Latest Posts



Eu sei o que você tá pensando. Listinhas genéricas são tão confiáveis quanto reportagem de política no TV FAMA, então para não enganar você com qualquer tipo de onipotência blogueira, vou logo falando: Eu não sou o dono da verdade e isso aqui é puramente para o seu entretenimento. Entretanto, não vou tirar a minha escassa auto-estima e subestimar o meu conhecimento de campo na arte de perder tempo lendo alguma coisa por aí, então veja bem a minha proposta: Se você está afim de ganhar cinco motivos do porque você deve carregar um pesinho extra na sua mochila... Vai por mim, isso irá acrescentar muito mais do que você pensa na sua vida. E não estou falando de dicas do Ministério da Educação. Somos práticos, queridos. A vida é muito mais do que ter consciência do bem (óbvio) que ler nos faz. Isso aqui são os acréscimos, o bonus stage que nem todo mundo parece enxergar na hora de se orgulhar por ser um leitor assíduo.


  • As pessoas acreditam mais na sua palavra ( E você nem precisa estar certo) 
Trabalho em grupo, tensão no ar. Ninguém tem ideia do que diabos uma "Análise Psico-Social Imagética" significa, mas é exatamente isso que a professora escreveu na lousa como tarefa. Para ser feita em menos de meia hora. Valendo nota. 70% dela, até. De uma matéria tão fácil quanto twittar em latim arcaico os dois volumes de Les Miserables na íntegra. Todo mundo decide chutar um possível conceito para essa modelo de trabalho nada popular e, mil balelas depois, o povo olha diretamente para você, com seu exemplar amarrotado de O Código da Vinci em cima da mesa (Se bem que, dude, pode ser até Diário de um Banana), aquele ar de  suspense cheio de expectativa, o qual te faz, por um segundo, se sentir o oráculo do tempo. É a sua vez de ajudar o grupo e nossa, você ao menos deve ter ouvido falar alguma coisa disso nestes teus livrões que tu vive lendo, né, colega? Essa pergunta não precisa nem ser elucidada para você sacar que esse é o seu breakout point. Só que ninguém sabe que... O seu conhecimento sobre isso é tão nulo quanto o deles. E de repente, o seu chute disfarçado de verdade à la nariz empinado ("Provavelmente é uma análise mais detalhada sobre o objeto, sei lá"),  vira o discurso da proclamação da república. Isso pode ter os seus down sides (No final das contas, tu sabe que falou abobrinha, né?), mas imagine os vários conselhos, opiniões e decisões que você pode tomar com um pouco mais de propriedade (e reconhecimento) graças a simples existência de um livro debaixo do braço? Que ideia deve ser utilizada em tal trabalho? Qual o principal problema do seu relacionamento (D.R's ficam tão mais fáceis assim!)? Qual o melhor sabor de sorvete? (Diga o que tu menos gosta para se lambuzar com os restos que os maria-vai-com-as-outras's vão sonegar). Status quo, status quo!

  • É bem fashion e dá conteúdo ao sentido de hipster  (Já notou como um livro fica bem perto de uma camisa de flanela?)
Estamos em uma época que você tem que aparentar o seu interior. Claro, levando em consideração que ele seja, teoricamente, rico e muito original. Mas hoje em dia, você nem precisa dessa premissa na hora de se vestir como um pseudo-nerd de óculos de aro grosso e vocabulário entupido de pop cultura para ser propriamente considerado too cool for school pela sociedade. Já pensou em como ser inteligente hoje em dia parece quase fútil? Mas a verdade é que há uma grande diferença entre os hipsters e os verdadeiros intelectuais... Um livro em mãos para atestar a veracidade do seu QI. Isso sim ira mostrar o quão informado, excêntrico, inovador, 2012, trending topic você é. E de preferência o leia e não apenas o carregue como um acessório de moda, porque senão você será tão bocó quanto essa famigerada geração.

  • Quanto mais livros na bolsa, mais magro você fica (Tem pesos de academia mais leves que o terceiro volume de Game of Thrones, dude.)
 Esse tópico eu posso dizer com certeza absoluta: FUNCIONA. Ano passado eu perdi quase 10 quilos e tenho CERTEZA que todas as minhas corridas em prol do dia-a-dia com o os meus onipresentes dois livros reservas (um para passar o tempo e um caso eu esteja cansado do primeiro) fez parte dessa meta conquistada! Você tem noção de quanto pesa alguns desses livros, principalmente de fantasia, e como isso deixa os seus músculos muito mais torneados? Sim, delícia, dietinhas milagrosas de Ana Maria que se cuidem, ser culto chegou para abalar as balanças!

