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Fala, gente bonita, fina e sensual!

Como vai esse domingo? Bom ou nem? Espero que o de vocês esteja melhor do que o meu, porque, olha, tá muito calor e eu tô com sono e já to vendo o tanto de coisa que eu vou ter que fazer pra essa semana na faculdade e ai, não quero. Preciso de férias.

Então, galerinha, hoje vim aqui postar mais uma tradução exclusiva do Escolhendo Livros pra vocês. Já ouviram falar em ghostwriting? Não? Então vem aprender com a gente.


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Eu trouxe o livro "Elixir", da Hilary Duff, comigo para a praia neste final de semana. Eu havia planejado dar uma rápida olhada nele e ler os primeiros capítulos: tempo o bastante pra ver se eu quereria continuar com ele. O que eu percebi é que eu passei boa parte do sábado e do domingo lendo e até mesmo acordei na manhã de segunda-feira para tomar meu café lá fora e ler mais alguns capítulos. Um dos meus amigos me perguntou o que eu estava fazendo acordada tão cedo e eu mostrei a ele o livro. "Você esteve lendo isso o final de semana todo", ele disse, "Eu não fazia ideia de que a Hilary Duff era escritora, ainda mais uma das boas".

Humf.

Eu tentei, no passado, escrever sobre ghostwriting [ato de escrever um livro usando um escritor-fantasma] e falhei. Eu tenho muitas opiniões sobre todo o assunto e estou constantemente me censurando para ter certeza de que eu não soo como uma escritora amarga. É um debate árduo. Por um lado, eu entendo que esses livros são extensões das marcas da celebridade. Eles têm DVDs e programas de TV, artigos em revistas e bonecos de plástico... por que não escrever livros também? Mas quando meu amigo parou na minha frente, olhando a capa do livro, eu não tive coragem de dizer que a Hilary Duff era uma boa escritora. Porque, veja, eu não acredito que ela tenha escrito o livro.

Deixe-me esclarecer uma coisa: eu não tenho problemas com o ghostwriting em si. O que me incomoda é a forma como isso é envolto em mistério, ignorado ao ponto da mentira deslavada. Por que não ser honesto? Qual é o problema em dizer "ei, eu sou uma estrela de cinema. Sou super ocupada, e por mais que eu esteja muito a fim de lançar um livro, eu não vou me sentar na frente do computador por seis horas por dia durante um ano e meio para fazê-lo, então eu preciso de uma ajudinha aqui". Eu respeitaria isso, porque simplesmente estampar o nome da Hilary Duff na capa do livro, tê-la dando autógrafos e fazendo leituras, vê-la em talk shows matinais e em entrevistas com David Letterman não a torna a autora da história. Também (e isto tem mais a ver com o que estou dizendo) não a torna uma escritora.

Escrever é difícil. É preciso ter comprometimento, determinação e uma boa dose de talento. Não é um pensamento posterior, um adendo: é uma carreira. Então, enquanto fico satisfeita por dizer ao meu amigo "este livro é realmente bom, e está relacionado à Hilary Duff", o que eu não posso dizer a ele é: "Hilary Duff é uma excelente escritora".

Para mim, é meio como eu ligar para Julia Roberts e informá-la de que eu vou estrelar o próximo filme dela. "Mas você não atua", ela poderia dizer gaguejando (se é que a Julia Roberts gagueja. Aliás, se é que ela responderia uma ligação minha). "Claro", eu diria, "mas é meio que um sonho meu estrelar um filme. E eu acho que seria realmente ótimo pra minha marca pessoal". "Certo, mas você não atua", ela diria, um pouco mais claramente desta vez. "Não se preocupe", eu diria, "eu sou uma escritora, as pessoas me conhecem".

Errado. É mais como: eu sou uma escritora, as pessoas não me conhecem.

Mas a questão continua: eu não atuo. Eu não tenho experiência nisso. Eu não sei como entrar no personagem, como memorizar as linhas propriamente. Eu não tenho a menor noção de sincronia ou de horários para ensaios ou de protocolo em cena. Não é minha profissão.

Eu sempre ouvi escritores dizerem que somos prejudicados com glamour. A maioria das pessoas não sabe como somos fisicamente (o que é bom, considerando que a maioria do nosso dia de trabalho é passado em calças de moletom). Nós não temos aberturas chiques de galerias e não caminhamos em carpetes vermelhos. Na maior parte do tempo nós nos sentamos bebendo copiosas quantidades de café e temos um embate com as palavras perfeitas para usar na ordem perfeita para revelar uma verdade que vai fazer alguém sentir alguma coisa. É algo muito trabalhoso de se fazer, mas há alguns de nós que são chamados para fazê-lo e, se tivermos sorte o bastante para nos atentarmos a isso, é uma vida incrivelmente compensadora.

