor, e o senso de humor de novo (porque é tanto humor que ocupa duas tags de descrição). É humor do tipo que se você pega, boa sorte. Porque eu, por exemplo, parava no meio do livro a cada meia hora porque meu maxilar doía e precisava repousar. Eu queria um Moranthology pra carregar por aí como um kit de primeiros socorros. Eu cheguei ao ponto de desejar muito uma assinatura online do The times, só pra poder ler os possíveis um milhão de artigos que ela já escreveu (Moran escreve por volta de um artigo por semana, desde 92. Façam as contas se você for o tipo de pessoa que liga).

Se assinar o jornal não é possível (cancelamentos são por telefone, e estranhamente meu bônus da vivo não cobre ligação pro Reino Unido), Moranthology surgiu pra salvar minha vida! (Não, mas quase)

Recomendo também o outro livro que ela escreveu, sobre feminismo, chamado How to be a woman (Como Ser Mulher - Um Divertido Manifesto Feminista, publicado no Brasil pela Editora Paralela). Se você sabe inglês, leia em inglês. Tenho minhas dúvidas se é um senso de humor que traduz bem, mas se não sabe, leia em português mesmo. Especialmente recomendado se você acha que o feminismo podia ser mais legal - amiga, não fica mais legal do que isso, pelo menos que eu saiba. Mais legal só se o livro viesse com um bolo atachado (de morango, talvez?).

Livro que o Trinta escolheu pra Patrícia adivinhar:

 Pela capa, a Patrícia acha que a sinopse do livro é...
O livro é um whodoneit! “Bee Belawa é uma detetive obrigada a se afastar do posto por estar com transtorno de estresse pós-traumático após um sequestro horrível que sofreu durante a resolução de um crime. Aconselhada a procurar outra ocupação, algo zen e sem estresse, Bee sente que perdeu a sua verdadeira função no mundo, até o dia em que se depara com um antigo livro de cultura de abelhas e produção de mel que pertencia a sua mãe (que a chamava de Abelinha quando Bee era criança). No começo, Bee percebe que possui um novo talento e simplesmente decide abrir uma loja natural de produtos de mel, mas ao progredir nas páginas do livro percebe que este é muito mais do que apenas um guia para fazer pão de mel... e sim um segredo de família. Bee descobre que abelhas são muito mais inteligentes do que ela imagina, e a detetive dentro de si começa a se manifestar novamente utilizando as abelhas para... resolver crimes! Afinal, quem melhor do que uma abelha para espiar o mundo do crime sem ser notada?”

Trinta falando sobre o que realmente é o livro:
Ok, Patrícia, parabéns. Você acaba de conseguir fazer a história original de Chris Cleave soar menos atrativa em comparação com esta relíquia que você criou em um parágrafo! Como não existe um whodoneit assim no mundo editorial? Primeiro que a história de uma detetive aposentada que vira dona de uma loja de mel e redinhas de capturar abelhas (Quero dizer, eu sou meio acéfalo quanto a equipamentos de abelhas) pre-ci-saser contada. Segundo que eu quero saber como as abelhas podem resolver casos. Talvez o termo “pessoa abelhuda” ganhe mais sentido depois de uma zapeada por esta versão alternativa de Pequena Abelha.

Mas se você quer saber, minha amiga escolhedora, a ideia de Chris Cleave ao pensar em uma capa para Little Bee sempre foi criar este mistério em torno do enredo. A sinopse disponível na contra-capa do romance propositalmente não fala nada sobre sua trama, obrigando o leitor a ler o livro sem nenhum preconceito ou expectativa. Na verdade, Pequena Abelha fala sobre duas mulheres  que tem suas vidas entrelaçadas: Sarah, uma jornalista britânica bem-sucedida e a Pequena Abelha, uma garota nigeriana que fugiu de seu país a procura de asilo político na Inglaterra. E como sou boa gente, pode ter certeza que não vou contar mais do que isso. Nunca li um livro tão amargo quanto Little Bee, principalmente por se tratar de uma crítica sócio-econômica tão interessante.

Em breve, mais livros na sessão Escolhendo Livros do jeito que você não deve!




 O The Elephant house, um café/restaurante confortável em Edimburgo, na Escócia, com suas paredes vermelhas e mobília com a temática de elefantes de madeira, tem uma história que todo fã dos livros mágicos da série Harry Potter conhece ou precisa conhecer.


 Foi lá que Jo Rowling escreveu boa parte dos livros da série (incluindo o primeiro, A pedra filosofal) enquanto sua filha dormia ao seu lado em um carrinho de bebês. O café pertence a um parente de Jo (o que era ótimo já que na época ela estava meio quebrada financeiramente e podia ficar escrevendo por horas sem precisar consumir muitas xícaras de café).