  • Suas conversas ficam muito mais dinâmicas e divertidas (O que um vocabulário rico não faz em uma falta de assunto...)
Piadas com referências malucas, sinônimos inusitados, jogos semânticos engraçados, comparações que uma mente sã nunca iria imaginar, silogismos ilógicos mas coerentes... Acho que eu me refereria assim a todos os milhões e milhões de papos que já tive com meus amigos que leem.  Parece que o mundo é muito mais amplo, colorido, recheado de divagações que você mesmo nunca acreditaria que poderiam ser colocadas no meio de um bate-bola sobre... Mc Catra. Essa é uma das mágicas mais proveitosas sobre os livros no nosso dia-a-dia... Eles se somam a tudo aquilo que você é e pode ser.

  • Você fica muito mais atraente (Mas isso também não faz milagres)
Quantas vezes eu pensei em o quanto eu ficaria louco por uma pessoa que reencenasse comigo uma das últimas partes do livro Um Dia e o quanto eu sonhei que alguém sacasse do que eu estava falando sem nem ter que explicitar que momento é esse! Nossa, isso ficou confuso... Mas essa complexidade mostra bem o que eu quero dizer: Gostar de livros é ser criativo, pirado e sonhador! Quem não gostaria de viver em um mundo de sonhos com outra pessoa, uma utopia só de vocês, no qual cenários não faltam para englobar todos os seus flashs especiais?  E isso não é algo que apenas eu acho. Um simples livro pertinho de você te torna mais charmoso, respeitável, de uma sensualidade sagaz que ultrapassa a vulgaridade que apenas uma pessoa "gostosona" consegue conquistar.  Cê dúvida? Pode levar um Victor Hugo pra balada que vai dar certo. (-N) Bem, mas você entendeu o que eu quis dizer.

Sabe o que eu acho? Escrevi cinco coisas bem práticas e sim, elas são bem elucidativas (Eu espero), mas ler é muito mais do que essa utilidade toda que eu procurei até aqui. Um livro tem tudo isso, mas ele também é mais do que algo funcional para nós, um mero conjunto de qualidades que vão ajudar nossa esperteza, lógica e status. Ele é ser supérfluo e feliz, porque é nesse escapismo, nessa tecla ESC que sempre usamos quando queremos buscar um sorriso no nosso rosto que está o verdadeiro motivo de gostarmos tanto de fugir da realidade para a ficção. E isso com certeza é mais do que apenas (Semi).


P.S: Você sabe quem é a garotinha do desenho? É a Matilda! Ué, não entendeu a referência da capa do livro? Talvez você conheça a versão cinematográfica dela...










Vamos começar por uma perguntinha bem sacal - Você gosta de livros?. Ok, você não precisa responder essa. Mas deixa eu ser um pouco menos óbvio: E séries, você acompanha alguma? Sim, se você não sabe, eu, além de ser o Trinta, blogueiro literário, também sou Trinta, o seriemaníaco. Então nada mais compreensível da minha parte do que apresentar a vocês, caros leitores, nossa nova parceria com a autora Laísa Couto, responsável pela booksérie, Lagoena. Calma, eu já vou responder que diabos é isso de booksérie... Mas não antes de você deixar essa preguiça de lado e ao menos gastar alguns minutinhos da sua noite para conhecer este universo fantástico que, acredite, vai ativar sua imaginação.


"- Vá para o norte, seguindo sempre a linha do horizonte, onde a sombra dorme depois da Grande Pedra. Assim que encontrar a Velha Floresta, estará seguro...e se for mais esperto ainda, encontre a Fortaleza Esquecida, ela esconde muito ouro, desde os tempo antigos, quando foi abandonada pelo seu senhor. Vá!"