Tyra Banks quer vender uma trilogia? Maravilha. Lauren Conrad quer ter um best seller no New York Times? Mais força pra ela. Mas lançar livros, surgir com um conceito de livro, até mesmo editar livros não é a mesma coisa que escrevê-los. Todo mundo tem uma história pra contar e em um mundo perfeito todo mundo teria a oportunidade de contá-las. Alguns de nós têm as histórias, alguns de nós têm as palavras e alguns têm as duas coisas. Vamos honrar as porções que trazemos para a mesa e dar crédito aonde ele é devido.

É claro que há aqueles que vão argumentar que eu entendi tudo errado. E quem sabe, talvez eles estejam certos. Talvez a senhorita Duff sonhe em ser autora desde os seis anos de idade. Talvez cada momento livre que ela tem seja gasto escrevinhando em cadernos e baixando versões novas do Word. Talvez o ponto central da carreira dela -- o programa de TV, os filmes, a aparição em Gossip Girl -- era que eventualmente, algum dia, ela apostaria em escrever um livro.

Digo, essa é realmente a minha opinião.

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Olha, eu não conheço muito a Hilary Duff e também não faço a menor ideia de se ela escreveu ou não o tal “Elixir”, mas, falando francamente, um livro assinado por ela não me chamaria a atenção se eu estivesse passando os olhos pelas estantes da livraria. A não ser que ele tivesse uma capa rosa com glitter, mas isso são outros quinhentos.

E agora eu vou dormir porque eu tô com sono. Depois a gente conversa mais. Beijo pra todo mundo e tenham uma ótima semana. Até mais!



Ghostwriting: não dá pra sermos honestos? é uma tradução exclusiviva do Escolhendo Livros 

Filmes de terror sempre me despertaram fascínio – lembro-me de que um dos primeiros  que assisti na vida foi Chuck, o Brinquedo Assassino. Eu tinha uma lista de todos os filmes de terror que já havia visto, e esses passavam das centenas facilmente! Um dia, então, eu comecei a ler contos de terror, coisas que achava perdidas na internet, ou eu mesmo os escrevia – embora nunca tivesse talento para redigir esse gênero. Até que, um belo dia, encontro um texto sobre uma grande personalidade da literatura macabra: Edgar Allan Poe.  Porém, nunca achei NADA do mesmo para ler, o que me frustrou por bastante tempo. Não obstante, recentemente, por uma linda jogada do Destino, achei o mesmo na biblioteca da escola. Foi tamanha emoção e êxtase que me cobriram naquele momento, uma energia que eletrizava cada partícula existente e imaginária em mim! Vocês conseguem imaginar-se na frente a um Deus ou algo parecido? Não? Ok. ENFIM, naquele momento, meu instinto falou tão alto que eu, sem pensar nas consequências, agi feito um gatuno, enfiando o livro de forma discreta na mochila. Isso foi apenas uma cena de algo que se repete até hoje, porém não posso induzir ninguém a fazer isso, é ilegal! Claro, apenas se te pegarem no flagra.

Vamos pular a parte onde eu amo terror e eu roubei um livro do patrimônio público. (Notam como essa parte tem um certo efeito? “Roubar algo de patrimônio público” poderia indicar que roubei uma estátua famosa ou a Mona Lisa do governo francês! Eu amo esse exagero causado pelas palavras.) Eu roubei o livro. Foi aí que eu o abri.

Desculpe, eu não falei que livro era, né? Se chama “Histórias Extraordinários”, é uma coletânea de contos (sério, Julio?!)... extraordinários. Sem mais. A edição que eu tenho ilegalmente possui quatro contos ilustrados (quase morro com esses desenhos) por Poly Bernatene, e foi lançado pela editora Melhoramentos.

Agora, vamos à receita de Edgar Allan Poe:

Coloque uma dose de obsessão, um punhado de metáforas sombrias e um eu-lírico perturbado, sem se esquecer de doses de acidez, e, é claro, de gelo para completar. Edgar Allan Poe consegue criar uma narrativa completamente envolvente e trágica em sua coletânea de Contos Extraordinários, cujas historias são retratadas em clima sombrio, desesperador e visceral. Você sente a dor, o medo e a angústia do autor em suas metáforas, tudo através de cenas que podem nos parecer incrivelmente realistas. É como se um medo profundo se transformasse em uma facada, ou seria a facada que o personagem levou fruto de sua fobia? Bem, isso depende muito do ponto de vista do leitor.