O castelo de Edimburgo, visto pela janela do The Elephant house.
Os anos passaram e o lugar ganhou reformas e virou um ponto turístico para fãs do livro ou qualquer pessoa que simplesmente procura um lugar confortável e legal pra comer (lá você encontra desde bolinhos e lanches quentes, até almoços completos e café da manhã típico britânico... e, é claro, café!)

Endereço:
21 George IV Bridge (street view abaixo)
Edinburgh EH1 1EN

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Uma entrevista com a J.K.Rowling feita no The Elephant House:
 

E um link para uma webcam do café que fica ligada o dia todo (e online) para assistir o que está acontecendo por lá.
Se um dia você for visitar, nos avise para checar você comprando um scone ;)

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Fonte: Gaming Talk
Os casos de Law & Order que me desculpem, mas no meu hall da fama dos advogados fictícios, é um rapaz de cabelo espetado e terninho azul frufru que sobe no primeiro lugar do pódio. Descrevo aqui Phoenix Wright, o charmoso protagonista da franquia japonesa Ace Attorney (Gyakuten Saiban 逆転裁判), um dos meus jogos favoritos dentre todos os consoles portáteis da Nintendo (Com títulos lançados no Game Boy Advance, Nintendo DS e, futuramente, no 3DS). Repleto de casos enigmáticos, twists excitantes e personagens MUITO, mas MUITO engraçados, Ace Attorney é a prova que até um videogame de jogos majoritariamente casuais pode ter surpresas para as mentes mais aguçadas. Pois é, minha gente, portátil da Nintendo já deixou de ser só para jogar Pokémon há muito tempo.

Phoenix Wright sendo lindo.
Fonte: Ace Attorney Wikia
Quando comecei a jogar Phoenix Wright: Ace Attorney, o primeiro título da série, lembro de achar o mote do jogo bem simples: O player assume o papel de um advogado de defesa iniciante que precisa inocentar os seus clientes e descobrir o verdadeiro culpado de cada um dos crimes que enfrenta nos tribunais. Para te ajudar durante o seu primeiro caso, você tem uma mentora, Mia Fey, a qual te guiará durante o processo, ensinando a pressionar as testemunhas, apresentar evidências e analisar as pistas. Logo em sua estréia como advogado, Phoenix Wright precisa defender seu melhor amigo do colégio, Larry Butz, um daqueles caras azarados que sempre leva a culpa das coisas (com razão às vezes). O imbecil... Quer dizer, réu é acusado de matar sua namorada, Cindy Stone, por teoricamente ter visitado o apartamento dela na exata hora do crime.
Porém, não é a aparente simplicidade que melhor caracteriza o game. A medida que vamos pegando a manha da jogabilidade, percebemos o quanto os quebra-cabeças propostos por cada caso são muito bem pensados, nos obrigando a sempre matutar uma solução das maneiras mais absurdas (ou às vezes, descaradas) possíveis. Mais do que isso: O criador da série, Shu Takami, conseguiu tornar um jogo de texto (a grosso modo, o jogador passa 99% do tempo apenas lendo textos e escolhendo as opções certas) uma experiência dinâmica e empolgante, o que sempre foi um desafio para os jogos do gênero.

Apontar um dos atalhos escolhidos para evitar este problema é fácil para qualquer fã da série: O roteiro impecável. O timing cômico de Takami é tão inteligente que não tem como não jogar Ace Attorney sem soltar uma risada aqui e ali, se apaixonando por cada um dos personagens sem fazer esforços. Seja o irônico Phoenix Wright, a fofa Maya Fey (irmã da Mia), o poderoso advogado de acusação Miles Edgeworth, o bobo detetive Gumshoe, as bizarras e incontáveis testemunhas ou até o próprio Juiz, que sempre solta umas sacadas clássicas. São tantos presentes para o nosso coraçãozinho de jogador que eu vos falo, com toda a sinceridade, que eu nunca joguei um título que me passasse tanto "calor humano". Sabe quando você sente que algo foi feito com carinho? Eu tenho plena certeza que Ace Attorney é a obra da vida de Takami.

Infelizmente, por não ser um jogo de muito apelo comercial (vai entender o porque das pessoas não gostarem de um material de qualidade como esse), o novo jogo da franquia feito para Nintendo 3DS não será disponibilizado fisicamente nos Estados Unidos e, muito menos, no Brasil. Eu até entendo que a nova onda de comprar jogos na nuvem ajude a não termos mais esse problema de distribuição. Mas admito que este seria um jogo que eu faria questão de ter na minha estante.

Para dar um gostinho desta delícia chamada Ace Attorney, preparei dois momentos bem engraçados e marcantes da saga. Um conjunto de gags que só um jogo desta série maravilhosa tem.




A promíscua  vendedora de marmitas (?) Angel Starr 
fonte: firetooth


 

Aquele momento que a sua estratégia de defesa é um tanto... Awkward.
Fonte: kimmygawa

Ainda está com dúvidas se deve jogar ou não? Vai logo baixar um emulador e um rom do jogo comprar um Nintendo DS e uma cópia do jogo, meu filho!