Sinopse: Rheita era a única neta de um joalheiro falido. Seu pai havia desaparecido antes da menina nascer e sua mãe falecera no parto quando lhe dera à luz. Morava num país pequeno e isolado, muito ao norte, conhecido como Reino do Vinagre, numa época em que os lampiões ainda iluminavam as ruas de tijolos. Ainda em luto e rancoroso, Dordi Gornef, o velho joalheiro, por 10 anos mantinha em segredo uma grande descoberta: o significado da marca de um S que Rheita carregava na palma da mão. A menina, desde recém nascida, fora educada a usar uma luva na mão direita, para esconder um suposto defeito de nascença dos olhares curiosos... Porém, num certo dia, os esforços do joalheiro para manter o segredo não foram mais úteis. Rheita, que se tornou uma menina muito curiosa e inteligente, acabou encontrando um misterioso Mapa Mágico no abandonado quarto da falecida mãe e desde estão resolveu descobrir o que ele escondia, pois suspeitava que o desaparecimento do pai houvesse relação com o artefato mágico. A partir desse momento, sua vida fica totalmente ligada a ele e através de um chamado do destino Rheita e seu mais novo amigo, Kiel, embarcam numa aventura repleta de segredos ainda maiores, para além de outro mundo, para LAGOENA, A Terra Secreta que corre um grande risco de não mais existir, cabendo à menina salvá-la e proteger o tesouro do mapa da cobiça de um imperador amaldiçoado.


Leia o primeiro capítulo!
http://bookserie.com.br/series/2/seasons/6/chapters/24/episode



Qual o intuito do site Booksérie? 
BookSérie nasceu a partir de três grandes paixões de seus criadores. Um deles adora desenvolver sites, o outro, dedica grande parte de seu tempo escrevendo livros, e ambos curtem séries de televisão. Então surgiu a ideia: 
 Que tal fazermos um site que, além de divertir as pessoas, divulgue obras de escritores desconhecidos, fazendo uso de um formato inovador na internet?
E é exatamente isso que o BookSérie pretende realizar. O desenho do site possui o formato semelhante aos sites destinados a seriados de televisão. Mas ao contrário daqueles, o internauta não assistirá aos episódios. Aqui os episódios serão lidosAssim como nas séries de TV, os capítulos serão lançados semanalmente, sempre inéditos. Se houver, por exemplo, dez livros aprovados para serem publicados no site, dez novos capítulos irão ao ar toda semana. O livro de estréia é um romance de aventura intitulado Heróis MeninosPortanto, se você curte seriados, gosta de ler e de navegar em sites bem elaborados, escolheu o endereço certo.



 Boa noite, gente bonita!

Como estão vocês? “Fine ou nem?”, como costumo perguntar aos meus alunos? Espero que fine, hehe. Como foi o final de semana? Como passaram o dia as mães? Deram presentes às suas rainhas do lar? Aliás, feliz dia das mães, em tempo, às caríssimas leitoras deste humilde blog de família que têm uma prole pra sustentar. Não é fácil não, né? Um feliz dia das mães também àquelas que, assim como eu (mas eu não sou mãe), têm filhos de quatro patas, e quem tem sabe que estes fazem parte da família tanto quanto qualquer ser humano.

Gente, hoje eu quero falar de sonhos.

Horas depois...
Bom, enrolei tanto pra fazer o post que acabou passando da meia noite e agora já não é mais dia das mães nem “hoje”, mas considerem-se parabenizadas mesmo assim, mamães, porque o dia só vira depois que eu durmo. 

Voltando ao que eu ia dizendo, vim falar sobre sonhos. Na verdade não exatamente “vim falar” sobre sonhos, porque não vou falar de sonhos, mas é que noite passada eu tive um sonho muito interessante, ao qual eu tenho uma explicação inteira. Ah é, geralmente eu consigo explicar todos os meus sonhos. E algo interessante que acontece: eu sempre sonho com coisas que não me impressionam. Meus sonhos se fundamentam nos detalhes. Por exemplo: se você me der 10 notícias chocantes, 5 trágicas e me contar 1 piada sem graça no final, é com a piada que eu vou sonhar.

Mas isso também não é importante. O importante é que, por causa desse sonho, não sei exatamente porque, até porque no sonho não havia nada que se associasse ao que eu vou postar aqui (não, não vou contar o sonho, porque eu to com preguiça, mas eu tava na faculdade e tava fazendo barraco com um professor que estava distribuindo notas inadequadamente. Lembro-me também de que eu estava tentando resolver alguma questão em que havia a palavra “premissão”, que nem existe na nossa Língua Querida e vixe, acabei contando o sonho), mas acabei me lembrando de um livro muito interessante que também não é exatamente sobre sonhos, mas é como se fosse. É sonho, só que não; é a realidade, só que ao contrário. Deu pra entender, não deu?