Os contos presentes no livro são: “A Máscara da Morte Vermelha”, “O Coração Revelador”, “O Gato Preto” e “O Retrato Oval”. Todos eles tem excelência em um terror psicológico, nada que te assuste como ler Stephen King ou ver Chuck, mas, certamente os contos te proporcionam uma agonia.Vou dar uma análise pessoal e curta (não quero dar spoiler, tenho mania disso) sobre cada uma das histórias.

(As frases em itálico contém spoilers. Não tão graves, mas spoilers)

Começamos com A Máscara da Morte Vermelha. Esse é o meu favorito, por mais que não seja um dos mais famosos do autor. Ele trata-se de um jogo de narrativa direta e um pouco... deixa eu ver... alegórica. O castelo onde se passa a história é tão complexo e possui cantos tão sombrios que me faz pensar que poderia ser a própria mente do autor. Agora, imagine se algum “estranho” adentra o seu “castelo” e começa a matar todos os seus “habitantes” (olha o spoiler aí!)? O que será esse visitante? Um alter-ego? Seu subconsciente? Eu não sei, sinceramente, mas é macabro pensar na ideia de que tudo no meu “castelo” poderia ser destruído  – sonhos, ego, identidade. Imagina só?

Somos então levados para a história do Coração Revelador. Bem... Eu não entendi direito a síntese que esse conto pretendia passar (será que ele queria passar alguma coisa? Para mim, Edgar não era um autor que se preocupava tanto em passar uma mensagem. Parece que ele escrevia como forma de fuga ou delírio, amo/sou). Esse texto nos faz mostra o lado ambíguo e seu sentimento de culpa que o torna insano e autodestrutivo.

Logo em seguida adentramos na história mais famosa do autor, O Gato Preto. Este é, sem sombra de dúvida, o conto mais pessoal e desesperado de Edgar (me faz pensar que realmente aconteceu!). Vemos um Poe consumido em álcool e loucura, onde sua própria mente prega peças e ele acaba por adquirir hábitos tão sombrios que o levam extremas atitudes. Vemos um lado possessivo e sombrio do autor, que pode ser simbolizado pelo próprio gato preto, que se chama Plutão – o Deus romano da Morte e do Submundo, que pode ser interpretado de várias formas. Allan Poe vê-se em toda uma loucura, todo um fetiche (oi?) e fanatismo interior que foi projetado no bichano. No fim, temos a impressão de que toda a carga mental e emocional que ele depositou no animal virou-se contra ele, causando a sua destruição.

Por último, temos o Retrato Oval, esse é outro que eu não entendi, sabe? É a história de um quadro. Ah, pera, acabou de me vir uma teoria na mente (gente espontânea, a gente se vê por aqui!). A história do quadro é de que o homem pintou o quadro perfeito, e enquanto pintava este, não notou que a modelo – sua esposa – sucumbia em doença em morte, permanecendo apena passiva e quieta, aceitando a condição. Ela se contentou com a morte iminente apenas para dar satisfação ao homem que amava.É outro caso de um sentimento de posse e foco exagerado, onde só temos olhos para tal coisa, e acabamos por dispersar. No caso do escritor, ele perdeu as estribeiras, mas vemos nisso o quanto o autor revela novamente de si – com a sua própria mania, o seu “Deus pessoal” que o levou a tais coisas descrita por ele em diversos de seus contos. Vemos nos contos de Poe as suas manias autodestrutivas e de total loucura, algo que parece ter sido criado por ele mesmo. A mania do julgamento próprio, a sua loucura que entrega seus atos e parece controlar ele, uma batalha interior que só leva ao caos da mente.

A princípio, é isso. Existem várias versões de Histórias Extraordinárias, e recomendo todas elas para os amantes do gênero. Sério. Menos um conto que li sobre uma múmia falante, aquilo não é terror, é política. 




Quer ganhar um exemplar da edição comemorativa de 75 anos do livro O Hobbit de J.R.R. Tolkien?





Nós do Escolhendo Livros estamos sorteando este clássico da fantasia mundial para comemorar o nosso um ano de atividade com vocês! Para participar, tudo que você precisa fazer é: 

  • E responder a pergunta "Qual seria o seu nome de Hobbit?" aqui embaixo no post da promoção. Os comentários devem ser feitos logado no facebook, para sabermos quem é você e entrarmos em contato caso você seja sorteado
Os participantes serão coletados e o sorteio será feito por meio de um aplicativo confiável de sorteio. (Não estaremos mais utilizando o giveaway do facebook, pois ele deixou algumas pessoas na mão e não funciona para todos.)