O livro de que estou falando se chama Astrícia, de um autor brasileiro chamado Cristovam Buarque.



(Obs.: eu que editei essa imagem. Ficou lindo, né? Não. Adorei esse “porta capa de livro” quando o vi no Google, daí decidi usá-lo aqui (e em todos o os lugares) sempre que for falar de algum livro.)

Astrícia é uma história estranha, no bom sentido. Intrigante, que te faz pensar. Nada que vá mudar a sua vida ou te tornar um ser humano melhor; talvez também não te ensine nada e você não extraia nada de proveitoso de lá, mas, ainda assim, é uma história que vale a pena ser lida.

Isso fica, na verdade, muito bem expresso na própria descrição do livro. Algo como “um livro para pessoas que gostam de ler pelo simples prazer de ler”. Não me lembro. Até o gênero é difícil de definir. Ao mesmo tempo em que se parece um livro de contos, se parece um romance, ou um monte de crônicas reunidas. Enfim, uma loucura. Mas o que me chamou atenção foi a coerência que existe dentro da loucura das aventuras do personagem principal, Astor, que, ao mesmo tempo em que é um, é vários, ou nenhum. Não dá pra explicar. Não entendo muito bem dessas terminologias, mas parece-me que o livro se encaixa dentro da Literatura Fantástica, que brinca com o que é real e o que não é, o que é sonho e o que é realidade e essa coisa toda.

Então fica a minha dica de leitura pra vocês. Cristovam Buarque: Astrícia.

Mas o que eu quero dizer mesmo é que tomei uma decisão muito importante: a partir de hoje, vou escrever, anotar mesmo, num papel ou num documento aqui no PC, todos os sonhos de que eu me lembrar, com a maior riqueza de detalhes que a minha mente permitir registrar. Ouvi falar uma vez que, assim, você consegue se tornar mais dono de suas próprias ações dentro do sonho, como se você fosse mais racional dentro do mundo imaginário.

Se der certo eu conto pra vocês. Se não der, paciência. Excluo o arquivo. Não vai mudar nada na minha vida mesmo. Beijo e tenham todos uma ótima semana!

Natan



Na verdade não, meu nome não é Goku, embora, creio, certamente exista algum Goku por aí, haja vista o advento do Facebookson e tal. Cês ficaram sabendo disso, né?

Então, oi. Meu nome é Natan e este é um post de apresentação. A partir de hoje [?] serei colunista neste blog de família e aqui falarei sobre coisas literariamente aleatórias, um pouco paralelas às que vocês estão acostumados a ler por aqui. Espero que tenhamos um bom convívio, e nós havemos de ter, SENÃO... senão não acontece nada, haa!

Falar de si é sempre meio complicado, mas é algo que eu gosto de fazer. É aquele tipo de atividade que você faz, faz, faz, faz e sempre fica algo a ser feito. Ou, no caso, dito. Ou, ainda, aqui, neste meio, escrito. Nunca vou escrever o bastante sobre mim, pelo menos não aqui, porque não estamos falando de uma autobiografia. Enfim. Eu trabalho meio que em fluxo de consciência: começo a falar de uma coisa, emendo noutra, puxo um assunto que vem meio que de lugar nenhum, faço altas digressões, verdadeiras viagens transcendentais com tendências metafísicas e, quando vejo, meto um “enfim” e volto àquele assunto de antes. Mas não se preocupem, minhas ~habilidades~ na escrita vão guiar vocês pelo caminho da luz e tudo que escrevo há de ser compreendido. Aliás, esse é um ponto relevante. Adoro escrever. Mas vamos jogar isso pro próximo parágrafo.

Considero-me um escritor amador. Tenho dois livros (e-books) “lançados” na Internet e não tenho a menor pretensão de publicá-los. Acho que eu não tenho coragem pra isso. Gosto de escrever de forma clara, sucinta e direta; não gosto de rodeios e tenho certo desinteresse por textos que sejam assim, rodeantes. Sou estudante de Letras e percebo que, nesse curso, existe meio que uma disputa pra ver quem consegue escrever mais bonito, especialmente quando surgem aqueles trabalhinhos de sala pra entregar pra professora, sabem? Já ouvi até falar que “talvez a professora dê mais pontos se a gente usar um vocabulário mais culto”. Sério. Um bocejo bem sonoro pra esse tipo de pensamento. Sou totalmente anti-prolixidade. Direteza, Brasil, é disso que precisamos. Gosto de criar neologismos (“Criar” e “neologismo” na mesma frase e nessa ordem é redundância?).

Sobre o que escrevo. Escrevo romances gays. Sim, romances gays, homossexuais, envolvendo pessoas do sexo masculino. E sim, sim, sim!, isso tem tudo a ver comigo, se é que me entendem. Não falo sobre Aids, não falo sobre o preconceito da sociedade, não falo sobre o quão difícil é a vida de um gay nos dias de hoje, sobre os índices altíssimos de homofobia e de lampadadas nas cabeças de pedestres de aparência duvidosa, não insinuo que o final de toda história gay é a morte, como é absurdamente comum nesse tipo de literatura. Nada, nada disso. Acho desnecessário. Escrevo histórias simples, até bonitas, possíveis e normais, sem insinuações sexuais a lá Cine Privé, onde o galã sutilmente envolve a dama com seu corpo másculo e deixa sobre seus lábios vermelhos e carnudos um beijo que carregava o fogo da paixão mais explosiva que corroia aqueles dois seres cheios de prazer para trocar. Pelo amor de Deus. Não escrevo versões gays de clássicos-nomes-femininos como Justine, Raquel e Jéssica, já à venda na banca de jornal mais próxima. Escrevo sobre pessoas que se amam, de uma forma ou de outra. E uma curiosidade: sempre começo a escrever um romance quando algo triste ou muito marcante acontece na minha vida. To esperando a próxima desgraça pra começar o terceiro livro.

Mais sobre mim? Bem, tenho 19 anos, nascido em São Paulo, residente em Uberaba desde os 3 anos, ou seja, mineirinho de coração, sou professor de Inglês [sic] e conheci/comecei a participar do blog por causa do Trinta, que viu minha escrita e se interessou, mas isso já é história. Sou estudante de Letras e não pretendo dar aula em escola pública. Trabalho numa escola de Inglês mesmo, aqui na minha cidade, e, olha, ensinar é uma coisa linda, viu? (é mais lindo ainda quando eles entendem o que eu to falando em Inglês)

Acho que é isso. Vocês vão me conhecendo mais/melhor com o passar do tempo. Então me despeço por aqui, mas, antes , deixo mais uma curiosidade a meu respeito:

Todos os dias, enquanto me arrumo pra ir pro trabalho, o ônibus que eu pego passa na porta da minha casa exatamente quando eu to penteando o cabelo. Saio correndo, dou a volta no quarteirão e o pego na rua debaixo. Sempre funciona.

Um abraço pra todo mundo e até logo!

Natan




Bonne nuit, mis amis! Véspera de prova de francês e cá estou eu, completamente desesperado com um bando de conjugações verbais trituradas na cabeça (Verbos connaître e avoir, amanhã terei um encontro quente com vocês). Eu poderia dizer que o maior estímulo que tenho para estudar no momento é a minha responsabilidade de aluno dedicado (cof, cof), mas a verdade é que joguei tudo para cima me distrai com as últimas páginas de um livro que, para não manchar tanto a minha imagem, é de um autor francês! Acho que isso é uma desculpa boa o suficiente, né? Ok, não, mas esta delicinha chamada Tudo Aquilo Que Nunca Foi Dito do romântico Marc Levy consegue fisgar sua atenção sorrateiramente e, se Deus me permite a ousadia, não me arrependo de ter gastado as últimas horas dessa noite para apresentar para vocês esta doçura de história. Ganhar uma segunda chance de conversar com o seu falecido pai através de uma máquina (Não direi nada mais do que isso!) parece uma loucura para você? Acredite, por mais altos que sejam os vôos do livro, Levy conseguiu torná-lo um verdadeiro passeio no parque. "Calmez-vous!", meu povo: Este é um livro para aquele domingo sereno, com um CD do She & Him na playlist e uma mente aberta para as ruas de Berlim.