A promoção irá até o dia primeiro de janeiro. Aproveite sua chance de conhecer esta obra-prima que terá sua adaptação pros cinemas lançada neste dia 14 de dezembro. Dirigido pelo já consagrado Peter Jacksono filme tem tudo para ser considerado "o filme do ano". Falar em expectativas altas é pouco, hein?  Então não perca tempo, conheça esta odisseia maravilhosa e  participe da promoção!




                                                   





Não é surpresa para ninguém hoje em dia que transformar livros em grandes (entre aspas) roteiros virou modus operandi na indústria cinematográfica. O Código da Vinci, O Caçador de Pipas, Harry Potter e Crepúsculo são apenas bons exemplos de como isso pode dar muito certo. Entretanto não são apenas os livros de ficção que são alvos dessa onda de adaptação em massa que o cinema e a literatura tem sofrido nas últimas décadas. Para a surpresa geral, os famosos livros de auto-ajuda também já foram pegos pelas mãos de Midas dos produtores de Hollywood e, assim como o rei de Frígia da Mitologia Grega, foram transformados em puro ouro. A lista abaixo contém alguns filmes que você juraria que não tem nada de auto-ajuda no meio... Então cuidado! Este post pode transformar a sua vida em uma mentira.


 

Quem viu o trailer neste outubro passado do gordinho dançando na academia deve ter pensado logo: "Ah, mais um filme de comédia brasileira daquele carinha do Zorra Total". Ledo engano! Ok, não tão ledo e nem tão engano assim... Mas "Até que a Sorte Nos Separe" tem uma origem inesperada para os cinéfilos de primeira viagem. O filme do diretor Roberto Santucci ("Pernas pro Ar 2") foi inspirado no livro também brasileiro  "Casais Inteligentes Enriquecem Juntos" do autor Gustavo Cerbasi. No filme, Tino (Leandro Hassum) ganha na loteria, mas consegue esbanjar tanto com o dinheiro que perde tudo nos caprichos excêntricos de sua esposa, Jane (Danielle Winits) e seus filhos. O filme procura trazer uma visão mais cômica da obra de Cerbasi, mostrando tudo o que não deve se fazer para manter uma estabilidade financeira na renda familiar nas ações de Tino. O filme conseguiu a proeza de levar mais de um milhão de pessoas pro cinema... Queridos, isto no Brasil é difícil, hein?


Não. Quero dizer, isto é Woody Allen. W O O D Y A L L E N. 
Mas pode acreditar, meus caros, porque este renomado e excêntrico diretor construiu "Tudo o que você sempre quis saber sobre sexo mas tinha medo de perguntar" (Ufa!) de 1972 a partir de um livro homônimo de 1969 do Doutor David Reuben. O filme foi um dos primeiros do cineasta e é considerado uma obra-prima em seu vasto currículo. Claro que a trama do filme foi bastante desvirtuada da obra original, apesar de manter sua organização em sete segmentos ("Os afrodisíacos funcionam?" "O que é sodomia?", etc) como se fossem capítulos do livro. Seu intuito era fazer uma paródia a este gênero literário e expôr um pouco dos mitos do sexo. O filme arrecadou 18 milhões de dólares e é até hoje considerado um clássico cult.



Este aqui não é surpresa para ninguém. "Ele Não Está Tão Afim de Você" foi um blockbuster de 2009 baseado no já conhecido best-seller de auto-ajuda homônimo dos roteiristas de Sex & the City. Lançado em 2004, boatos rolam pela net que o livro saiu de uma conversa super casual e aleatória nos bastidores da antiga série da HBO... Sounds legit. Já o  filme seguia uma fórmula muito parecida com o adorável Simplesmente Amor (formato que nos anos seguintes foi cada vez mais explorado e, hoje, é até visto com maus olhos pelos críticos de plantão) de trazer um grande elenco em várias histórias paralelas - algumas co-relacionadas, outras nem tanto. Com nomes como Bradley Cooper, Scarlett Johansson, Ben Affleck, Jennifer Aniston, Drew Barrymore e Ginnifer Goodwin, o filme conseguiu um bom sucesso comercial - Cerca de 165 milhões de dólares! - mas bombou nas críticas mundiais. E não no bom sentido da coisa.