Vendo agora, a citação inicial do livro contorna muito bem a aura etérea de Toutes ces choses qu'on ne s'est pas dites: "Há duas maneiras de se encarar a vida, uma como se nada fosse um milagre, e outra como se tudo fosse milagroso" - Albert Einstein. Julia Walsh poderia muito bem dizer que sua vida dispensava qualquer milagre. Noiva de um homem respeitável, com uma carreira de desenhista bem-sucedida e um melhor amigo homossexual eloquente... Quem se importaria com os problemas do passado quando o seu presente parece tão confortável? Mas acreditar que tudo vai bem nunca esteve nos planos de Anthony Walsh, seu pai autoritário (Sei que o termo "planos" para este exemplo pode parecer prepotente, mas acreditem: Tem um motivo). Nem um pouco próxima da figura paterna, Julia recebe a notícia de seu falecimento convenientemente no dia de seu casamento.  Os anos da ausência de Anthony em sua vida voltam à sua memória carregados de um rancor acumulado pelo tempo...  E de repente, nada mais faz sentido diante de tantos pensamentos conflituosos. Como se não fosse o suficiente, uma surpresa no formato de um caixote gigante na frente de seu apartamento se materializa no dia seguinte do funeral do Senhor Walsh. E é aí que a leveza de Levy chega para apresentar a protagonista o quanto mesmo quando pensamos que não precisamos de nada, um milagre acontece em nossa vida para torná-la infinitamente melhor.

Primeiro elogio: Os diálogos desse romance são muito charmosos! Apesar de soarem um tanto utópicos em alguns momentos, o autor deu uma certa graça pra cada personagem, como se todos tivessem saídos de um livro - o que soa irônico, mas é exatamente este paradoxo que o torna tão meigo. A ideia, ao meu ver, é que todos tenham as respostas certas na ponta da língua, não de uma forma clicherizada, mas sim com um esbanjamento de personalidade bem impactante e caloroso - algo que fica bem evidente no personagem do melhor amigo, o Stanley (Para mim, o mais bem construído do livro). Ele é meio que aquele conselheiro sabe-tudo e clarividente que quase conduz os conflitos de Julia em pontos-chaves da trama com o tom de comédia suficiente para te conquistar.   

Porém, é no amor de Anthony por Julia, uma relação pai-e-filha desconstruída com cuidado por Marc, que o livro brilha. As intenções do Senhor Walsh soam perfeitamente como a de um homem arrependido em uma plena busca de reconciliação entre o seu passado como pai ausente e o futuro que sua filha ainda terá pela frente. Para isso, ele "programou" muitos conselhos e, eu diria, "reviravoltas" na vida de Julia, num amontoado de coisas que ele nunca chegou a realmente abrir para sua primogênita. Acho que uma bela verdade desse livro é o quanto esquecemos que nossos pais, antes de serem figuras familiares com responsabilidades sobre a gente, também são pessoas; respiram, vivem, se apaixonam, brigam e erram. Um dos nossos maiores erros como filhos é limitar os outros para aquela coisa que nos interessa, esquecendo que nós somos uma cornucópia de personalidades. Pai, amante, profissional, ser livre.

E se você pensa que esse livro é só drama familiar, está muito enganado. Não queria falar muito sobre esse ponto (digamos que há muitas surpresas por aqui), mas sim, há um enredo bem gostoso de romance dentro da história - Por mais que, ao meu ver, não seja tão inteligente quanto aos momentos pai-e-filha. Em cenários que variam de Canadá, França, New York até Berlim, Tudo Aquilo Que Nunca Foi Dito não reserva palavras na hora de te lançar dentro das descrições, esboçando muitos locais famosos que deixaram meus olhos invejosos por não ter dito a chance - Ainda! - de conhecer lugares como o Champs-Élysées ou o próprio Muro de Berlim. Fiquei com boas expectativas quanto a este autor, então não se surpreendam se futuramente encontrarem aqui um post de "Et si c'etait vrai...", livro do autor que originou o famoso filme E Se Fosse Verdade, estrelado por Mark Rufallo e Reese Witherspoon. C'est la vie, c'est la vie...