Também de conhecimento de todos, "O que esperar quando você está esperando" lançado este ano foi baseado em um clássico... Guia de gravidez. A partir da visão de cinco casais enfrentando os desafios da paternidade, o filme aborda as questões tratadas no livro com humor e romance. Trazendo, novamente, uma imensidão de atores como Jennifer Lopez, Cameron Diaz, Chace Crawford, Rodrigo Santoro (Ueba!), Matthew Morrison, Elizabeth Banks e Dennis Quaid, o filme arrecadou uns bons 41 milhões nos Estados Unidos.  A critica passou longe de aceitar esta recepção calorosa do público... Mas vamos combinar, até que o título deste livro/filme é bem original, né?


Se você achava que Regina George era apenas um pesadelo fictício para o excluído do colégio dentro de você... Está muitíssimo enganado. As eternas "Plásticas" saíram de um livro de Rosalind Wiseman chamado "Queen Bees and Wanna Bees: Helping Your Daughter Survive Cliques, Gossip, Boyfriends, and the new Realities of Girl World", um guia feito para pais lidarem com suas filhas adolescentes. Tina Fey, a grande mente por trás do filme, pegou vários conceitos do livro e desenvolveu Meninas Malvadas em 2004, um sucesso de bilheteria e, mais do que isto, um fenômeno cultural para a geração 2000. Quem diria!


E para você, livros de auto-ajuda devem virar filmes? Você gosta deste tipo de livro? Não se acanhe, você está dentro de um círculo seguro! ;)


imagem: Getty Images (editada)

Boa tarde, gente bonita!

Tudo bem com vocês? Espero que sim. Demorei, mas voltei. E, olha, se vocês estiverem sentindo de mim a metade da saudade que eu estou sentindo de vocês... olha... vocês não estão sentindo nada, HAHAHA! Brincadeira, lindos. Como vão as coisas? Eu estive ausente porque esse negócio de trabalho e estudo + greve das federais alterou completamente o meu cronograma. Mas já passou. Eu acho. A tendência é piorar, agora, mas tudo bem, a gente dá um jeito.

E hoje, conforme o combinado, eu estou de volta trazendo um tema que, como eu disse no último post, afeta todos nós: saudade. Então prepara esse coraçãozinho despedaçado de carvão e vem com o Nate que hoje as emoções vão aflorar. Ou não.


Dia desses eu estava pensando sobre a saudade. O que é saudade? Qual a definição de saudade? E me peguei pensando nisso por ter visto um texto estrangeiro falando sobre “saudade” ser uma palavra que só existe em Português e tal. Fiquei um tempão com isso na cabeça, mas depois esqueci. E depois me lembrei de novo. E senti saudade.

Na faculdade de Letras existe um termo chamado frame, que é como se fosse uma resposta a um estímulo. Por exemplo: quando se diz “Natal”, os frames que nos vêm à cabeça são Papai Noel, árvore, sinos, neve, presentes, peru etc. Mas por que eu tô falando isso?

Tenho pensado muito em saudade ultimamente. Estou escrevendo um livro (não o mesmo que eu disse que estava escrevendo há um tempo), e esse livro, assim como os outros dois que eu já escrevi, durante o processo, me enche de saudade, porque ele ativa uma série de frames na minha cabeça.

Saudade geralmente vem quando algo que você amava muito é arrancado de você, de uma forma ou de outra. Quando tal coisa não pode ser devolvida ou substituída, ela vem mais forte ainda. Mas acho que não sentimos saudade o tempo todo. O que sentimos é dor, desamparo, desespero... Saudade vem depois, em outras doses. Acho que se se não tivéssemos estímulos externos, ou até internos, não existiriam alguns tipos de saudade a longo prazo.

Uma vez, quando criança, eu tive uma cachorrinha chamada Mel. Vira-lata, até meio feiínha, mas muito fofa. Lembro-me de que ela me foi dada, e ao meu irmão também, como presente de Natal. Estávamos passando em frente a um pet shop e ela estava para adoção. Pegamos e levamos pra casa. Não sei explicar como nem por que, mas desde o primeiro dia eu me apeguei àquela cachorrinha de uma forma indescritível. Era um amor enorme, intenso; amor puro de criança. Mas o problema era que nós já tínhamos uma outra cachorra, e ela não estava sendo muito receptiva com a Mel, que, além de ter sido mal recebida, fazia muita bagunça. Por umas duas vezes a minha mãe cogitou a possibilidade de devolvê-la para o pet shop, porque não dava pra abrigar as duas lá em casa, mas ela sempre desistia da ideia logo em seguida.