Estou passando por aquele momento na vida em que respirar é um privilégio. Estágio de manhã, faculdade à tarde e cinco mil trabalhos e projetos na cabeça sufocando qualquer possibilidade de existir um pedacinho de free time para simplesmente... ler. Ok, talvez eu esteja sendo um pouco exagerado; o verdadeiro problema se chama "mente sobrecarregada" (até porque, ler antes de dormir sempre foi uma opção). São tantas preocupações no dia-a-dia que a minha meta de leitura atual - Tudo Aquilo Que Nunca Foi Dito do fofíssimo autor francês Marc Levy - já tá quase ganhando fungo dentro da minha bolsa da faculdade. Então, para não deixar vocês órfãos do EL, decidi falar de um livro que li há alguns anos - Mais de meia década atrás e, sim, comentar isso parece até que cria ruga na minha cara - o qual me trouxe, em uma das épocas mais difíceis da minha vida, uma sensação que hoje eu não hesitaria em ter de novo: O conforto de um refúgio. A Lista dos Desejos é meu "livrinho de cabeceira" favorito do Eoin Colfer (não sei se vocês sabem, o autor do famoso Artemis Fowl!) e, além de ser um ótimo thriller de aventura infanto-juvenil, carrega uma aura fabulesca que lembra levemente contos como o clássico"Uma História de Natal" do Charles Dickens.

Uma daquelas coisas que todo mundo sabe sobre o ser humano é o quanto ele é definido pelos seus defeitos e suas qualidades. Porém, um outro saber que não é tão exposto pelo senso comum, apesar de ser igualmente do conhecimento de todos, é o quanto essa balança de virtudes não é equilibrada. Você pode fazer um pouco a virgem de Guadalupe ou estar mais para um santo do pau oco, mas conseguir ficar em cima do muro é fisicamente impossível. Ou quase. The Wish List narra a história post-mortem da problemática Meg Finn, a garota que conseguiu a polêmica proeza de não ser nem má o suficiente para ir pro inferno e nem fazer o requisito para passar pelo portão do paraíso. Em uma guerra de egos entre São Pedro e Belzebu, é decidido que, para Meg conseguir o seu passe pro céu, ela terá que cumprir uma missão: Realizar a lista de desejos da última pessoa que fez mal quando viva - O velhinho Lowrie McCall (Que muito lembra o Senhor Scrooge!), dono da casa a qual Meg tentou assaltar. Já dá pra entender que a história irá unir esses dois personagens em uma epopéia cômica e cheia de pequenos ensinamentos no melhor estilo Colfer de trabalhar a figura do antiherói.

Acho que essa talvez seja a coisa que eu mais admiro no autor: Eoin não tem medo de escrever livros para crianças e adolescentes com protagonistas, no mínimo, controversos. Meg está longe de ser a garota da casa ao lado, meiga e adorável, um exemplo de doce e candura. Órfã de mãe e maltratada pelo padrasto, Meg sobrevive de assaltos e se mete com pessoas nada agradáveis, tudo com uma educação que deixaria muitas velhinhas de cursos de etiqueta de cabelo em pé. Mas a humanidade de seu caráter explora um  passado sofrido que a torna extremamente cativante e talvez muito mais associável para crianças do que as 'Miss Perfeição" que tanto vemos em livros por aí. Com um ótimo timing de humor, Meg poderia muito bem ser aquela sua amiga doidinha que, apesar de tudo, você sabe que tem coração. Em um mundo como o atual, nada como personagens assim para realmente nos mostrar o que podemos encontrar lá fora, independente do fato de sermos o público-alvo ou não. O velhinho Lowrie também brilha como o amargo desafio de Meg, o qual não apenas guarda segredos tocantes, como também mostra em cada um dos seus desejos feitos, uma nova faceta de sua verdadeira personalidade.

O contexto sobrenatural é agradável, dando contornos bem divertidos a história, seja com um Belzebu no mínimo irônico ou em todos os momentos de ação do livro que, surpreendentemente, não deixam a desejar (Problema principal que tive com Artemis Fowl). Você não achou que o Diabo iria ficar quietinho e não atrapalhar nenhum pouco a missão de Meg, não é? Mesmo tendo muitos detalhes que ficaram perdidos no tempo, se há algo que senti ao lê-lo foi a sensação de um trabalho bem aproveitado, daqueles que torna a sua leitura fácil de acompanhar. A própria criatividade da ideia fez algo em mim que, pra te ser sincero, me deixou um tanto emocionado com o passar da história.