Até que, um dia, de manhã, antes de sair pra trabalhar, minha mãe avisou que iria mesmo devolver a cachorrinha pro pet shop. Eu saí da cama correndo ao ouvir a notícia e tentei impedir, mas, quando vi, Mel já estava dentro de uma caixa de papelão e minha mãe já estava de saída. Não pude fazer nada, nem ao menos olhar pra ela pela última vez e dizer “tchau”.

Eu chorei durante aquele dia inteiro e, confesso, estou chorando agora enquanto escrevo estas palavras. Depois daquele dia, ainda devo ter chorado por mais um mês, pelo menos, todos os dias. Choro doído, de saudade, de raiva, de dor, de tudo, mas, essencialmente, de saudade da companhia alegre da Mel. Ainda voltei no pet shop uns dois dias depois, sozinho, para ver se ela estava lá, mas já não estava mais. Tive raiva da minha mãe, da minha outra cachorra, de tudo. Depois de uns dois ou três meses eu consegui superar essa perda e, consequentemente, parei de sentir saudade. Hoje, essa saudade se tornou um sorriso nostálgico que me vem à cabeça quando eu lembro dos tempos em que a Mel esteve conosco, que foram poucos, mas inesquecíveis.

Bem, contar essa história não estava no script, mas foi um bom exemplo. Nunca mais pensei na Mel. Tive outros cachorros, o tempo passou e eu acabei “esquecendo”. Mas agora, escrevendo este post, é como se eu tivesse revivido aquele momento em que eu a vi ser arrancada de mim e isso acabou me emocionando. E é aí que entra a saudade. A saudade é a maior prova de que o que está fazendo você senti-la é/foi bom, verdadeiro, puro, assim como o que eu sentia pela Mel, que, da mesma forma, eu sabia que era insubstituível.

Saudade é coisa pra sentir de vez em quando, quando você vê aquele nome, ouve aquela música, sente aquele cheiro e logo aquele monte de frames de bons momentos passam pela cabeça. Então, se você sente saudade, de algo ou alguém, e pode matá-la, faça-o. Ligue, visite, procure, mande um recado, não custa nada. Se você não pode, não lamente por esses frames agora serem só recordações; em vez disso, sorria por eles, um dia, terem sido reais.

E eu vou ficando por aqui. Mês que vem eu volto, dessa vez um pouco antes, prometo. Uma boa noite pra vocês, bom final de mês/começo do próximo e até breve.

E eu sei que você suspirou de saudade agora que acabou de ler o post. Beijo.


 

Eu ainda não acredito que demorei quase um ano para fazer um post com Meg Cabot no meio. Sinceramente, eu sinto como se tivesse traído o movimento Cabotiano, porque metade da minha estante é composta por essa mulher e eu não tenho vergonha disso (ok, tenho um pouquinho... Mas dá pra relevar). Para vocês terem uma ideia, o primeiro romance teen que li foi O Diário da Princesa aos 13 anos e, pode ser idiota, mas... Eu acho que eu descobri minha sexualidade por causa dele, HAHA. A Meg tem essa mágica de parecer a sua melhor amiga - daquelas super engraçadas que te fazem rir pelo nariz - e isto é consideravelmente bizarro de se entender quando você lê a abinha do livro e vê que... Ela é uma mulher de quarenta e tantos anos.  A verdade é que a maioria das pessoas que pegam um livro da Cabot na pré-adolescência acabam marcadas por algum de seus livros, porque ela parece NUNCA ter perdido a juventude. Ela simplesmente te entende. Então eu acho que vale a pena começar esta minha saga Cabot aqui no Escolhendo Livros com a minha coleção preferida da Meg: A eternamente fofa série  A Mediadora! 

Então, você gosta de protagonistas 
badass? Pois Suzannah é uma forte candidata ao posto de Xena, a princesa guerreira do submundo. Forte e imbatível, Suzannah desde pequena tem a habilidade de ver fantasmas e ajudá-los a ir para o outro lado - mesmo que isso às vezes implique em chutar umas ~bundas fantasmagóricas~ no meio do caminho. O livro começa com Suzie se mudando para Califórnia com sua mãe para a casa de seu novo padrasto, Andy, e dos seus três novos "irmãos", Soneca (O mais velho, que sempre está com cara de sono), Dunga (O do meio, mais idiota que uma porta) e Mestre (O caçula, doce e inteligente). Só que sua nova moradia guarda um segredo - Exatamente no novo quarto de Suzannah, um fantasma latino do séc.XIX vive às sombras de seu passado - O belo e muy caliente Jesse de Silva. Além disso, Suzie descobre que estranhos fatos tem acontecido no colégio da cidade e tudo indica que o fantasma de uma líder de torcida está por trás disto. Como se ela não precisasse de mais bizarrice em sua vida...

Apesar da trama simples e talvez não-tão original, Meg Cabot consegue montar sua história daquele jeitinho certo para um livro adolescente - Com a narrativa forte e concisa da protagonista. Suzannah passa longe da personagem principal padrão, sendo arrogante, decidida, MUITO engraçada (Algo que provavelmente é um dos maiores acertos de Cabot diante a maioria de seus livros) e interessante. A  forma como conseguimos nos envolver com as tentativas de Suzannah em lidar com a ideia de ter um fantasma bonitão em seu quarto é tamanha que passamos boa parte do livro nos perguntando como seria estar nesta situação. Sem contar que o romance de Meg passa longe da melosidade, sempre aparecendo nas horas certas. Não se engane - Boa parte do livro, Suzie está se preocupando mais com as histerias de Heather - a líder de torcida psicótica que quer matar o ex-namorado - e tentando "salvar o mundo", cof cof, do que chorando de amores por Jesse. 

Provavelmente a ação do livro deixa a desejar para os marinheiros de primeira viagem. O caso de Heather pode ser irritante em alguns momentos e, se vocês querem saber a minha opinião, chega a ser mais uma "história de segundo plano" do que outra coisa. Como eu já li todos os seis livros da coleção, tenho plena noção de que este é o segundo mais fraco de todos, o que eu acho ótimo. Honestamente, a história vai se tornando densa ao passar dos livros e os mistérios de como Jesse foi parar naquela casa vão lentamente desenrolando... E como é melhor a qualidade melhorar do que piorar, não ligo tanto se o começo das coisas não for tudo isto.  Então, eu deixo aqui uma salvaguarda para quem possa ter ficado decepcionado com este debut - Não desista ainda! A partir do terceiro livro, a coisa SÓ melhora, a ponto de você perder o fôlego lendo.

As shippers de plantão tem um prato cheio neste livro - Entre "mi hermosa" aqui e "Oh Suzanna, não chore por mim~" (sabe a musiquinha country antiga? Pois é, o Jesse canta isto pra Suzie. É uma gracinha... Admito.), o livro é um romance adorável e cheio de "fofísses", tudo isto com muita naturalidade. A simplicidade da relação entre os dois personagens é puro açúcar (Com um pouquinho de pimenta ardente, haha!), então tenha plena noção de que A Mediadora, apesar da carga sobrenatural e de ação, é um livro bem específico para o seu nicho. Um nicho que a Meg sabe muito como funciona.

Em breve, continuo a saga de Suzie aqui no Escolhendo Livros com a sequência "O Arcano Nove". Me aguardem! 

P.S: Vou deixar de presente para vocês um video muito delícia da Meg Cabot na Bienal do Livro de 2009 em São Paulo. Infelizmente está sem legendas, mas quem puder ver, não perca tempo. Adorável é pouco para essa mulher! 



 
Às vezes nos perguntamos, independente dos motivos serem plausíveis ou não, por que tanta coisa ruim parece acontecer justamente conosco. Não é um dos pensamentos mais saudáveis, mas, cá entre nós, não somos uma espécie conhecida pela racionalidade (Opa, quero dizer, somos sim, mas eu sempre achei que houvesse um certo exagero nesta premissa). Recentemente estudei em Teoria Política  (Uma cadeira italicamente divertida, se é que vocês me entendem) que todo sistema em vigor na atualidade é um resultado das consequências de um sistema obsoleto (Como por exemplo, a Era Moderna sendo um resultado dos problemas da Era Feudal) e talvez isto faça mais sentido do que imaginamos, principalmente se aplicarmos na nossa própria vida. Quero dizer, você já pensou em como todas as coisas que temos hoje, seja um namoro estável, uma casa confortável ou até os nossos próprios pensamentos ao ler (no meu caso, escrever) este post parecem atados a outro evento preso no passado? Então... Podemos culpar algo pelas doenças, as tristezas... As mortes? Há alguma coisa lá em cima que trace os caminhos e atalhos da vida como uma rede de constelações? É, A Culpa é das Estrelas é um livro de perguntas.