A lembrança que guardei de Lista dos Desejos foi, principalmente, a de seu final que, sem sombra de dúvidas, construiu um dos clímaxes mais emotivos que já li em obras do gênero. Quando o assunto é morte, e sendo o ano o qual li o livro o mesmo em que perdi minha mãe, o julgamento final de Meg simplesmente abraçou tudo aquilo que poderia muito bem acontecer e - talvez - seja exatamente por isso que me pegou de surpresa. Essa é uma daquelas histórias que não tem final "final"; a vida não tem um final: Nós vivemos, pioramos e melhoramos. Quando chega a hora de escolhermos o próximo caminho, recebemos o fruto de toda a soma de escolhas que fizemos e travamos durante o tortuoso percurso de sermos alguém.



Quando você ganha um livro de presente, qual a primeira coisa que passa na sua cabeça? Sou sincero: “Espero que eu realmente goste disso.” Não há nada mais constrangedor do que gastar seu tempo com uma bomba embrulhada com carinhoe amor, dessas que nem para a tarefa de matar o tédio consegue fazer o requisito. O problema se agrava ainda mais no momento em que você não consegue desistir. Por mais que abandonar aquele trambolho pareça compreensível devido às circunstâncias, a etiqueta das boas maneiras logo sussurra no seu ouvido um - Continue! Ele foi comprado especialmente para você. – tão arrogante que o prazer da leitura se transforma numa obrigação ditatorial. Vou até botar a boca no trombone e chocar a sociedade com essa minha conclusão: Não sei se gosto de ganhar livros. Acho que a experiência de escolher o que você vai ler faz parte do processo de apreciar o produto final. Claro que não é impossível receber grandes surpresas... Mas sempre terá um “E Se” nada convidativo. Um E Se que, infelizmente, vou exemplificar com a promessa sem resposta feita por O Arquiteto do Esquecimento
.
“Qual a parte da sua vida você gostaria de apagar?”, diz o slogan numa estratégia fascinante de instaurar uma curiosidade pelo o que está por vir. Não sei bem quanto a mim, mas Doran Visich certamente gostaria de esquecer toda a sua sina, um emaranhado de lembranças de sua irmã desaparecida, tristezas referentes à uma subvida na Segunda Guerra Mundial e a criação de um remédio capaz de revolucionar toda a história da medicina – A droga da amnésia. O enredo principal realmente nos sufoca com todos os caminhos que o autor Marcos Bulsara apoia sua obra e, sinceramente, com base nos primeiros capítulos e no visual arrojado do livro, até consegue te deixar na expectativa. Acho que isso merece uma ressalva: Provavelmente esse foi um dos títulos de ficção brasileira com o designmais satisfatório que já vi. Capa bem feita, belas divisões das “partes” da história, arte bacana... Mas nada que salve a trama de um problema gravíssimo de identificação com os personagens: Você simplesmente... Não se importa.

Não dá. Sentir que tudo que está sendo relatado não tem alma, emoção ou profundidade acaba com qualquer vontade de se conectar. Não sei se existe uma forma de atribuir culpados para o motivo de isso ter acontecido comigo em O Arquiteto do Esquecimento, mas talvez a gama de personagens incolores e os diálogos robóticos possam ter sido responsáveis por essa falha. Ouvir os sofrimentos de Doran e não contrair qualquer sensação de piedade dentro de si – e estamos falando de um judeu em 1945! – me deu certeza da rasidade do personagem. As características estavam lá... Mas e as peculiaridades? Ou ao menos a boa execução de clichês? É uma balança imprescindível de ser consultada: Ou você inventaou aperfeiçoa. Acredito que Bulsara não conseguiu atingir nenhum dos dois alvos.

 A divisão do livro me deixou atordoado também. Achei que, em alguns momentos, quando a história estava começando a ganhar alguma consistência, uma mudança brusca no tempo acontecia e boom! Vamos mudar completamente o núcleo da história de novo. Não houve tempo de se associar com os VÁRIOS cenários exatamente por esse excesso de detalhes e, consequentemente, a falta de ação. Não é à toa que o livro ganha um estigma de “parado” com o tempo. Consegui notar também uns sérios problemas de edição – Meu livro veio com algumas páginas EM BRANCO! – e digitação que não deixou de me distrair às vezes. Ah, e não dá para esquecer o fato de que toda a história da droga da amnésia em si é POUQUÍSSIMO abordada, sendo apenas uma trama secundária para o drama do personagem principal. Como assim, produção? O slogan do livro era apenas marketing? Não pude deixar de me sentir enganado. E não há nada mais chato do que a sensação de promessa não cumprida.