Eu não gosto de começar a resenha já me mostrando completamente apaixonado pelo livro, mas sinceramente, dane-se: Eu estou apaixonado por esta... Esta coisa linda! Eu deveria estar escrevendo a sinopse agora de A Culpa é das Estrelas, mas uma força dentro de mim não está me deixando ser imparcial com vocês, então achei melhor entregar o jogo: Já é o segundo livro que leio do John Green e ele conseguiu se manter no primeiro lugar dentro do meu próprio pódio olímpico e pessoal de escritores do éssidôis (vulgo, coração)! Ok, ok, vou parar de fazer suspense porque eu sei que ainda nem falei mesmo do livro. E ele merece ser falado, repetido, compartilhado e espalhado por aí como um vírus.

Hazel Grace é uma jovem de 16 anos com um senso de humor questionável. Descrevê-la seria impossível sem citar seu dom para poesia (Do tipo que aprecia poesia, não ~escreve poesia~), seu gosto por reality shows descartáveis, seu look meio Natalie Portman em V de Vingança e, bem, sua doença terminal. Está se perguntando por que eu guardei a bomba para final? Bem, aposto que você iria gostar disso se fosse ela. Desde os 13 anos, Hazel vive com o câncer sem se deixar abalar com o diagnóstico nada animador que os médicos lhe deram - por mais que, por um milagre da medicina, seu tumor tenha encolhido bastante, tudo que lhe foi garantido foi apenas alguns anos a mais - e, ainda que sua vida tenha seus limites, Hazel a leva da melhor forma possível: Evitando sair de casa através de maratonas infinitas de America's Next Top Model. Até que um dia, sua mãe lhe obriga a começar a ir para o Grupo de Apoio de Crianças com Câncer da igreja local e, em um desses encontros,  Hazel parece chamar atenção de um novo visitante que simplesmente não consegue tirar os olhos dela...

A partir deste ponto, conhecemos Augustus Waters, o garoto de sorriso torto que parecia, à todas as custas, querer entrar no mundo de Hazel Grace. Augustus também teve câncer, motivo pelo qual teve sua perna amputada para se livrar do tumor. Pouco a pouco, acompanhamos a incrível relação entre os dois personagens e suas histórias que tinham tudo para serem encaradas da forma mais triste possível; porém, devido a maturidade que compartilham e  a visão única que cada um tem do universo ao seu redor, o livro ascende para um novo patamar. As conversas dos dois no passar dos capítulos são mais do que engraçadas, adoráveis, inteligentes e épicas; são mutáveis, do tipo que você viaja e se pega discutindo consigo mesmo assuntos ridiculamente importantes, como o medo de ser esquecido, a futilidade presente nas amizades, a verdadeira essência do amor, a importância da dor, o quão corajosos conseguimos ser e tantas, mas tantas outras coisas que eu, sinceramente... Não consigo especificar. É um livro muito difícil de ser sintetizado porque ele não tem limites de interpretação, como se cada um pudesse ver ali uma resposta nova para uma pergunta antiga. Repito, A Culpa é das Estrelas é um livro de perguntas.

Tem tantas citações desse livro que eu gostaria de colocar aqui (Principalmente as sobre sofrimento; Acho que todo mundo que já sentiu uma dor de arrancar a pele, fisicamente* e psicologicamente, vai acabar sendo tocado ainda mais por essa obra), mas é... Eu acho que estaria roubando a mágica de vocês. Apenas tenham em mente que eu, Trinta, sinceramente não tenha nada a reclamar dessa leitura. Rir, chorar, se identificar, gritar de ódio...  Ela transforma uma história pesada em um presente para suas manhãs, tardes, noites e madrugadas (Porque sim, você vai querer ler esse livro por horas e horas). E como eu acho que não há nada que eu diga que chegue perto de satisfazer o que eu queria passar ao mostrar para vocês este presente chamado A Culpa é das Estrelas, vos apresento esta música original que os nerdfighters (os fãs do John Green) fizeram pro livro. É uma mistura de várias citações da trama com uma composição bacana que sinceramente me fez soltar umas lagriminhas a mais (E você está falando com a pessoa que diminuiu a porcentagem de água no corpo de 70% para 65% depois de terminar de ler).



*Eu acho muito importante ressaltar o fisicamente. Todo mundo sempre fala o quanto "a dor de dentro é a pior", mas sinceramente, é hipocrisia subestimar tanto a dor em si. Acho que este é um livro feito para relembrar isto.
Todas as fan mades postadas aqui não me pertencem. Mas deus, eu acho uma mais fofa que a outra.